ValleBello, vinho brasileiro com sotaque próprio

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Harmonização do vinho da casta Alvarinho com bife de chorizo e risoto

Alguns podem me perguntar o porquê sugeri e fiz esta harmonização entre um vinho branco e uma carne, juntamente com um risoto de cogumelos variados e palmito pupunha.

Para entender os porquês de cada harmonização é necessário conhecer bem o vinho e suas características bem como o prato que se quer elaborar, condimentos e forma de preparo.

Há duas formas de se harmonizar vinho e comida, ao menos são as formas que utilizo para conceber algo que será preparado dentro das condições que cada pessoa possa ter no que se refere á ingredientes e também a vontade do que comer.

A primeira forma consiste em adequar o prato ao vinho escolhido. A segunda é o contrário, já definido o prato que se pretende elaborar, partir para a busca ou escolha do vinho, levando em consideração todos os aspectos do prato.

Neste caso o vinho veio primeiro, foi um recebido de amigos que pediram para eu experimentar e avaliar. Á partir dele elaborei o prato que descrevo abaixo.

Na verdade quando recebi o vinho, e como sempre faço, busquei informações á respeito da casta, do solo, das descrições possíveis em alguma ficha técnica e também da parte das descrições do próprio rótulo como teor alcoólico, passagem ou não por barricas e até mesmo quantidade de garrafas produzidas. Isto tudo para poder “entender” o vinho e imaginar o que dele esperar na degustação e harmonização.

Feito isto tudo ficou mais claro, aliando minha vontade quanto ao que eu gostaria de comer.

Foi aí que decidi dentre algumas opções disponíveis, buscar o que mais me agradaria.

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O PRATO

Nesta escolha veio um risoto de cogumelos variados, elaborado com cebola, cebolinha, azeite, manteiga e um bom tempo de apuração na panela. Juntando isto tudo ao arroz arbório, nosso risoto ficou pronto. Mas tanto o vinho como o risoto, pediam algo mais consistente e decidimos por um bife de chorizo alto, temperado com ervas (Como o tomilho e salsinha), alho, sal e pimenta do reino e que em seguida foi “selado” em fogo brando até que a carne ficasse cozida por fora e levemente mal passada por dentro, ou seja, lentamente no fogo.

E no final o prato terminado além de lindo, ficou excepcional em cada garfada e a cada gole do vinho.

Bem, mas vamos ás considerações tanto do vinho e suas características como do prato.

O vinho apresenta cor amarelo quase ouro com toques esverdeados. Nos aromas frutas cítricas bem evidenciadas por um limão. O mesmo limão é confirmado na boca, acentuado por grande acidez e persistência final.

Bem diferente dos Alvarinhos da Espanha e Portugal, este vinho brasileiro de Monte Belo do Sul, Rio Grande do Sul, na Serra Gaúcha, é produção da família Lazzarotto. Passa pelo processo de Bâtonnage ficando em contato com as borras por 12 meses em tanques de aço inox.

Envasado com pequena parcela de de leveduras mortas, o tal “Sur lie”, acaba conferindo ao vinho sua complexidade em sabores e aromas únicos.

O que pude observar é que embora o vinho seja branco e novo (Safra 2019), ele pede pelo seu nível de acidez, um bom prato de comida. Tomar o vinho unicamente não seria tão prazeroso quanto tomar acompanhado de um belo prato.

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Escolhi o risoto de cogumelos variados e palmito pupunha (Para dar uma certa crocância que eu queria) e também o bife de chorizo, justamente para que o tempero não interferisse nem no risoto e nem no vinho. A carne com sua gordura harmonizou com o vinho justamente na questão da acidez.

Busquei a unicidade de sabores e aromas, coisa que faço em cada prato elaborado e nas degustações pareadas.

Como sempre digo, é preciso experimentar, conhecer o universo da gastronomia e dos vinhos, para ter o melhor resultado na harmonização.

Para adquirir os vinhos enviar direct para: @diana.oliveira ou quevinholevar

Tente! Experimente! É só assim que se aprende!

Saúde!

 

Bacalhau, Vinho e Cia inaugura nova casa em São Paulo

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Tradicional restaurante português já é sucesso no Itaim

O tradicional restaurante português da Barra Funda, Bacalhau, Vinho e Cia inaugurou sua mais nova casa no Itaim, mantendo todos os pratos do cardápio do já consagrado endereço na Barra Funda. A proposta da nova casa inclui um ambiente de visual requintado, sofisticação e beleza.

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Desenho de azulejos, pinturas nas paredes, copos e taças, luzes e flores, compõem a casa dando um toque moderno e aconchegante.

Mas nada, nada mudou em termos da qualidade da comida e das delícias preparadas com muito amor e tradição.

Dos deliciosos bolinhos aos pratos tradicionais com bacalhau, a nova casa é ótima opção em região movimentada e de fácil acesso na Rua Joaquim Floriano.

É uma tradição de mais de 50 anos que se moderniza ao criar esta nova opção de endereço, proporcionando que mais pessoas tenham acesso aos consagrados pratos que fizeram da casa um empreendimento de sucesso.

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Claro, não faltam os vinhos para harmonizar com as entradas, os pratos e as deliciosas sobremesas.

E muita, muita gente bonita!

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Na inauguração, convidados e imprensa puderam ter em pequenas porções, uma noção de toda a variedade de entradas e pratos principais do restaurante, bem como dos vinhos que foram servidos em abundância.

Em sua terceira geração, a casa oferece 16 receitas em pratos e 7 entradas diferentes além de opções de saladas.

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SERVIÇO:

Bacalhau, Vinho e Cia

Endereço Itaim: Rua Joaquim Floriano, 541 – Itaim – São Paulo

Telefone: (11) 3071-4077

Endereço Barra Funda: Rua Barra Funda, 1067 – Barra Funda – São Paulo – SP

Telefone: (11) 3666-0381

www.bacalhauevinho.com.br

 

Casa especializada, Bacalhau, Vinho e Cia, serve bacalhau em grande estilo

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Casa está presente na Barra Funda em São Paulo a mais de 50 anos

Claro, a especialidade não poderia deixar de ser outra, o bacalhau, que está presente em 99% dos pratos servidos na casa.

São 16 receitas elaboradas na forma “lusitana de ser”, sem mimimi e sem frescura.

Todo o preparo segue o ritual de trazer o “Gadus Morhua” lá do Atlântico e vindo do Porto já salgado, até chegar á nossa mesa.

Estamos falando do famoso “Bacalhau da Barra Funda”, carinhosamente chamado assim, pelo bairro em que se encontra e pela qualidade.

Mas vamos lá. Tive a oportunidade de provar algumas das iguarias que fazem parte do cardápio, e ele estava lá de todas as formas, claro, estamos falando do bacalhau.

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Provei o bolinho de bacalhau cremoso (Recheado com queijo da casa), uma iguaria deliciosa. Também os bolinhos de bacalhau, muito bem feitos e saborosos, a alheira caseira bem feitinha, do jeito que gosto, uma saladinha de grão de bico com lascas de bacalhau e o prato principal, Bacalhau ao Murro que leva uma posta inteira do bacalhau e batatas assadas ao murro, alho em fatias, cebolas, pimentão, brócoles e azeitonas portuguesas. E tudo regado no azeite e gratinado no forno. Simplesmente sensacional! Sem palavras para descrever o sabor e os aromas de todos os pratos.

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A parte da sobremesa também surpreende pela variedade de opções que vão desde o pastel de Belém, aos tradicionais doces portugueses, natas bruleé, entre outras.

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E como não poderia deixar de ser, brindamos a ocasião de nossa visita com um vinho branco Monte Velho, Esporão, da importadora Qualimpor para acompanhar o almoço e um moscatel para a sobremesa.

A casa fica em uma rua estreita, ao lado da ponte no final da Avenida Pacaembu, sentido centro. Leva um estilo tradicional, sem frescuras ou firulas e é bem familiar.

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Ótimas porções também na carta de vinhos em ambiente tranquilo e comida maravilhosa.

Vale a visita.

Serviço:

Bacalhau, Vinho e Cia

Rua Barra Funda, 1067 – Barra Funda – São Paulo – SP

Telefone: (11) 3666-0381

www.bacalhauevinho.com.br

 

A arte de harmonizar: Volparo Cabernet Sauvignon e Linguini

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Vinho italiano com uma bela “pasta” é viagem de sabores

A arte de harmonizar vinhos com alimento é complexa porém gratificante. Exige do mais experiente profissional, o conhecimento prévio dos vinhos e do prato, de forma que um não interfira no outro a não ser para acentuar sabores e texturas.

Aqui partimos do vinho que já estava conosco e compusemos a harmonização de acordo com as características próprias dele e o que gostamos de apreciar na comida.

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O prato escolhido foi uma massa Linguine. O desafio era escolher a forma de fazer e com qual molho compor. Mas neste caso foi bem fácil, já que a uva Cabernet elaborada na Itália em geral concentra algumas características próprias e por nós já conhecidas.

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Ao vislumbrarmos as características do vinho em aromas e sabores, onde neste caso o vinho tem uma boa estrutura em boca e médio corpo, trazendo uma expressão da fruta de forma a não ser extremamente aromático, o que prejudicaria os aromas provenientes do prato. Buscamos equilibrar esta fruta e estrutura com os sabores adocicados do tomate, leve creme de leite, e uma textura acentuada em um pouco de alcaparras, que deram o salgado em doses pequenas, para se contrapor na doçura (aparente) em boca no vinho, que é seco.

A cebolinha que tem sabor sutil em conjunto com as alcaparras, efetuaram tamb´me o contraste no prato entre a cebola em tiras e o tomate (Ambos com a expressão leve da doçura).

No vinho, tanto o tomate como a cebola foram compostos por aproximação em paladar, assim como cebolinha e alcaparras para dar o tom vegetal  também em sintonia com os leves herbáceos do vinho.

Creme de leite com toque do tomate, trouxe a integração no prato, e uniu a untuosidade do vinho ao conceito geral estabelecido no conjunto.

O resultado? Delicioso e harmônico em nosso paladar. Um prato que em conjunto com o vinho nos deixou em êxtase sensorial gustativo!

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RECEITA

Ingredientes:

– 300 gramas de Linguini (Usei o Barilla)

– 2 tomates médios para dissolver com o molho

– 1 tomate médio cortado em pedaços maiores

– 1 cebola grande fatiada em pedaços médios

– 2 colheres de sobremesa não muito cheias de alcaparras

– 1 caixa de creme de leite de 200 gramas

– azeite para iniciar

– sal a gosto (Umas 2 boas pitadas)

– 1 colher de café de pimenta calabresa seca

– 1 colher de sopa cebolinha picada para o molho e outra para finalizar

Modo de fazer:

Em uma panela separada, coloque azeite e a cebola picada para refogar, assim que estiver transparente, junte os 2 tomates picados e deixe em fogo brando até quase se dissolver na totalidade.

Junte o sal, a pimenta calabresa seca, a cebolinha (2 colheres de sopa) e deixa refogar por mais 5 minutos em fogo brando.

Em paralelo coloque em uma panela grande a água com um pouco de sal e óleo para cozinhar o macarrão. Assim que ferver adicione a massa (os 300 gramas da receita).

Quando a massa estiver cozida, abaixe o fogo e retorne ao molho.

No molho adicione o tomate cortado em pedaços grandes. A idéia aqui é que fiquem ainda em pedaços após um pouco cozidos. Faça isso por 10 minutos e adicione a caixa de creme de leite, abaixando o fogo á temperatura menor do fogão e mexa até o molho ficar todo integrado, sem deixar ferver.

Apague o fogo do molho e coloque a colher de cebolinha que não será dissolvida. Escorra a massa e coloque no prato que irá servir adicionando o molho por cima e parmesão.

Pronto, agora é só desfrutar do vinho e da massa! Saúde!

Vinho Volparo:

Importado pela Futura Importadora, pode ser encontrado em alguns restaurantes como a Cantina “C que Sabe” em São Paulo, o mesmo ligando diretamente para a importadora.

Nos eventos que estamos, há sempre a presença do vinho e da importadora. Acompanhem nossas postagens no instagram @vinhodosanjos e nosso site.

www.futuraimportadora.com.br

Telefone (11) 3562-6132