Safras premiadas de Don Melchor movimentam eventos no Rio e Brasília

Wine Dinners e degustações nas duas cidades contarão com a presença de Enrique Tirado, o nome por trás do lendário rótulo

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As safras 2015 e 2016 de Don Melchor do Chile serão apresentadas entre os dias 12 e 14 de março, com a presença de seu enólogo Enrique Tirado em degustações que acontecem no Rio de Janeiro e em Brasília.

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As duas safras traduzem a elegância, o estilo e a complexidade deste notável vinho produzido no Vale do Alto Maipo.

No Rio, Tirado comanda dois Wine Dinners, sendo o primeiro em parceria com a Adega Hara, no Restaurante Érico, na Barra da Tijuca, no dia 12 de março, às 19h30, e o segundo, na Bergut Castelo, no Centro, no dia 13 de março, às 19h30.

No dia 14, Enrique Tirado segue para Brasília para encontro com clientes e visitas aos principais parceiros.

Confira os menus e preços:

Restaurante Érico (Avenida Érico Verissimo, 901 – Barra da Tijuca RJ) 12 de março, às 19h30 horas, tel: (21) 3435-7594 e (21) 2493-6161

Menu:

Entrada – Polvo Grelhado com musseline de batatas e Terrunyo Sauvignon Blanc;

Primeiro prato – Mignon de Javali ao molho rôti e mini legumes e Don Melchor 2015;

Segundo prato – Ossobuco com polenta mole e Don Melchor 2016;

Sobremesa – Mousse de chocolate com creme inglês e casca de amêndoas.

Preço: R$ 250 + serviço

 

Bergut Castelo (Av. Erasmo Braga, 299, Centro – RJ, 13 de março, às 19h30 horas, tel: (21) 2220-1887) – Dia 13 de março

Menu:

Entrada – Tartar de Atum ao Abacate e Terrunyo Sauvignon Blanc;

Primeiro prato – Ravióli Recheado com queijo da Serra da Canastra e Don Melchor 2015;

Segundo prato – Medalhão de filé mignon ao presunto de Parma com risoto de alho-poró e Don Melchor 2016;

Sobremesa – Tiramisù.

Preço: R$ 320 + serviço

Sobre as safras

Don Melchor 2015 foi produzido com 92% Cabernet Sauvignon, 7% Cabernet Franc, 1% Petit Verdot e descansou 15 meses em barris de carvalho francês (69% novos e 31% de segundo uso). A safra caracterizou-se por maior precipitação do que de costume, concentrada principalmente no inverno. O tempo seco e quente de novembro permitiu floração e vingamento adequados. O processo de amadurecimento foi parelho, resultando em uma safra com ótimos sabores e aromas. De coloração cereja e vermelho profundo, o vinho traz notas de frutas vermelhas mescladas delicadamente com notas minerais, sugerindo cinzas frias e grafite. Em boca, revela textura fina e delicada, e mostra-se amplo e profundo, com um ataque suave e sutil, seguido de uma evolução intensa. Seu teor alcoólico alcança 14,3%.

Don Melchor 2016 foi produzido com 93% Cabernet Sauvignon, 3% Cabernet Franc, 3% Petit Verdot, 1% Merlot e descansou 14 meses em barris de carvalho francês (55% novos e 45% de segundo uso). Temperaturas inferiores às da anterior, marcaram esta safra, também influenciada pelo fenômeno El Niño. Os solos pedregosos de Puente Alto contribuíram para a drenagem das chuvas no período de colheita, permitindo um amadurecimento equilibrado. De vermelho escuro profundo, este vinho esbanja elegância e fineza, e apresenta importante expressão aromática, na qual se destacam notas de frutas vermelhas pequenas. Em boca, um ataque suave que se perpetua com um perfeito equilíbrio de sabores e um final de boa duração, com destaque para taninos delicados e equilibrados. Teor alcóolico de 14%.

Sobre Don Melchor

O vinhedo Don Melchor tem desempenhado importante papel na história moderna do vinho chileno. Localizado na Cordilheira dos Andes, margem norte do Rio Maipo, no Vale do Maipo, a 650 metros acima do nível do mar, o vinhedo remonta a meados do século XIX, quando as primeiras variedades francesas pré-filoxera foram importadas da França. Atualmente é formado por 127 hectares, divididos em sete lotes, dos quais 90% correspondem à Cabernet Sauvignon, 7,1% à Cabernet Franc, 1,9% à Merlot, e 1% à Petit Verdot.

O enólogo Enrique Tirado desenvolveu uma longa e distinta trajetória na Vinícola Concha Y Toro. Ingressou em 1993 como encarregado das marcas premium da companhia, e a partir daí assumiu como enólogo gerente, a responsabilidade pelas marcas super premium e ultra Premium, incluindo Don Melchor. Foi sua extraordinária sensibilidade enológica, junto com seu incansável rigor, dedicação e estudo dos diferentes terroirs, que o permitiu ser designado em 1997 enólogo exclusivo de Don Melchor, o vinho ícone proveniente do destacado e reconhecido vinhedo de Puente.

Vertical de Don Melchor (2001/2006 e 2006/2007) surpreende na safra 2001

Estive no final de semana passado, reunido com amigos para uma vertical de Don Melchor.

Mas antes de falar propriamente deles, posso dizer que já começamos bem, liberando as papilas gustativas com um bom Prosecco Vino Dei Poeti Bottega Gold.

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Produzido pela Distilleria Bottega, conhecida por sua excepcional e elegante fabricação de garrafas feitas à mão e que produz este maravilhoso espumante, elaborado com uvas colhidas um pouco mais cedo do que o habitual, garantindo uma boa acidez e estrutura a partir dos melhores campos da serra de Conegliano, na região de Veneto.

Com uvas suavemente prensadas e fermentadas a baixa temperatura, este vinho é muito perfumado e depois da segunda fermentação, ele se transforma num vinho seco e espumante.

Vino dei poeti, literalmente “vinho dos poetas”, ganhou este nome por causa de um festival anual de poetas realizado nas colinas onde nascem essas uvas deste Prosecco. A forma de fluido na etiqueta mostra como a espuma jorra da garrafa.

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Mas vamos lá, ao Don Melchor. Embora houvesse 2 safras iguais (2006) na nossa degustação, pudemos verificar as diferenças entre uma e outra, além de comparar com as safras 2001 e 2007, dois extremos interessantes para esta diferenciação a análise.

O que se pode notar de qualquer forma é a grande estrutura do vinho sempre presente nas diversas safras, além de um toque todo particular na elaboração do vinho, bem característico do Don Melchor.

Como já tive a oportunidade de degustar em outras ocasiões safras que vinham desde 1999, em todos os anos, até a safra 2008, a lembrança aflorou em minha mente, tanto nos aromas como na boca. Boas lembranças que remetem o início da carreira e dos estudos.

A marca é um ícone consagrado e buscado pelos amantes do vinho estruturado e que gostam da característica dos vinhos chilenos.

Mas vamos lá sobre os vinhos degustados:  Don Melchor 2001 / 2006 e 2006 / 2007

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– Don Melchor 2001: Nesta safra a temperatura foi marcada pelas boas condições, mas na verdade a temperatura foi levemente inferior á média histórica da área, o que prolongou o período da colheita.

Não foi o ideal, mas resultou em um produto final de qualidade onde se buscou a fruta madura. Neste caso, quando abrimos a garrafa, pudemos desvendar todos os sabores e aromas.

Penso que esta safra do vinho aguentaria fácil mais 5 anos em garrafa, permitindo ainda mais evolução e descobertas.

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– Don Melchor 2006 (provamos 2 vinhos da mesma safra): Também um ano em que as uvas esperaram mais tempo para serem colhidas. Amadureceu sem pressa, na busca pela fruta e sua expressão.

Notamos diferenças nos vinhos, talvez o acondicionamento, ou mesmo a diferença entre um e outro (um estava na adega, tranquilo, o outro mais exposto). Mas ambos absolutamente interessantes.

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– Don Melchor 2007: Passou por um inverno menos frio que o normal. Passando por uma boa primavera, permitindo um bom desenvolvimento no vinhedo. Começo de verão quente, tendo caído a temperatura nos últimos meses pré-colheita, As boas temperaturas e o baixo rendimento do vinhedo, rendeu uma excelente qualidade final aos vinhos desta safra.

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No entanto ainda percebo este vinho muito novo, possibilitando a espera por muitos anos na garrafa, quem sabe para ser aberto em 2023, quem sabe…