ValleBello, vinho brasileiro com sotaque próprio

20200711_185454

Harmonização do vinho da casta Alvarinho com bife de chorizo e risoto

Alguns podem me perguntar o porquê sugeri e fiz esta harmonização entre um vinho branco e uma carne, juntamente com um risoto de cogumelos variados e palmito pupunha.

Para entender os porquês de cada harmonização é necessário conhecer bem o vinho e suas características bem como o prato que se quer elaborar, condimentos e forma de preparo.

Há duas formas de se harmonizar vinho e comida, ao menos são as formas que utilizo para conceber algo que será preparado dentro das condições que cada pessoa possa ter no que se refere á ingredientes e também a vontade do que comer.

A primeira forma consiste em adequar o prato ao vinho escolhido. A segunda é o contrário, já definido o prato que se pretende elaborar, partir para a busca ou escolha do vinho, levando em consideração todos os aspectos do prato.

Neste caso o vinho veio primeiro, foi um recebido de amigos que pediram para eu experimentar e avaliar. Á partir dele elaborei o prato que descrevo abaixo.

Na verdade quando recebi o vinho, e como sempre faço, busquei informações á respeito da casta, do solo, das descrições possíveis em alguma ficha técnica e também da parte das descrições do próprio rótulo como teor alcoólico, passagem ou não por barricas e até mesmo quantidade de garrafas produzidas. Isto tudo para poder “entender” o vinho e imaginar o que dele esperar na degustação e harmonização.

Feito isto tudo ficou mais claro, aliando minha vontade quanto ao que eu gostaria de comer.

Foi aí que decidi dentre algumas opções disponíveis, buscar o que mais me agradaria.

20200712_120436

O PRATO

Nesta escolha veio um risoto de cogumelos variados, elaborado com cebola, cebolinha, azeite, manteiga e um bom tempo de apuração na panela. Juntando isto tudo ao arroz arbório, nosso risoto ficou pronto. Mas tanto o vinho como o risoto, pediam algo mais consistente e decidimos por um bife de chorizo alto, temperado com ervas (Como o tomilho e salsinha), alho, sal e pimenta do reino e que em seguida foi “selado” em fogo brando até que a carne ficasse cozida por fora e levemente mal passada por dentro, ou seja, lentamente no fogo.

E no final o prato terminado além de lindo, ficou excepcional em cada garfada e a cada gole do vinho.

Bem, mas vamos ás considerações tanto do vinho e suas características como do prato.

O vinho apresenta cor amarelo quase ouro com toques esverdeados. Nos aromas frutas cítricas bem evidenciadas por um limão. O mesmo limão é confirmado na boca, acentuado por grande acidez e persistência final.

Bem diferente dos Alvarinhos da Espanha e Portugal, este vinho brasileiro de Monte Belo do Sul, Rio Grande do Sul, na Serra Gaúcha, é produção da família Lazzarotto. Passa pelo processo de Bâtonnage ficando em contato com as borras por 12 meses em tanques de aço inox.

Envasado com pequena parcela de de leveduras mortas, o tal “Sur lie”, acaba conferindo ao vinho sua complexidade em sabores e aromas únicos.

O que pude observar é que embora o vinho seja branco e novo (Safra 2019), ele pede pelo seu nível de acidez, um bom prato de comida. Tomar o vinho unicamente não seria tão prazeroso quanto tomar acompanhado de um belo prato.

20200712_120422

Escolhi o risoto de cogumelos variados e palmito pupunha (Para dar uma certa crocância que eu queria) e também o bife de chorizo, justamente para que o tempero não interferisse nem no risoto e nem no vinho. A carne com sua gordura harmonizou com o vinho justamente na questão da acidez.

Busquei a unicidade de sabores e aromas, coisa que faço em cada prato elaborado e nas degustações pareadas.

Como sempre digo, é preciso experimentar, conhecer o universo da gastronomia e dos vinhos, para ter o melhor resultado na harmonização.

Para adquirir os vinhos enviar direct para: @diana.oliveira ou quevinholevar

Tente! Experimente! É só assim que se aprende!

Saúde!

 

Pizzaria Prestíssimo é opção para todo dia e toda hora

20200710_180745

Pizzas bem feitas, massas finas e saborosas

Bem, se sobre não conhece ainda as pizzas da Pizzaria Prestíssimo eu te digo, você está perdendo.

Sou um apaixonado por pizzas, e claro, boas pizzas já que sempre que tenho a oportunidade de provar “uma redonda” não perco a chance.

No caso a Pizzaria Prestíssimo já é pra mim, muito conhecida.

Localizada em uma esquina agradável e estratégica, sempre foi uma das minhas opções ao retornar dos eventos de vinhos (muitos deles sem comida alguma) e também sempre ótima opção para os finais de semana, noites e comemorações.

20170908_070523

Local inclusive onde já comemorei meu aniversário.

Claro que com as restrições do momento apenas o delivery está funcionando, até que tudo volte á normalidade, mas nem por isso a qualidade mudou, muito pelo contrário.

A atenção e o carinho dos proprietários continuam os mesmos e receber um pizza em casa é sempre gratificante e gostoso, principalmente aos domingos (no meu caso amo pizza todo dia).

Se puder, prove a pizza de Prestíssimo elaborada com mussarela, catupiry, champignon e bacon (R$ 77,70), ou a Parma, mussarela, lâminas de presunto cru e rúcula (R$ 81,80).

1/2 Margherita 1/2 Prestíssimo

1/2 Margherita 1/2 Prestíssimo

Mas se você gosta de uma pizza tradicional, prove a Margherita, mussarela e manjericão (R$ 73,70).

A casa oferece uma boa carta de vinhos com opções para todos os gostos, além de sobremesas, caipirinhas e cerveja.

Imperdível ao bom amante de pizzas!

Serviço

Pizzaria Prestíssimo

www.prestissimo.com.br

Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 1135 – Jardim Paulistano – São Paulo

Telefone: (11) 3885-4356

 

Santa Digna Gran Reserva Carmenérè do Chile e as harmonizações

20200326_134056

Vinho da Miguel Torres Chile importado pela Qualimpor combina com massa leve e queijos!

O sabor da Carmenérè (85%) e leve toque de Cabernet Sauvignon (15%) conferem a este vinho a facilidade da harmonização com uma massa leve, queijos e o que sua imaginação permitir!

A origem do vinho é Curicó no Chile. O vinho carrega toda a tradição e know how da Família Torres da Espanha, levando em consideração o “terroir” chileno e suas variáveis.

Com notas aromáticas herbáceas e especiarias, apresenta em boca leve pimentão verde, tem boa acidez e toque tostado.

A Harmonização – Gnocchi de “bolinha” 

20200405_114017

Para o molho do gnocchi utilizamos a leve doçura da cebola e dos tomates, juntamente  com o  manjericão, basicamente isso, ressaltando o sabor da massa em combinação harmônica e suave.

O gnocchi “bolinha” foi feito com praticamente 80% de batata, o prato harmonizou perfeitamente com o vinho e suas características, já que aqui o intuito foi aproximar os sabores e com isso somar no paladar.

Por vezes testamos estas combinações, fugindo do padrão da carne e outros molhos.

A ideia foi propor o simples e leve para poder apreciar os sabores de cada um dos elementos e engrandecer o vinho na taça.

20200405_114026

A prato bem simples vai ao forno com parmesão por cima para dar uma ligeira gratinada. Neste caso o gnocchi não é cozido previamente já que a batata é toda cozida. Vai ao forno e integra os sabores.

Outras harmonizações

20200327_174958

Claro,também é possível harmonizar com queijos e foi isso o que também fizemos. Unimos a contraposição de sabores, evidenciando os queijos e o vinho. No caso queijos fortes como o parmesão  e o gorgonzola, e o vinho? A este surpreendeu nesta junção de sabores e consistências!

Mas voltando ao vinho, em muito tempo que aprecio os vinhos da Miguel Torres Chile. Tive a oportunidade de conhecer a propriedade, almoçar em seu restaurante e saborear cada uma das suas linhas, sempre em constante evolução e preocupação com o meio embiente e seus funcionários.

O vinho é importado pela Qualimpor, empresa digna de todas as melhores referências em todos os seus vinhos.

Além da linha Santa Digna, também importa os vinhos Hemisfério, Cordillera, os especiais Manso de Velasco e o Escaleras de Empredado, estes dois últimos realmente sensacionais.

Os vinhos estão disponíveis em lojas especializadas, mercados e empórios.

Saúde!

Los Vascos Rose: Fácil de harmonizar, fácil de beber

20200502_121300

Rose do Chile com cara de Provence faz parte do portfólio da Edega

Que alegria poder provar um rose generoso como o Los Vascos, projeto da Domaine Barons de Rothschild no Chile.

Leve, elegante e versátil este rose lembra os roses de Provence, tanto perla cor como pela delicadeza e suavidade.

Quando falamos da versatilidade é porque ele vai muito bem, tanto com entradas e saladas como com pratos descontraídos e despretensiosos.

A alegria ficou maior quando fiquei sabendo que tanto ele como boa parte da linha, faz parte do portfólio da Edega, braço da importadora PNR e que atende o consumidor final.

Além do Los Vascos Rose 2018 (R$ 145,00) que provamos, fazem parte também do portfólio os vinhos:

Los Vascos Chardonnay 2015 (R$ 95,00)

Los Vascos Sauvignon Blanc 2015 (R$ 95,00)

Los Vascos Carménère Grande Reserve 2013 (R$ 125,00)

Le Dix de Los Vascos 2015 (R$ 575,00)

A vinícola Los Vascos é o projeto da Domaine Barons de Rothschild no Chile, o mesmo ramo da família proprietária do legendário Château Lafite.

Nos vinhedos de Los Vascos, que em espanhol significa “os bascos”, em homenagem aos seus fundadores, eles encontram o terroir que melhor expressa a incessante busca da qualidade de seus produtos.

Sua localização perto do oceano, os solos semiáridos excepcionais, a qualidade da água para irrigação e a intensa exposição ao sol com pouco risco de geada tem as condições climáticas perfeitas para a produção das uvas que resultam em vinhos elegantes e ricos em complexidade aromática.

Mas vamos ao vinho que provamos gentilmente enviado pela PNR.

20200502_121345

Fugindo um pouco da questão tradicional e previsível, harmonizamos o nosso rose com uma massa. Sim, uma massa, um macarrão parafuso, leve com um molho ligeiramente adocicado pelos tomates, cebola e também com uma cremosidade dada pelo toque de creme de leite.

A leve picância foi dada com um pouco de calabresa sêca, dando um toque que vai além do salgado e do doce.

Ao provar a massa e o vinho, pudemos sentir a sinergia entre os dois componentes líquido e sólido em combinação harmoniosa que só fez nossas sensações se ampliarem no gosto e no paladar. Um deleite aos olhos e ao puro sabor que aliou a doçura na massa e molho com as características do toque de frutas como o morango e a framboesa do vinho. O vinho por si só é agradável para se beber mesmo sem nenhum acompanhamento.

A maturidade adquirida pelos seus dois anos de garrafa, conferiu uma crescente nos aromas e sabores, marcado pela sua composição de 50% Cabernet Sauvignon, 40% de Syrah e 10% de Mouvédre.

Maiores detalhes incluem colheita manual e claro, a localização do vinhedo que fica em Colchagua no Chile.

Estas experiências gastronômicas aliadas aos vinhos são uma característica nossa de buscar o diferente mas harmonioso no momento do consumo entre vinho e comida.

O vinho assim como o restante da linha, pode ser encontrado no site da Edega (www.edega.com.br).

Experimente, invente, tente! Saúde!