Rua Amauri, rua verde com gosto de adulto, criança e vida!

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Mais uma edição da RUA VERDE, da Rua Amauri, a segunda edição. No tema a sustentabilidade, o verde, a importância da natureza e da preservação.

Em seu trecho curto, a Rua Amauri reúne grandes expoentes da gastronomia, do mais simples ao sofisticado, sempre com qualidade. E foi neste trecho que pude mais uma vez ter uma tarde prazerosa em companhia dos amigos e da sensação de liberdade em plena cidade, em pleno domingo.

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Hoje não faltou a Chandon e também pude provar uma cerveja italiana, a Mastri Birrai Umbri, da qual provei três tipos e gostei das duas que estão na foto abaixo.

Uma mais tradicional, a Birra Speciale (receita Cotta 21), ou bionda, que utiliza trigos e maltes, a outra a Birra Doppio Malto (receita Cotta 74), mais densa, escura e bem saborosa, que utiliza a lentilha italiana e maltes torrados. Ambas produzidas pelo método de dupla fermentação, em embalagens de 750 ml.

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Mas voltando á rua, entre os sons dos instrumentos e vozes, pude também fazer uma refeição rápida na Lanchonete da Cidade, provando parte do cardápio de hambúrgueres e acompanhamentos.

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Mas aí me lembrei do passado e não poso deixar de colocar este verso, que engloba a força do universo, a força da vida que pulsa, nada mais natural diante do tema da preservação e da natureza em comunhão com o homem.

“Eu contemplo o mundo

Onde o Sol reluz,

Onde as estrelas brilham,

Onde as pedras dormem,

Onde as plantas vivem,

E vivendo crescem,

Onde os bichos sentem

E sentindo vivem,

Onde já o homem,

Tendo em si a alma,

Abrigou o espírito.

Eu contemplo a alma

Que reside em mim.

O Divino Espírito

Age dentro dela

Assim como atua a luz do Sol.

Ele paira fora,

Na amplidão do espaço,

E nas profundezas da alma também.

A Ti eu suplico,

Ó Divino Espírito,

Que bênçãos e forças

Para o aprender,

Para o trabalhar,

Cresçam dentro em mim”.

Rudolf Steiner

Avant Gabriel Chandon 2013, muito colorido, sons e borbulhas!

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Estive na semana passada prestigiando o evento da Rua Gabriel Monteiro da Silva, o Avant Gabriel Chandon.

Tenho estado nos últimos eventos nas ruas mais elegantes de São Paulo e claro, sempre acompanhado das mais maravilhosas e elegantes “borbulhas” da cidade.

São Paulo proporciona estes prazeres e unir bom gosto e classe aos espumantes sempre bem cuidados deste produtor. No destaque, a junção entre o belo e o prazer de se degustar.

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Caminhar cedo por estas ruas, assim como foi na Gabriel Monteiro da Silva, é um prazer que só quem desfruta pode sentir. Elegância, bom gosto, e um olhar que busca unir o que de melhor a parte decorativa pode fazer por seu lar, assim foi o evento da Chandon.

Circulei logo no momento da abertura, caminhei livremente degustando e aprendendo sobre decoração, unindo minhas paixões e vivenciando o que eu poderia chamar de momento de liberdade.

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O dia estava lindo, céu azul sem nuvens, um sol tímido que aquecia, e o conforto de me sentir em casa, na minha cidade.

Esqueci-me das buzinas e do trânsito intenso por algumas horas. Fui de taxi, estacionar, degustar e dirigir não estava nos meus planos.

Encontrei amigos, sorri, me emocionei com a música em cada palco montado, com as vozes, com o som que em instantes tocaram a alma. Com a harpa que soava em longínquos tempos a música Celta.

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Viajei pela Itália ao som das músicas do passado, vi o circo, ri, parei pude refletir.

Este foi um encontro da minha alma com o belo, talvez meu momento de vida, talvez o silêncio dos pensamentos. Algo que se liberou permitido internamente, não sei dizer, mas foi bom, sempre é bom…

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E o colorido das taças… Ah, estes estão e ficarão guardados na memória.

Na Chandon, acompanhando o processo produtivo. Uvas para os espumantes

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A Chandon é sem dúvida hoje, um dos grandes produtores de espumantes do Brasil.

Empresa que faz parte do Grupo LVMH (Louis Vuitton e Möet Hennessy), se instalou em 1973 no município de Garibaldi, na Serra Gaúcha, e se especializou unicamente na produção de espumantes, colocando de lado os vinhos tranquilos e trabalhando os nichos de mercado.

Sua estrutura física e de maquinário é de fazer inveja a qualquer produtor. Mantém controle absoluto nos processos de produção, desde a qualidade das uvas, sua recepção, análise dos açucares, determinação do momento certo da colheita e em toda a cadeia produtiva.

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Riesling Itálico e recepção de uvas

Acompanhando a recepção das uvas e o processo produtivo na elaboração dos vinhos, tive a grata oportunidade de acompanhar a prensagem da uva Pinot Noir e experimentar apenas o suco pós-prensagem.

A coloração ainda tem intensidade, percebe-se os aromas da fruta e o gosto adocicado e agradável, bem como na parte visual, uma turbidez e falta de transparência, ainda fruto de um líquido a ser trabalhado na elaboração dos espumantes.

Prensagem

Área de prensagem / Saída do suco prensado

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Suco da uva Pinot Noir apenas prensado

Na Chandon o método adotado para a elaboração dos espumantes é exclusivamente o método Charmat, onde ocorre a segunda fermentação nos tanques de aço inox, com temperatura controlada.

Provei também o mosto fermentado, porém sem filtragem. O espumante neste estado já apresenta muitas das suas características finais.

É com o assemblage de várias colheitas e safras que o espumante é preparado e obtém-se o seu estilo, sem ser safrado, porém mantendo-se um padrão nos aromas e na parte gustativa, preservando a concepção original de cada produto em cada linha.

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Espumante quase pronto

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Precipitações observadas antes da filtragem

Na segunda fermentação, vem ás borbulhas, a picância. O espumante está pronto para envelhecer, dentro de cada conceito e tempo determinado, chegando ao mercado após os últimos detalhes como o licor de expedição e rotulagem.

Hoje a linha de produtos da Chandon é composta de seis espumantes, como segue:

– Chandon Réserve Brut: Riesling Itálico / Chardonnay / Pinot Noir, com 10 G/L de açúcar.

– Chandon Brut Rosé: Riesling Itálico / Chardonnay / Pinot Noir, com 14 G/L de açucar.

– Excellence Cuvée Presige: Chardonnay / Pinot Noir, com 7 G/L de açucar.

– Excellence Rosé Cuvée Prestige: Chardonnay / Pinot Noir, 9 G/L de açucar.

– Chandon Riche Demi-Séc: Riesling Itálico / Chardonnay / Pinot Noir, com 35 G/L de açucar.

– Chandon Passion: Pinot Noir / Malvasia de Cândia / Moscato Canelli, com 35 G/L de açúcar.

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A linha de espumantes na taça…

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…e nas garrafas

Em cada espumante, uma proposta diferente para agradar o consumidor brasileiro (sim porque hoje toda a produção é destinada para o mercado interno) e suas crescentes exigências.

A Chandon e o consumidor brasileiro estão em constante aprendizado, garantido pelos feed backs em cada garrafa aberta, em cada degustação.

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Vinhedo da Chandon

Viajar para Garibaldi, garante uma bela oportunidade de conhecer a vinícola e seus produtos.

Viva o vinho brasileiro!

Almir Anjos

Quando os vinhos em um mês podem fazer toda a diferença

Sou um entusiasta do vinho e falar de vinhos para quem tem paixão por eles, soa como redundância e é o mesmo que “chover no molhado”, o que não deixa de ser interessante.

Vou publicar uma série de quatro textos relacionados á minha visita á quatro vinícolas da região de Garibaldi, no Ripo Grande do Sul, tendo iniciado este ano e finalizado o mês de janeiro, com atividade intensa e muitas degustações prazerosas e sempre de muita soma de conhecimentos novos.

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Logo no ano início do ano tive a primeira degustação no La Recoleta, do Selo 7 Sommeliers, especificamente de 13 roses (Ver postagem do Selo relacionada no link:

http://selo7s.wordpress.com/2013/01/28/primeira-avalaiacao-do-selo-7-s-de-2013/

Em seguida veio a oportunidade de visitar “in loco” e em três dias, quatro vinícolas do sul, dentre elas a Chandon, Cave Geisse, Almaúnica e Casa Valduga, acompanhando os trabalhos na elaboração do espumante nacional nesta época da colheita, degustando vários deles, bem como também degustando os chamados vinhos tranquilos (Brancos e tintos).

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Chandon / Cave Geisse / Almaúnica / Casa Valduga

E ainda, nesta última semana que terminou o mês de janeiro, participei de mais duas degustações imperdíveis, uma treinando a parte sensorial que uniu música as músicas das “Quatro estações de Vivaldi”, vinhos da Ventisquero e gastronomia. Tudo isto na Loja da Bacco´s, em Higienópolis.

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E finalizando com o lançamento para a imprensa e lojistas dos vinhos da Bodega Cuarto Domínio, trazidos pela Ravin Importadora, os na 4ª geração da família Catena, em degustação realizada no Terraço Itália no último dia 31/01.

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Assim, o que parecia ser inicialmente um mês tranquilo e de férias, passou a ser intenso e de muito, mas muito aprendizado.

Que o ano que passa rapidamente (Já estamos em fevereiro), possa trazer a todos nós, os bons vinhos, os bons momentos e o respeito a natureza e aos homens.