TDP Wines e os vinhos conceito da Finca La Anita da Argentina

La Anita

Da região de Agrelo, Argentina, vinhos são aposta certa no mercado brasileiro

Não é sempre que se tem a satisfação de provar uma gama variada de vinhos e poder dizer que se gostou de todos.

No caso estamos falando dos vinhos trazidos pela TDP Wines da Finca La Anita, da região de Agrelo, Argentina.

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Na degustação logo na entrada os vinhos da vinícola, que incluem o Finca La Anita Malbec Rosé e Sauvignon Blanc (Ainda não disponível no mercado).

Fáceis de beber, gostosos e que nos abriram o apetite para provar, tanto os vinhos que vieram na sequência como a comida, no caso, churrasco.

Muitos vinhos nos surpreenderam, tanto pela qualidade como pela variedade de castas. Vou me ater ao que mais gostei para aprofundar as características, os outros apenas citarei.

Não porque os outros não fossem bons, muito pelo contrário, mas só para não deixar a matéria “maçante” e pesada.

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Então vamos lá, vinhos provados:

– Luna Malbec Rosé 2019

– – Luna Malbec 2018

– Luna Syrah 2018

– Luna Cabernet Sauvignon 2017

Adorei todos os vinhos da linha Luna, cada um com sua característica específica, todos muito bons e que valem ser degustados e provados.

– Finca La Anita Malbec 2017

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– Finca La Anita Petit Verdot 2017:

Surpreendente vinho varietal desta casta difícil de trabalhar no vinhedo. A cor deste vinho é de um vermelho intenso profundo e marcante. Expressa aromas frutados com concentração de chocolate e café e algo herbáceo.

Em boca é bem complexo com notas de mentol e uma boa estrutura e corpo. O final é prolongado e intenso.

O vinho estagia 12 meses em barricas de carvalho fancês e tem incríveis 14,5% de teor alcoólico muito equilibrado no conjunto. Um achado!

– Finca La Anita Syrah 2017:

O que esperar de um vinho varietal Syrah? Doçura do Syrah australiano?

Bem, gostei bastante desse pelas características únicas do “terroir” argentino que obviamente diferem do australiano. Doçura sim aparente que preenche a boca de fruta e especiarias, ressaltando sua acidez e seu final prolongado. No nariz apresenta cassis, amoras e frutas frescas negras e maduras. Um deleite aos que gostam da sensação “doce” mas vivenciam o final seco e persistente.

– Finca La Anita Cabernet Sauvignon 2017

– Finca La Anita Gran Corte 2017:

Vinho de “gente grande”. Complexo do início ao fim, do nariz á boca.

Corte das uvas Syrah (59%) e Malbec (41%) é um vinho mais estruturado e de corpo.

Violáceo vibrante com toques de vermelho granada profundo, tem em seus aromas uma fruta negra, especiarias e baunilha, tudo muito bem integrado.

Em boca revela toda a sua complexidade da passagem por 15 meses em barricas de carvalho francês Allier que conferem notas de café e notas sedosas de taninos maduros e aveludados. O final de boca é muito agradável e persistente. 14,5% de teor alcoólico.

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– Finca La Anita Varua Blend 2017:

Diferente do anterior, este vinho é corte das uvas Merlot (40%), Syrah (40%) e Cabernet Sauvignon (20%).

Revela um balance entre a fruta e o corpo e uma complexidade aromática e em boca em grande equilíbrio. Amei este vinho e os tanino macios. Jovem ainda por se tratar de blend de uvas que na minha opinião tem força.

Mas nem por isso deixa de estar “pronto para beber”.

Um vinho sem dúvida alguma de guarda por mais de 10 anos.

Mesma passagem em barricas do anterior. 15 meses em carvalho francês Allier. Um vinho que pede comida, pede carne, pede harmonização.

No nariz é intenso  com presença de cerejas, frutas maduras negras e noz moscada. Em boca é untuoso com notas de chocolate branco e leve toque defumado que vai aparecendo a medida que o vinho respira na taça ou no decanter.

Elegante, complexo, taninos macios, ótima estrutura e peso em boca.

Sobre a Finca La Anita

Localizada em Agrelo, região central de produção de vinho na Argentina, A Finca La Anita tem como proprietário Manuel Mas, que desde 1992 toca o projeto buscando elegância, complexidade através da busca pela assertividade.

Os vinhedos são caracterizados por plantas de raízes profundas e solos argilosos e uma amplitude térmica e clima que requer irrigação por gotejamento.

Nesta degustação, além da presença de Tiago Dal Pizzol, diretor e proprietário da TDP Wines, tivemos a presença dele, Manuel Mas, que nos brindou com uma tarde e almoço delicioso em conversas prazerosas e esclarecedoras.

www.totalvinhos.com.br  (TDP Wines)

Saúde!

 

 

 

Vinho na Vila faz edição especial no Museu da Casa Brasileira em São Paulo

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Evento que fomenta a produção de vinhos brasileiros completa dois anos e apresenta nesta edição comemorativa, queijarias e marcas de gin nacionais, além de feira enocriativa com 20 expositores artesanais

A edição comemorativa do Vinho na Vila, acontece durante os dias 4 e 5 de agosto, no Museu da Casa Brasileira (MCB), localizado no Jardim Paulistano em São Paulo.

No evento algumas surpresas para os visitantes que poderão degustar queijos e gins genuinamente brasileiros, além de mais de 200 rótulos de vinhos nacionais, em sua maioria premiados.

O evento nasceu há dois anos para impulsionar o mercado produtor brasileiro de vinhos, cresceu, ganhou reconhecimento, elevou o status do produto nacional e mostrou para as pessoas que o vinho brasileiro tem muito valor.

A organização preparou também a “Pisa na Uva”, experiência que revive a técnica artesanal europeia de produção de vinhos, em uma experiência única.

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Também haverá oficina para crianças, intervenções artísticas, aulas de drinks com gin e a feira enocriativa que reúne cerca de 24 expositores de design, moda, arte e gastronomia.

Além da oportunidade de comprar produtos diretamente com os produtores, a preços especiais, serão mais de 18 vinícolas, 200 rótulos para degustação, e a novidade fica para a introdução da degustação de queijos, gins e produtos da Tartuferia San Paolo, que foram inseridos dentro do pacote de degustação sem o aumento do valor do ingresso.

As marcas de gin made in Brasil, são a Beg for Gin, de Campinas (SP) e o Gin Amázzoni, do Rio de Janeiro (RJ), esta última será apresentada pela Apothek Drinks. Ambas as marcas ensinando a elaboração de drinks para os visitantes.

As vinícolas da edição são de Minas Gerais, Paraná, Serra Gaúcha, São Paulo e Santa Catariana. A taça está inclusa no valor do ingresso, é de cristal da marca Bohemia, uma das maiores fabricantes de taças do mundo.

Estaremos lá, prestigiando mais uma vez este evento do vinho brasileiro, já marcado no calendário nacional.

SERVIÇO:

Vinho na Vila

www.vinhonavila.com.br

Onde: Museu da Casa Brasileira – MCB

Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano, São Paulo

Dias 4 e 5 de agosto (sábado e domingo)

Horários:  sábado: das 11h às 20h | domingo: das 11h às 20h;

Degustação: Valores para venda antecipada no site:

Ingresso degustação: Primeiro lote R$50,00 |Segundo lote R$ 80,00| Terceiro Lote R$100,00

Compra pelo site: www.ingressorapido.com.br

Pisa na Uva – À partir das 14h – três sessões

 

Nove anos de Wine Weekend e muitos vinhos. Vai perder?

Wine Weekend

O evento será realizado de 28 de junho a 01 de julho – Prédio da Bienal, Parque Ibirapuera – SP

Em sua nona edição, o WINE WEEKEND São Paulo Festival, apresenta novidades para os participantes, além de ter disponível para degustação e compra os melhores vinhos, o visitante poderá participar de palestras, exposições de arte, música ao vivo, jantares temáticos, oficinas e workshops.

O evento ocorre de 28 de junho a 01 de julho, de quinta a sábado das 12h às 22h e domingo das 12h às 20h. Desta vez a edição ocorrerá no prédio projetado por Oscar Niemayer, no Ibirapuera.

O objetivo do Wine Weekend é desmistificar o vinho para o consumidor e mostrar que essa bebida pode ser bem acessível, trás cultura, é fácil de ser degustada e que não é necessário grande conhecimento para desfrutá-la, basta a experimentação!

O evento vem crescendo a cada ano e recebeu cerca de 30 mil pessoas em sua edição de 2017. Com a participação de vinícolas nacionais, importadoras disponibiliza ao público uma grande diversidade e variedade em vinhos e espumantes.

São cerca de dois mil rótulos, com vendas em crescimento que chegam a 4,5 milhões e 58 mil garrafas comercializadas.

Como nos anos anteriores estaremos participando e trazendo as novidades em vinhos para nossos leitores, sempre com a proposta de algo simples e direto, sem enrolação.

A entrada para o evento inclui as degustações e o consumidor poder efetuar suas compras com tranquilidade e em preços promocionais e especiais.

Abaixo alguns dos participantes confirmados:

Casa Parini / Sicilianess / Weinkeller / Winebrands / Wine Experience / World Wine / Ânima Vinum / Dominio Cassis / Famiglia Valduga / Vinícola Aurora / Inovini / Itáliamais / La Pastina / L’aretuseo / Orion Vinhose muito mais!

Venha, conheça e deguste! Venha viver a real experiência do mundo do vinho!

Serviço:

Data: 28 de junho – 01 de junho

Quinta a sábado: das 12h às 22h

Domingo: 12h às 20h

Local: Parque Ibirapuera – Pavilhão Bienal

Site: www.vinhomagazine.com.br/ww/

 

 

 

 

Vertical de Don Melchor (2001/2006 e 2006/2007) surpreende na safra 2001

Estive no final de semana passado, reunido com amigos para uma vertical de Don Melchor.

Mas antes de falar propriamente deles, posso dizer que já começamos bem, liberando as papilas gustativas com um bom Prosecco Vino Dei Poeti Bottega Gold.

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Produzido pela Distilleria Bottega, conhecida por sua excepcional e elegante fabricação de garrafas feitas à mão e que produz este maravilhoso espumante, elaborado com uvas colhidas um pouco mais cedo do que o habitual, garantindo uma boa acidez e estrutura a partir dos melhores campos da serra de Conegliano, na região de Veneto.

Com uvas suavemente prensadas e fermentadas a baixa temperatura, este vinho é muito perfumado e depois da segunda fermentação, ele se transforma num vinho seco e espumante.

Vino dei poeti, literalmente “vinho dos poetas”, ganhou este nome por causa de um festival anual de poetas realizado nas colinas onde nascem essas uvas deste Prosecco. A forma de fluido na etiqueta mostra como a espuma jorra da garrafa.

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Mas vamos lá, ao Don Melchor. Embora houvesse 2 safras iguais (2006) na nossa degustação, pudemos verificar as diferenças entre uma e outra, além de comparar com as safras 2001 e 2007, dois extremos interessantes para esta diferenciação a análise.

O que se pode notar de qualquer forma é a grande estrutura do vinho sempre presente nas diversas safras, além de um toque todo particular na elaboração do vinho, bem característico do Don Melchor.

Como já tive a oportunidade de degustar em outras ocasiões safras que vinham desde 1999, em todos os anos, até a safra 2008, a lembrança aflorou em minha mente, tanto nos aromas como na boca. Boas lembranças que remetem o início da carreira e dos estudos.

A marca é um ícone consagrado e buscado pelos amantes do vinho estruturado e que gostam da característica dos vinhos chilenos.

Mas vamos lá sobre os vinhos degustados:  Don Melchor 2001 / 2006 e 2006 / 2007

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– Don Melchor 2001: Nesta safra a temperatura foi marcada pelas boas condições, mas na verdade a temperatura foi levemente inferior á média histórica da área, o que prolongou o período da colheita.

Não foi o ideal, mas resultou em um produto final de qualidade onde se buscou a fruta madura. Neste caso, quando abrimos a garrafa, pudemos desvendar todos os sabores e aromas.

Penso que esta safra do vinho aguentaria fácil mais 5 anos em garrafa, permitindo ainda mais evolução e descobertas.

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– Don Melchor 2006 (provamos 2 vinhos da mesma safra): Também um ano em que as uvas esperaram mais tempo para serem colhidas. Amadureceu sem pressa, na busca pela fruta e sua expressão.

Notamos diferenças nos vinhos, talvez o acondicionamento, ou mesmo a diferença entre um e outro (um estava na adega, tranquilo, o outro mais exposto). Mas ambos absolutamente interessantes.

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– Don Melchor 2007: Passou por um inverno menos frio que o normal. Passando por uma boa primavera, permitindo um bom desenvolvimento no vinhedo. Começo de verão quente, tendo caído a temperatura nos últimos meses pré-colheita, As boas temperaturas e o baixo rendimento do vinhedo, rendeu uma excelente qualidade final aos vinhos desta safra.

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No entanto ainda percebo este vinho muito novo, possibilitando a espera por muitos anos na garrafa, quem sabe para ser aberto em 2023, quem sabe…