Importadora Portus Cale lança catálogo de vinhos Kosher

Tabor

A ideia é atender os diversos públicos e nichos de consumidores

Inovação é a palavra quando se trata da importadora Portus Cale que já apresenta em seu portfólio rótulos veganos e vinhos em lata.

Agora com uma seleção para a comunidade judaica, a importadora complementa ainda mais sua linha de produtos.

Com o crescimento das vendas na quarentena (quase 30% em volume no primeiro semestre de 2020) estamos observando uma tendência de aumento do consumo per capita, ou seja, o vinho está mais presente na mesa do brasileiro.

A Portus Cale tem focado não somente em fidelizar o consumidor tradicional de vinho, como alcançar novos públicos dos mais variados perfis, levando a cultura do vinho e elevando o consumo em nichos pré-determinados.

A marca apresenta desde vinhos em lata que facilitam o consumo em praias e festas, até rótulos veganos sem nenhum ingrediente de origem animal, e a distribuição pioneira do Moscatel de Setúbal com Screw Cap (rosca), em vez da tradicional rolha.
Agora a importadora também se volta para a comunidade judaica com novo catálogo de vinhos Kosher.Segundo a Confederação Israelita do Brasil, há cerca de 120 mil judeus no Brasil, a segunda maior população judaica na América Latina, atrás somente da Argentina.
Na seleção de vinhos Kosher é possível optar pelos tintos, como o Rashi Concord Grape: um vinho doce clássico com aromas de frutas cristalizadas e baixo teor alcoólico. Fácil de beber e versátil, o rótulo foi elaborado a partir de uvas selecionadas da casta Concord de New York.

Também produzido nos Estados Unidos com uvas cultivadas na Califórnia, o vinho Baron Herzog Cabernet Sauvignon é um Cabernet Sauvignon acessível, com aromas de frutas silvestres e sabores de amora e especiarias. Para fechar os tintos, destaque para o Tabor Tipsy Blend Kosher, uma mistura de uvas tintas que resultam em uma experiência agradável e alegre; além dos chilenos, Montesano Cabernet Sauvignon Kosher, com aromas e sabores de amora e mirtilo, e o Montesano Carmenere Kosher, com notas de cereja e um suave aroma de pimenta.

Kosher

Entre os brancos e rosés, o Tabor Tipsy Blend Kosher White um vinho seco que apresenta uma mistura de variedades de uvas brancas aromáticas, muito bem equilibrado com uma leve doçura e suavidade, foi o vinho que recebemos para degustar e muito em breve falaremos sobre ele e nossas impressões/harmonizações.

Outro destaque é o Espumante Gavioli Moscato Kosher, o bouquet é um composto de notas de frutas tropicais com um toque de damasco, marcado pelo sabor fino, fresco, bem equilibrado e duradouro; também disponível em sua versão Rosé, no lugar do damasco o composto leva um toque de frutas vermelhas.

Por fim, para um evento mais marcante, destaque o Espumante Cava Freixenet Brut da linha kosher “Excelencia” de Freixenet, apresenta notas frutadas e florais. Este Cava é elaborado com uma seleção de uvas brancas da região de Requena (Espanha), que foram prensadas suavemente, selecionando a parte mais nobre do mosto para alcançar a finura ideal.

Kosher 1

Para que o vinho seja Kosher, a característica fundamental é a supervisão rabínica. Em relação aos outros pontos, depende das práticas regionais ou sociais. Para os mais tradicionais, é importante que a partir do momento em que as uvas são entregues para a vinificação, toda a manipulação dos ingredientes seja feita apenas por judeus. Contudo, para flexibilizar essa restrição, existe os vinhos Kosher Mevushal, que passam por um processo de pasteurização, onde são rapidamente fervidos e depois resfriados. Assim, o vinho pode ter contato com os não judeus antes de ser consumido.

Como uma das formas de estreitar a distância entre o vinho e o público, o catálogo do site fornece todas as informações sobre os rótulos, além de direcionar o consumidor ao que ele precisa, colocando-o no centro da experiência. Na seleção “Amigos e Experts” é possível conferir rótulos indicados por curadores como Galvão Bueno, e na aba “Nossa Seleção”, os vinhos são organizados por tags como “inovadores”, “tradicionais” ou “naturebas”. Toda a navegação foi pensada para que as pessoas ganhem mais autonomia e descubram o que elas gostam, se livrando do medo de ingressar no universo do vinho ou aprofundando as referências para quem já é familiarizado.

Sobre a Portus Cale

Fundada em 1985, a Portus Cale despontou como especialista na importação de grandes marcas portuguesas. Diante de um mercado ainda prematuro, a empresa exerceu papel fundamental na abertura e consolidação do consumo de vinhos no âmbito nacional.

Com vocação para o novo e o aprimoramento do negócio pela via digital, desde 2019 a importadora se aproxima do consumidor final a partir da criação da uma plataforma de vendas online com mais posicionamento de marca.

SERVIÇO

Linha de Vinhos Kosher – Portus Cale

Valores: entre R$45,00 e R$119,00

https://www.portuscale.com.br/nossa-selecao/vinhos-kosher.html

 

Portus Cale: Nas castas de variedade única, grande intensidade e qualidade

 

SÓ SYRAH 2007 

O Só Syrah é um vinho Regional Terras do Sado 100% Syrah (Shiraz). As uvas são ricas em aromas, cores e taninos, foram vinificadas pelo método clássico de vinho tinto de guarda, em que a bebida passa por um estágio de 17 meses em barricas novas de carvalho francês Allier (70%) e americano (30%). 

O aroma é intenso, onde redominam notas de fruta, compota de ameixa, ginja e especiarias. A cor é um vermelho intenso, o sabor é denso, envolvente, estruturado e persistente, com acidez bem marcada. Harmoniza com carnes e queijos. 

A primeira colheita do Só Syrah foi em 1999. A casta em comercialização no Brasil é a 2005. O ano quente e seco proporcionou uma produção pequena, mas de elevadíssima qualidade. O “terroir” favoreceu uma acidez natural na composição e maturação do vinho, o que resultou numa bebida perfeitamente equilibrada. Desse vinho, são produzidas 6.734 garrafas, com 14,8% de teor alcoólico.

 

SÓ TOURIGA 2005 

O Só Touriga é um vinho Regional Terras do Sado 100% Touriga Nacional. As uvas amadureceram lenta e tardiamente por causa do calor intenso, ficando com bons teores de açúcares e tanitos potentes e redondos. 

Envelheceu 12 meses em barricas de carvalho francês Allier (50%) e americano (50%). Aromas florais e de frutos maduros. Na boca, final cheio e persistente, lembrando compota. Taninos redondos e persistentes. Bom para acompanhar pratos à base de caça, carnes e queijos. 

A primeira colheita do Só Touriga foi em 2001. Foram produzidas 13.046 garrafas, com 13,9% de teor alcoólico. O Só Touriga Nacional 2005 é vinificado exclusivamente com a casta Touriga Nacional da vinha dos Casais da Serra, localizada no meio da Serra da Arrábida.

 

 

ORIGEM DA LINHA SÓ

Nos anos 90, a Bacalhoa apostou na introdução de novas castas. Com essas plantações, planejou-se a criação de uma nova marca, “Só”, que mostrasse aos consumidores novos vinhos de uma única casta.

Uma das escolhidas foi a Syrah, a casta dos famosos vinhos da “Côte du Rhône” e da Austrália. Ela foi plantada nas vinhas de Palmela, cujo “terroir” favorece as condições ideais para a obtenção de vinhos tintos de alta qualidade.

Em 2000, após uma vinificação cuidada e selecionada da colheita de 1999, a empresa decidiu engarrafar o Só Syrah, o primeiro vinho da linha “Só”. Em 2001, foi lançado o Só Touriga Nacional . 

A TERRA DO SADO 

As castas viníferas foram introduzidas nesta região pelos Fenícios, e os Gregos, achando o clima ameno, plantaram uvas na zona ribeirinha do Tejo. 

Mais tarde, os Romanos e os Árabes deram grande incremento à cultura da vinha nessa península. Com a fundação do reino de Portugal, vieram outros povos, como os Francos, povo de antiqüíssimas tradições vitívinicolas, que incrementaram a produção de vinho nesta região, situada no litoral Oeste a Sul de Lisboa, onde se produz o famoso Moscatel de Setúbal.

A região é divida claramente em duas zonas distintas: Uma a sul e sudoeste, montanhosa e acidentada, formada pelas serras da Arrábida, Rosca e São Luis, com menos relevo nas vertentes Norte, e nas serras que abrangem os montes de Palmela, São Francisco e Azeitão, recortados por vales e colinas, com altitudes que variam dos 100 aos 500 metros. A outra, bem diferente, é plana, prolongando-se junto ao rio Sado.

O clima é misto, subtropical e mediterrânico. Influenciado pela proximidade do mar, pelas bacias hidrográficas do Tejo e do Sado e pelas serras e montes que se situam na região, tem fracas amplitudes térmicas e um índice pluviométrico que se situa entre os 400 a 500 mm. 

Os solos são argilo-arenosos ou franco-argilo-arenosos, calcários com ligeira alcalinidade, alguns deles compactos e férteis. A qualidade dos vinhos desta região justificou o reconhecimento das Denominações de Origem Controladas “Setúbal” para a produção do vinho generoso, e “Palmela”, que inclui vinhos branco, tinto, frisante, espumante, rosado e licoroso. 

As Principais castas TINTAS: para o DOC “Setúbal” é a casta Moscatel Galego Roxo (Moscatel Roxo); para os DOC “Palmela” as castas Castelão (Periquita), Alfrocheiro, Bastardo, Cabernet Sauvignon e Trincadeira (Tinta Amarela). 

Os tintos da DOC “Setúbal” têm uma produção limitada, e por isso são menos conhecidos que os brancos. Possuem aroma mais seco e complexo, mas não menos rico. Envelhece nobremente. Já os da DOC “Palmela” são encorpados, de cor intensa e aroma cheio onde predominam frutas secas e as especiarias. Com o envelhecimento, amaciam e tornam-se mais finos.

Entidade certificadora  dos DOC “Setúbal ” e “Palmela” é a Comissão Vitivinicola Regional da Península de Setúbal, assim como a do Vinho Regional “Terras do Sado” 

A BACALHOA VINHOS 

A empresa Bacalhoa Vinhos de Portugal S.A. foi fundada em 1922, sob a designação comercial de João Pires & Filhos. A atividade da empresa focalizou-se em comprar uvas de viticultores de Palmela, destinada à produção dos mais famosos vinhos da região. 

No final dos anos 70, António Francisco Avillez tornou-se o maior acionista da companhia. Em 1982, iniciou-se uma nova fase da vida da empresa, com o desenvolvimento de marcas próprias, que continuam a ter grande aceitação, tanto no mercado interno quanto externo, constituindo, hoje, a principal componente da sua produção. A marca João Pires logo se tornou símbolo de altíssima qualidade e um fenômeno alargado de notoriedade.  

Com vultosos investimentos na remodelação das adegas e na aquisição de vinhas e terrenos para a sua plantação, a marca de vinho João Pires foi adquirida, no final da década de 80, por uma das mais prestigiadas multinacionais do setor, a nível mundial. A  empresa mudou sua designação para J.P. Vinhos S.A. 

A principal adega, de linhas modernas e atraentes, foi submetida a uma renovação considerável, em termos tecnológicos e de técnica de produção de vinhos. Localizada na nobre zona vitivinícola de Azeitão, no coração da Península de Setúbal, onde, a partir de uvas da região se produzem vinhos de elevada qualidade, como os famosos Moscatéis de Setúbal, Quinta da Bacalhôa, Má Partilha, Catarina, Cova da Ursa e Serras de Azeitão, entre outros, com enorme sucesso. 

É um dos produtores de vinhos de maior dimensão no pais e faz parte do “Grupo dos Sete”, há mais de 10 anos, juntamente com a Aveleda, Caves Aliança, Herdade do Esporão, José Maria da Fonseca, Messias e Sogrape. 

A produção atinge, atualmente, uma média de 5 milhões de litros por ano, no total das três regiões onde tem propriedades e adegas, sendo mais de 30% destinado à exportação para os principais mercados como o Reino Unido, EUA, Brasil, Canadá e Europa, além de outros países, na Ásia e em África.

Maiores informações:

www.portuscale.com.br