Espumantes Georges Aubert: Alta qualidade e fáceis de harmonizar

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Vínicola brasileira traduziu as borbulhas em excelência

Pude provar dois espumantes  Georges Aubert, sendo um Prosecco e um espumante Brut. Claro, como todo apaixonado por vinhos e gastronomia, fui harmonizar cada um deles com pratos feitos em casa.

Abaixo traduzo o resultado destas harmonizações.

Primeiramente utilizei o Prosecco, da uva Glera 100%. Este espumante se caracteriza pelo frescor, pelo equilíbrio e acidez, além é claro de seu sabor inconfundível.

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Para este Prosecco elaborei um prato simples e caseiro composto de arroz branco e carne louca, acompanhado de purê de batatas e salada, nada complicado e buscando acentuar o sabor do Prosecco. O resultado foi perfeito, já que o Prosecco é leve e versátil na harmonização e no conjunto com os leves sabores do prato.

Elaborado pelo método Charmat é produzido na Serra Gaúcha.

O segundo espumante Georges Aubert Brut é elaborado com a uva Chardonnay. Tem como características aromas de flores brancas e também um leve toque de frutas secas.

Em boca se sente o perlage abundante e fino, leve sabor cítrico como limão, também melão e pão fresco.

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Estas características nos lavaram a harmonizar , não com o que poderia ser convencional, como frutos do mar, entre outros do gênero,  mas com uma entrada de polenta cremosa á base de parmesão leve e molho de cogumelos diversos, elaborados com manteiga e azeite.

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Esta inusitada harmonização rendeu muita salivação pela comida que pediu o espumante. Uma delícia!

Ainda no final da garrafa, pudemos sentir como seria harmonizar com o primeiro prato elaborado para o jantar, um risoto de alho poró bem cremoso e finalizado com creme de leite, acompanhado de um bife de chorizo apenas temperado com sal, pimenta do reino e cebolete, um jantar que reuniu requinte e sabores!

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Sobre a Georges Aubert

A marca revitalizada pela CRS Brands, uma das maiores indústrias de bebidas da Amércia Latina, vem conquistando continuamente prêmios no Brasil e exterior.

O último prêmio internacional foi a medalha de bronze no International Wine Challenge (IWC) do reino unido, um dos mais rigorosos concursos de vinhos do mundo.

www.espumantesgeorgesaubert.com.br

 

Chile: Chateau Los Boldos e a excelência em sua linha de vinhos

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Que o Chile vem elaborando vinhos de grande qualidade isso é notório, mas perceber que uma determinada linha de vinhos aparece totalmente revigorada e única, isso só o comparativo pode proporcionar.

Neste sentido fomos apresentados aos novos vinhos que desembarcarão ao longo dos próximos dois anos aqui no Brasil.

Os vinhos do Chateau Los Boldos, provenientes do Valle de Cachapoal, Chile, se apresentam nas garrafas com a mais alta gama em qualidade. Trazidos pela Importadora Zahil, tem sua história recontada na reformulação de suas linhas e vinhos.

Novo desenvolvimento com características modernas e adequadas a uma “não padronização”, surgem em cada terroir, em cada desenvolvimento seja nos blends ou nos varietais.

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Pertencente ao Grupo Sogrape, de Portugal (Desde 2008), o Chateau Los Boldos desenvolve e divulga seus vinhos e sua marca de forma independente, desde que implementou a plantação em 2010, na evolução da matéria prima e enológica, refletindo um legado europeu em solo chileno, onde impera a qualidade na produção 100% de uvas próprias.

Não vou aqui descrever cada um dos sete vinhos apresentados para a imprensa, e nem mesmo os apresentados no “walk around” de safras anteriores ao novo projeto, mas evidencio o que me chamou atenção como preço e especificamente alguns dos vinhos degustados.

Lembrando que a experimentação possibilitou o comparativo entre um estilo de fazer anterior e o novo, superando as expectativas e envolvendo em cada taça degustada.

Obviamente quem conhece meu gosto pessoal sabe que sou um apaixonado pela uva Chardonnay e pela Cabernet Sauvignon, e eu não poderia deixar de descrever estes vinhos.

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– Tradition Réserve Chardonnay 2017 (O anterior 2015 também proveio em paralelo).

13% de teor alcoólico é um vinho na faixa de R$ 76,00.

Amarelo pálido, com toques brilhantes e reflexos esverdeados.

Este vinho tem passagem de 20% em madeira por 3 meses, e demonstra uma sutileza nos aromas, evidenciando a fruta, pedra de isqueiro e também aspargos verdes.

Em boca revela um toque resinoso, químico e floral, bem como excelente acidez e persistência demonstrada no equilíbrio do conjunto. Tem bom corpo, é elegante e fácil de beber. Um vinho que preencheu meu paladar trazendo alegria e contentamento. De encher os olhos e a taça, sem parar!

Bom potencial de guarda (ao menos 5 anos).

Já na safra anterior, a 2015, notei mais madeira, dificuldade de saborear, mais peso e amargor final.

– Tradition Réserve Cabernet Sauvignon 2016 (O anterior 2015 também provei em paralelo).

13,5% de teor alcoólico, também na faixa de R$ 76,00.

Cor rubi intensa com reflexos arroxeados.

Vinho que tem passagem em carvalho francês por 6 meses, apresentando aromas de framboesa, especiarias e um toque de aroma doce.

Em boca tem taninos macios e suaves, é de médio corpo, fácil de beber, boa acidez e equilíbrio, com um toque de chocolate muito agradável.

– Grande Réserve Cabernet Sauvignon 2015 (Anterior safra 2012).

Aqui a gente começa a falar de complexidade, tanto aromática como em boca.

Este excepcional Cabernet tem colheita manual e passagem de 10 meses em barricas de carvalho francês.

Tem coloração rubi intensa e profunda.

Nos aromas demonstra toda a sua intensidade e diz ao que veio. Aromas diversos que envolvem e chamam á taça. Cerejas, cassis, couro e fumo.

Em boca além de evidenciar os aromas e comprovar na taça a fruta, o equilíbrio e o corpo, apresenta taninos redondos, persistência, fruta em compota mas sem ser doce. Um “super” Cabernet adequado ao meu paladar e aos amantes desta uva.

14% de teor alcoólico e preço na faixa de R$ 147,00

Apresenta grande potencial de guarda, possivelmente acima de 10 anos que ao longo do tempo, vai exprimindo toda a sua maturidade e complexidade na taça.

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Provei outros vinhos, que também me agradaram muito, como o Tradition Réserve Sauvignon Blanc 2017, de grande frescor. Delicioso!

Provei também 2 Carmenérès e o Assemblage. Garanto que cada um desse vinhos vale muito a pena.

Agora é esperar desembarcarem no mercado brasileiro, trazidos pela Importadora Zahil.

 

Harmonização: Fettuccine com camarões flambados ao Champagne e Chardonnay

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Toques & ClocherAutan Chardonnay e Receita de Fettucine

Foram produzidos quatro tipos de vinhos brancos, todos da uva Chardonnay e denominados os Toques & Clochers 4 Terroirs: Autan, Haute-vallée, Océanique e Meditterranéen, cada um com suas particularidades.

Falarei sobre o Toques & Clochers Autan e a harominização com um prato que criei.

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Complexo e refrescante, este vinho do Languedoc-Roussillon é elaborado 100% com a uva Chardonnay.

De coloração amarelo dourado intensa, tem aromas de frutas brancas e na boca é amanteigado com um toque mineral agradável, ótima acidez e notas de champignons frescos. Corpo médio e ótimo volume de boca, untuoso e vibrante.

O produtor combina o respeito à tradição e a utilização das mais novas e modernas tecnologias, a vinícola tem no seu processo de produção dos vinhos todo o cuidado necessário para que nada passe despercebido.

Considerada pioneira no território em termos de qualidade dos produtos e técnicas vitícolas, ela é responsável por abrigar uma área de, aproximadamente, 2.800 hectares com belíssimos vinhedos. A influência do Mediterrâneo, dos Pirinéus e do Oceano Atlântico é o que torna sua marca tão famosa e prestigiada.

Envelhecido por dez meses em barricas de carvalho francesas. Teor alcoólico de 13%. Faixa de preço acima de R$ 100,00.

Abaixo a receita que harmonizou perfeitamente com o vinho.

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Fettucce ao molho de camarões flambados ao Champagne

Rendimento: 5 porções bem servidas

Ingredientes:

– 500 gramas de massa da sua preferência, neste caso Fetuccine;

– 500 gramas de camarões frescos médios limpos, sem casca e sem cabeça;

– 5 tomates maduros e firmes

– 5 grandes cogumelos frescos brancos

– 2 cebolas médias

– 1 colher de manteiga fresca

– 1 colher de chá de pimenta calabresa seca

– 150 g de cebolinha e 150 g de salsa

– 1 lata de creme de leite

– 4 dentes de alho médios

– 1 cálice de rum para flambar

– 200 ml de Champagne (ou um espumante Brut)

– Azeite

– Sal a gosto

Modo de fazer: 

Pique a cebola, os 4 tomates em quadradinhos (O 5º tomate pique separadamente e grosseiramente em grandes cubos), fatie os cogumelos e reserve tudo.

Esprema o alho em uma panela grande com azeite para dourar e junte metade da cebola picada.

Junte os 4 tomates picados e deixe em fogo brando, mexendo algumas vezes para não grudar.

Em outra panela coloque a água e o óleo, bem como o sal e assim que ferver, coloque a massa.

Em uma frigideira grande coloque azeite e manteiga fresca e frite os camarões de forma que fiquem firmes e devem ter sido ligeiramente salgados ao seu gosto.

Adicione o rum á frigideira. Vire levemente a frigideira de forma que o líquido entre em contato com a chama do fogo, e deixa flambar. Cuidado!

Na panela da cebola e tomates, junte o cogumelo fresco em fatias e o tomate picado grosseiramente, adicione a 2/3 da cebolinha e da salsinha e a pimenta calabresa seca. Deixa cozinhar enquanto escorre a massa ao dente. Acrescente a todo este preparo 200 ml de Champagne e deixe ferver aumentando o fogo.

Após todo o molho pronto, acrescente 1 lata de creme de leite diminuindo um pouco o fogo até começar a ferver. Fervendo desligue o fogo.

Em um prato fundo coloque a massa e por cima o molho pronto de camarões e Champagne. Coloque cebolinha e queijo parmesão.

Pronto!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Casa Valduga Leopoldina Gran Chardonnay D.O. 2012 é eleito o melhor nacional de 2013

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“Fineza e intensidade marcam seus aromas com generosa fruta tropical, notas florais e mineralidade. Amplo, envolvente, tem acidez refrescante e fina longo frutado”.

(Revista Gosto)

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Bem, que a qualidade era notória isto eu já sabia, mas que fosse uma unanimidade e isto se juntasse as minhas observações, ah, isso foi ótimo de saber!

Já em janeiro de 2013 quando estive na Valduga, não resisti e comprei 12 garrafas da safra 2011.

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Os aromas intensos, a qualidade e o esmero em todos os detalhes, o paladar adorável para quem é apaixonado por Chardonnays, tudo isto me encantou no primeiro momento.

E como um namoro que segue firme e se intensifica com o tempo, de paixão virou algo permanente, agradável e muito bom de se conviver.

Este branco não passa despercebido em nenhuma degustação ou ocasião. Ainda no ano passado, no evento da Valduga, fiz questão de degustar e “beber” literalmente, este vinho.

A notícia é recente, publicada esta semana na Revista Gosto.

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O vinho tem lá seus particulares. Sua cor é viva e límpida.

No nariz notas aromáticas de abacaxi, carambola e pêssego em calda.

A baunilha e chocolate branco fruto de sua passagem em barricas romenas e francesas, trazem um diferencial.

Na boca apresenta bom corpo e estrutura, é vigoroso, harmonioso e sua acidez é marcante, tendo longa persistência.

Ideal para harmonizar com massas e carnes brancas. Mas gosto mesmo é de poder degusta-lo com calma e poder sentir, mesmo que sem alimento, toda a sua intensidade.

Saúde!