Vinho premium é homenagem da Vinícola Góes ao seu patriarca

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Vinho branco licoroso passou oito anos em barricas de carvalho francês e americano

Fazendo uma releitura da sua própria história, a Vinícola Góes lançou o vinho licoroso GUMERCINDO DE GÓES, no do homem responsável pelo primeiro envase de um vinho branco licoroso na empresa em 1963. Da safra original restam pouquíssimas garrafas, guardadas com cuidado e carinho pela família.

A produção comercial de vinhos pelos Góes começou há mais de 80 anos, com a diversificação dos negócios da família, descendentes de portugueses e produtores rurais da cidade de São Roque (SP). Mas é pelas mãos de Gumercindo que a Vinícola Góes toma protagonismo nessa longa história. O vinho é uma homenagem de seus filhos, netos e bisnetos a esse legado.

Para tal momento, a empresa chamou a imprensa que pode provar em primeira mão o vinho e ouvir histórias da família em agradável jantar onde estive presente e pude desfrutar da harmonização com o vinho Philosophia e o vinho licoroso. Um show!

O vinho foi feito com uvas BRS Lorena (um cruzamento das variedades Malvasia Bianca e Seyval, criado pela EMBRAPA – RS) e cultivadas nas terras da empresa, em São Roque, o vinho licoroso é resultante dos frutos colhidos na safra de 2011, fermentado e fortificado com destilado da própria uva que permaneceu por oito anos em barricas de carvalho francês e americano de 4º, 5º e 6º uso. O teor alcóolico final é de 18%.

O vinho já se encontra na loja da empresa para aquisição e foi premiado com Medalha de Bronze no concurso de vinhos mais importante do mundo, o Decanter World Wines Awards 2021, realizado em Londres.

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O enólogo Fábio Góes, da quarta geração da família é o criador do vinho.

O vinho licoroso GUMERCINDO DE GÓES se junta ao portfólio da vinicola, que a cada ano vem se dedicando mais a revelar a melhor expressão do terroir paulista, já comprovada com os também premiados Philosophia Cabernet Franc e o Tempos de Góes Reserva Sauvignon Blanc.

Fortificado

Os vinhos fortificados (licorosos, como são conhecidos no Brasil) formam uma categoria de produtos cuja principal característica é a adição do destilado vínico – feito das próprias uvas – para interromper a fermentação e assim conservar parte do açúcar natural da fruta, obtendo um vinho doce, forte e concentrado.

De acordo com a legislação brasileira, os vinhos licorosos podem ter entre 14 e 18 graus de álcool, o que os diferencia dos vinhos tranquilos e espumantes em geral, que não podem ultrapassar os 14 graus. Vale destacar que a fortificação não apenas aumenta a graduação alcoólica como também favorece uma série de alterações sensoriais ao produto, reforçadas pelo amadurecimento prolongado em barricas, obtendo assim vinhos doces com texturas espessas e sabores robustos.

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Branco Licoroso Gumercindo de Góes

O branco licoroso GUMERCINDO DE GÓES tem aspecto límpido e brilhante, com intensa coloração âmbar e reflexos dourados.

No aroma destacam-se as uvas passas, mel, amêndoas adoçadas, especiarias (cravo e canela) e tabaco, resultando um bouquet elegante.

No paladar tem grande estrutura, com acidez equilibrada, notável complexidade e final longo.

Sua harmonização é versátil, desde as entradas com queijos gorgonzola e roquefort, azeitonas (patê ou em conserva) e petiscos com mel e pimenta vermelha, além das bruschetas ou canapés. Ideal também para acompanhar sobremesas, como os doces que levam castanhas (nozes, amêndoas, castanha do Pará ou de caju), com frutas secas como damascos e figos e também com chocolate meio amargo.

Sobre a empresa:

A Vitivinícola Góes é uma empresa familiar, 100% brasileira, com sede na cidade de São Roque, estado de São Paulo, Brasil. A empresa possui vinhedos próprios, modernas e tecnológicas instalações de processamento, produção, engarrafamento de bebidas e de envase para latas. A linha de produtos inclui vinhos, espumantes, frisantes, bebidas mistas e sucos. Os vinhos finos Góes, produzidos com uvas paulistas, vêm sendo premiados nacional e internacionalmente. A marca Góes é destaque entre consumidores e uma das líderes de mercado no varejo (de acordo com a Nielsen) e Top of Mind (registrado pela Revista Supermercado Moderno) no estado de São Paulo. O complexo enoturístico (localizado junto da sede da empresa) faz parte do Roteiro do Vinho da cidade de São Roque e oferece uma boa infraestrutura, com atendimento altamente capacitado.

 

ValleBello, vinho brasileiro com sotaque próprio

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Harmonização do vinho da casta Alvarinho com bife de chorizo e risoto

Alguns podem me perguntar o porquê sugeri e fiz esta harmonização entre um vinho branco e uma carne, juntamente com um risoto de cogumelos variados e palmito pupunha.

Para entender os porquês de cada harmonização é necessário conhecer bem o vinho e suas características bem como o prato que se quer elaborar, condimentos e forma de preparo.

Há duas formas de se harmonizar vinho e comida, ao menos são as formas que utilizo para conceber algo que será preparado dentro das condições que cada pessoa possa ter no que se refere á ingredientes e também a vontade do que comer.

A primeira forma consiste em adequar o prato ao vinho escolhido. A segunda é o contrário, já definido o prato que se pretende elaborar, partir para a busca ou escolha do vinho, levando em consideração todos os aspectos do prato.

Neste caso o vinho veio primeiro, foi um recebido de amigos que pediram para eu experimentar e avaliar. Á partir dele elaborei o prato que descrevo abaixo.

Na verdade quando recebi o vinho, e como sempre faço, busquei informações á respeito da casta, do solo, das descrições possíveis em alguma ficha técnica e também da parte das descrições do próprio rótulo como teor alcoólico, passagem ou não por barricas e até mesmo quantidade de garrafas produzidas. Isto tudo para poder “entender” o vinho e imaginar o que dele esperar na degustação e harmonização.

Feito isto tudo ficou mais claro, aliando minha vontade quanto ao que eu gostaria de comer.

Foi aí que decidi dentre algumas opções disponíveis, buscar o que mais me agradaria.

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O PRATO

Nesta escolha veio um risoto de cogumelos variados, elaborado com cebola, cebolinha, azeite, manteiga e um bom tempo de apuração na panela. Juntando isto tudo ao arroz arbório, nosso risoto ficou pronto. Mas tanto o vinho como o risoto, pediam algo mais consistente e decidimos por um bife de chorizo alto, temperado com ervas (Como o tomilho e salsinha), alho, sal e pimenta do reino e que em seguida foi “selado” em fogo brando até que a carne ficasse cozida por fora e levemente mal passada por dentro, ou seja, lentamente no fogo.

E no final o prato terminado além de lindo, ficou excepcional em cada garfada e a cada gole do vinho.

Bem, mas vamos ás considerações tanto do vinho e suas características como do prato.

O vinho apresenta cor amarelo quase ouro com toques esverdeados. Nos aromas frutas cítricas bem evidenciadas por um limão. O mesmo limão é confirmado na boca, acentuado por grande acidez e persistência final.

Bem diferente dos Alvarinhos da Espanha e Portugal, este vinho brasileiro de Monte Belo do Sul, Rio Grande do Sul, na Serra Gaúcha, é produção da família Lazzarotto. Passa pelo processo de Bâtonnage ficando em contato com as borras por 12 meses em tanques de aço inox.

Envasado com pequena parcela de de leveduras mortas, o tal “Sur lie”, acaba conferindo ao vinho sua complexidade em sabores e aromas únicos.

O que pude observar é que embora o vinho seja branco e novo (Safra 2019), ele pede pelo seu nível de acidez, um bom prato de comida. Tomar o vinho unicamente não seria tão prazeroso quanto tomar acompanhado de um belo prato.

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Escolhi o risoto de cogumelos variados e palmito pupunha (Para dar uma certa crocância que eu queria) e também o bife de chorizo, justamente para que o tempero não interferisse nem no risoto e nem no vinho. A carne com sua gordura harmonizou com o vinho justamente na questão da acidez.

Busquei a unicidade de sabores e aromas, coisa que faço em cada prato elaborado e nas degustações pareadas.

Como sempre digo, é preciso experimentar, conhecer o universo da gastronomia e dos vinhos, para ter o melhor resultado na harmonização.

Para adquirir os vinhos enviar direct para: @diana.oliveira ou quevinholevar

Tente! Experimente! É só assim que se aprende!

Saúde!

 

Casa Verrone apresenta espumante Sur Lie Sauvignon Blanc e o branco Viognier

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Proprietário e enólogo falam sobre os desafios de se produzir vinhos na Serra da Mantiqueira

Em almoço realizado na Brindisi Vinhos, o proprietário da Casa Verrone, Márcio Verrone, e o enólogo Cristian Sepúlveda apresentaram parte da linha de produtos que compõe a produção de vinhos em São Paulo, mais precisamente na Serra da Mantiqueira.

Em pauta os desafios da produção e o que esperar dos vinhos produzidos na região nos próximos anos.

O crescente aumento de produção e a instalação de novas vinícolas e produtores no interior de São Paulo, tem revolucionado o conceito de que só se produz bons vinhos no sul do país.

A crescente tecnologia e a forma de condução dos vinhedos são o ponto crucial para o entendimento desta tendência sem volta, de aumento de produção em São Paulo, aliada a dupla poda que possibilitou a colheita em época diversa, ou seja, fora da temporada de chuvas.

Sobre a qualidade dos vinhos, é inegável o que vem se produzindo. Experimentados na degustação em cada taça, a evolução destes vinhedos ainda muito jovens, refletem toda esta tendência e movimentação na produção vitivinícola brasileira.

Um deleite para aqueles que como nós, buscam as novidades e as tendências principalmente reconhecendo a qualidade dos produtos, sem preconceito algum por sua origem, seja ele brasileiro ou oriundo de solos paulistas.

Obviamente há muito ainda o que se aprender sobre o sistema produtivo, a análise de cada solo e a adaptação das cepas em cada localidade. Porém, o que já se produz reflete esta tendência de crescimento na região e muitos projetos e investimentos estão por vir.

A Casa Verrone iniciou o plantio de videiras em 2009, de lá pra cá intensificou e validou o processo de produção e hoje já possui um portfólio significativo de brancos, rosés e tintos de muito boa qualidade.

Pudemos provar o branco da uva Viognier, o Casa Verrone Colheita Especial Viognier 2018, um branco produzido nos vinhedos da cidade de São José do Rio Pardo, que atingiu 14% de álcool e surpreendeu pela vivacidade em taça.

Vinho colhido manualmente, tem ligeira passagem em barricas de carvalho, o que conferiu mais corpo e estrutura em boca.

Os aromas florais são as notas mais percebidas no nariz e sua delicadeza surpreende em todo o conjunto.

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Provamos também o Espumante Casa Verrone Sur Lie, um espumante elaborado 100% com a uva Sauvignon Blanc. Estruturado e bruto, o espumante Sur Lie é turvo e tem presença de leveduras. Permanece por 12 meses em cave e ao ser envasado não sofre o dégorgement e nem leva licor de expedição.

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Destacamos também o tinto da Uva Syrah, o Casa Veronne Speciale 2017, com uma ótima estrutura de boca, aromas de grande complexidade e um prolongado, elegante e untuoso tanino.

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E por fim, provamos o Casa Verrone Cabernet Sauvignon / Cabernet Franc Gran Speciale 2018, um corte das uvas tintas que mais amamos, com passagem de barricas de carvalho francês de primeiro uso, por 12 meses.

Um show de vinho! Complexo, com nariz de frutas negras e especiarias e em boca ótimo corpo, excelente estrutura tânica aveludada, e um final persistente e marcante. Um vinho de guarda sem dúvida alguma.

Mas o mais importante de tudo é que pudemos entender a dinâmica da busca por uma produção adequada a cada solo e clima, unindo a tecnologia e as melhores práticas, em busca de um produto final de qualidade, competitivo e em crescente evolução.

Em breve teremos a parte turística totalmente estruturada para receber o turismo e difundir ainda mais os vinhos da região.

Assim é o terroir da serra da Mantiqueira. Saúde!

SERVIÇO

Casa Verrone

Telefone: (19) 3608-1577

www.casaverrone.com.br

Brindisi Vinhos

www.brindisivinhos.com.br

 

 

 

 

 

Vinho na Vila 2019 acontece na Cinemateca Brasileira dias 03 e 04 de agosto

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Evento familiar apresenta vinhos brasileiros e vinícolas, queijarias, marcas de gin nacionais e eventos culturais

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Vinho na Vila, evento já consagrado no calendário nacional, acontece durante os dias 3 e 4 de agosto, na Cinemateca Brasileira, na Vila Clementino, em São Paulo.

Larissa Fin, idealizaroa do evento, trouxe muitas novidades em produtos e atividades, para os visitantes que poderão degustar o melhor da produção nacional em vinhos, queijos e gins.

Criado há três anos com o objetivo de impulsionar o mercado nacional de vinho, o Vinho da Vila é uma ótima oportunidade de conhecer o vinho brasileiro e ainda se deliciar com os outros produtos apresentados.

O vinho brasileiro cresceu, ganhou reconhecimento e atraiu o interesse de pessoas que até então não estavam a par da qualidade do nosso produto, os vinhos do Brasil.

Já estivemos em várias edições e garanto que o evento surpreende. Tanto pela oportunidade de se provar os vinhos brasileiros, como por agregar gastronomia e muita diversão em um único espaço.

Segundo dados do Cadastro Vinícola (mantido em parceria entre a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Estado do Rio Grande do Sul (SEAPDR/RS), Ibravin e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as vendas de vinho do Brasil apresentaram crescimento de 13,31% em comparação ao ano anterior.

Isso mostra o interesse do brasileiro pelo produto nacional, mostrando sua qualidade e excelência em sabor.

E para esta edição, o Vinho na Vila acontece nos prédios tombados da Cinemateca Brasileira, local muito apropriado para a realização do evento e produtores.

Em parceria com a instituição, o evento trará atividades que envolvem vinho e cinema, duas grandes paixões. Em uma das salas da Cinemateca, será exibida, em primeira mão a série Vinhos.BR, criada por Malu de Martino, que apresenta a história de 15 vinícolas brasileiras.

A exibição mostra como a tradição e a modernidade se complementam nas exigências do mercado de produção de vinho no país. A cineasta realizará uma palestra sobre o processo criativo da série.

Seguindo a proposta cultural, o Vinho na Vila terá a exposição de fotografias de Marcelo Oséas, que vai apresentar imagens colorizadas com o pigmento extraído do vinho. O fotógrafo, conhecido por misturar a técnica da fotografia e da coloração das imagens com pigmentos naturais, traz fotos inéditas para o evento, utilizando como cor o elemento principal do festival.

Em parceria com o Jazz nos Fundos, o Vinho na Vila contará com um palco móvel, onde seis bandas tocarão durante todo o evento.

Haverá a famosa “Pisa na Uva”, experiência que revive a técnica artesanal europeia de produção de vinhos, disponível para crianças e adultos.

Além dessa atividade, o Vinho na Vila contará com aulas de drinks com gin, palestras e talks, conversa com sommelier, além de degustações de diversos produtos.

“Serão mais de 26 vinícolas, 300 rótulos, além de diversos expositores de produtos alimentícios, moda, arte e design. É um momento do visitante conhecer de perto os produtores nacionais em todos esses segmentos, com preços especiais para o evento”, comenta Larissa.

Também como destaque, o Vinho na Vila terá em duas sessões, uma aula show com degustação de vinhos e harmonização realizada pelo Chef do Festival, Edegar Scortegagna. Ele é enólogo formado pela Universitá degli Studi di Trento – Instituto di San Michele All´Adige e Universitá degli Studi di Udine na Itália onde passou 5 anos estudando e colaborando com grandes vinícolas italianas.

Outro apoiador confirmado é o Share Eat (https://shareeat.com.br), uma plataforma que possibilita descobrir o melhor vinho brasileiro para cada perfil de usuário, por meio da consultora virtual Pipa, que ajuda a descobrir o vinho ideal em menos de 30 segundos.

Entre as vinícolas já confirmadas, as gaúchas Lidio Carraro, Hiragami, Aurora, Don Guerino, Vinícola Fin, Fabian e Zanella, além das catarinenses Vila Francioni e Villagio Grando.

O ingresso para degustação dá acesso a 3 horas para degustar os vinhos apresentados.

Para participar das degustações dos vinhos, é necessário adquirir o ingresso individual antecipado através do site Sympla ou nos dias do evento, diretamente na bilheteria do próprio local.

SERVIÇO:

Vinho na Vila

www.vinhonavila.com.br

Onde: Cinemateca Brasileira

Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino, São Paulo

Quando: 3 e 4 de agosto (sábado e domingo)

Horários:  sábado: das 11h às 22h | domingo: das 11h às 20h;

Entrada Gratuita

Degustação: Valores para venda antecipada no site:

Ingresso degustação por um dia – Promoção  R$50,00 |Primeiro lote R$ 70,00| Segundo Lote R$110,00

Compra pelo site: https://bileto.sympla.com.br/event/61407-2/d/66564

O ingresso contempla 3 horas de degustação e uma taça de cristal.

Pisa na Uva – a partir das 14h – três sessões

Aula show com Edegar Scortegagna – https://foodpass.com.br/evento/encontro-com-o-enologo

180 reais a aula show