Casa Verrone apresenta espumante Sur Lie Sauvignon Blanc e o branco Viognier

20200122_133249

Proprietário e enólogo falam sobre os desafios de se produzir vinhos na Serra da Mantiqueira

Em almoço realizado na Brindisi Vinhos, o proprietário da Casa Verrone, Márcio Verrone, e o enólogo Cristian Sepúlveda apresentaram parte da linha de produtos que compõe a produção de vinhos em São Paulo, mais precisamente na Serra da Mantiqueira.

Em pauta os desafios da produção e o que esperar dos vinhos produzidos na região nos próximos anos.

O crescente aumento de produção e a instalação de novas vinícolas e produtores no interior de São Paulo, tem revolucionado o conceito de que só se produz bons vinhos no sul do país.

A crescente tecnologia e a forma de condução dos vinhedos são o ponto crucial para o entendimento desta tendência sem volta, de aumento de produção em São Paulo, aliada a dupla poda que possibilitou a colheita em época diversa, ou seja, fora da temporada de chuvas.

Sobre a qualidade dos vinhos, é inegável o que vem se produzindo. Experimentados na degustação em cada taça, a evolução destes vinhedos ainda muito jovens, refletem toda esta tendência e movimentação na produção vitivinícola brasileira.

Um deleite para aqueles que como nós, buscam as novidades e as tendências principalmente reconhecendo a qualidade dos produtos, sem preconceito algum por sua origem, seja ele brasileiro ou oriundo de solos paulistas.

Obviamente há muito ainda o que se aprender sobre o sistema produtivo, a análise de cada solo e a adaptação das cepas em cada localidade. Porém, o que já se produz reflete esta tendência de crescimento na região e muitos projetos e investimentos estão por vir.

A Casa Verrone iniciou o plantio de videiras em 2009, de lá pra cá intensificou e validou o processo de produção e hoje já possui um portfólio significativo de brancos, rosés e tintos de muito boa qualidade.

Pudemos provar o branco da uva Viognier, o Casa Verrone Colheita Especial Viognier 2018, um branco produzido nos vinhedos da cidade de São José do Rio Pardo, que atingiu 14% de álcool e surpreendeu pela vivacidade em taça.

Vinho colhido manualmente, tem ligeira passagem em barricas de carvalho, o que conferiu mais corpo e estrutura em boca.

Os aromas florais são as notas mais percebidas no nariz e sua delicadeza surpreende em todo o conjunto.

20200122_135053

Provamos também o Espumante Casa Verrone Sur Lie, um espumante elaborado 100% com a uva Sauvignon Blanc. Estruturado e bruto, o espumante Sur Lie é turvo e tem presença de leveduras. Permanece por 12 meses em cave e ao ser envasado não sofre o dégorgement e nem leva licor de expedição.

20200122_143043

Destacamos também o tinto da Uva Syrah, o Casa Veronne Speciale 2017, com uma ótima estrutura de boca, aromas de grande complexidade e um prolongado, elegante e untuoso tanino.

20200122_143537

E por fim, provamos o Casa Verrone Cabernet Sauvignon / Cabernet Franc Gran Speciale 2018, um corte das uvas tintas que mais amamos, com passagem de barricas de carvalho francês de primeiro uso, por 12 meses.

Um show de vinho! Complexo, com nariz de frutas negras e especiarias e em boca ótimo corpo, excelente estrutura tânica aveludada, e um final persistente e marcante. Um vinho de guarda sem dúvida alguma.

Mas o mais importante de tudo é que pudemos entender a dinâmica da busca por uma produção adequada a cada solo e clima, unindo a tecnologia e as melhores práticas, em busca de um produto final de qualidade, competitivo e em crescente evolução.

Em breve teremos a parte turística totalmente estruturada para receber o turismo e difundir ainda mais os vinhos da região.

Assim é o terroir da serra da Mantiqueira. Saúde!

SERVIÇO

Casa Verrone

Telefone: (19) 3608-1577

www.casaverrone.com.br

Brindisi Vinhos

www.brindisivinhos.com.br

 

 

 

 

 

A chegada á Itália – Bolonha – Parte I

Falar da Itália é falar de paixão, uma paixão que está em muitos corações de brasileiros.

Surgiu mais uma vez a oportunidade de fazer esta viagem e com ela novas experiências enológicas e gastronômicas, além de uma bagagem cultural que se vai adquirindo ao longo do tempo. Muitas imagens e paisagens gravadas na memória.

A viagem mais uma vez se mostrou cansativa, não pelo prazer de poder visitar todos os lugares, mas pelo voo e avião que é algo complicado visto que tenho dificuldade em dormir em posição desconfortável. Mas sempre vale o esforço.

Fiz escala em Munich, na Alemanha e depois de 13 horas e meia, cheguei no destino, a Bolonha.

Coincidentemente encontro no aeroporto de chegada, uma senhora dinamarquesa com quem no início do ano degustei vinhos de um produtor quando participei do evento Buy Wine, em Florença. Inacreditável!

Após alguma conversa me falou que estava em visita á feira de vinhos Enológica, da qual participaria e me convidou para participar, também nos dirigimos para o mesmo hotel, o Vignete Condé, uma propriedade e vinícola localizada bem distante do centro e do aeroporto, mas em local lindo e delicioso.

Mas antes, uma pequena passagem pelos embutidos que já teimavam em me “perseguir”. Como adoro!

Conde

Logo que cheguei no na Vinícola Condé,  resolvi guardar a bagagem e dar uma volta, parando para comer alguma coisa.

Mas sem antes deixar de reparar no maravilhoso hotel e na grande e linda propriedade que eu estava.

Sacada, um banheiro enorme com banheira e uma vista privilegiada da piscina e do horizonte.

Vista

Decidi ir almoçar (Tardiamente). Junto comigo a Cátia, proprietária da Importadora Wine Lovers.

Entramos no restaurante do hotel e eis que acontece a segunda coincidência. Encontro a mesma japonesa com quem estive no grupo da Toscana, visitando produtores e provando vinhos em fevereiro de 2014. Cumprimentei efusivamente e demos risadas, combinando um encontro no ano seguinte, em fevereiro de 2015, na mesma feira, a Buy Wine.

Prato Conde

Almocei apreciando bastante o prato. A massa era de uma leveza rara, recheada de queijo e ervas e misturada ao funghi porccini que compunha o prato. Para acompanhar, um vinho da própria vinícola, safra 2010, muito agradável e azeite de fabricação própria.

Terminamos o almoço, tomamos um café e saímos para caminhar. Avistamos um pé de caqui carregado de frutas, sentei-me no banco próximo admirando a paisagem do fim de tarde que se descortinava no horizonte, onde o frio já atravessava nossos casacos.

Caqui III

Caqui I

Apanhei dois caquis e comecei a caminhada de regresso ao meu quarto, no hotel que ficava um pouco distante.

Estava bastante cansado, mas estava feliz, afinal eu estava novamente no país que mais amo, a Itália e dentro de um hotel de uma vinícola que era um sonho.

Deitei-me por algumas horas, adormecendo um pouco antes de ir jantar…