Vinho espanhol Tocado é versátil, fácil de beber e de harmonizar

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A La Pastina incorporou ao seu portfólio o vinho Tocado 2017. Um tinto espanhol corte das uvas Garnacha (85%), Cabernet Sauvignon (10%) e Tempranillo (5%).

Na ficha técnica não fala nada sobre envelhecimento em barricas, provando o vinho eu suponho que seja apenas a expressão da fruta com passagem em inox, tanto pela leveza apresentada como pela suavidade dos taninos.

Vinho jovem e vibrante em seus nuances e cores, o Tocado se apresentou versátil para harmonização por todas as suas características. A fruta é a parte marcante em sua estrutura olfativa e gustativa, com toques floras sutis e um bom equilíbrio em boca.

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Para acompanhar o Tocado elaborei uma polenta com um molho que levou um pouco de calabresa picada, cebola, azeite e sal, leve pimenta dedo de moça, azeitonas picadas e tomate.

Também aproveitei e abusei do azeite na composição do prato.

No final vinho e polenta criaram uma sinergia de sabores elevando a percepção de cada um deles individualmente e na soma em boca.

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Observando o sabor posso dizer que o vinho combina bem com carnes e molhos, uma boa pizza de queijos não muito fortes e massas com molho vermelho.

A grande notícia é que o custo X benefício é bom, o vinho está na faixa de R$ 54,00 e começa a ser distribuído ao comércio.

Uma das suas características é a alusão ao touro no rótulo e as cores vibrantes que lembram a Espanha. Produzido pela Bodega Borsao, em Campo de Borja, com D.O. revela a expressão da Garnacha, incorporada a um toque da cabernet, que dá um pouco mais de estrutura e a tempranillo, uva reconhecidamente ícone da Espanha.

É provar e se deliciar!

Serviço:

La Pastina

www.lapastina.com.br

 

Festival do Espumante se consolida como evento único do calendário nacional

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Evento aconteceu no Centro de Convenções Frei Caneca

Evento de degustação dá o start para o clima do verão e das festas de final de ano. Reuniu 26 importadoras e vinícolas com apresentação de mais de 140 rótulos escolhidos a dedo, sendo 11 lançamentos, todos disponíveis para compras no dia do evento com preços promocionais que variavam de R$ 29,90 a R$ 399,00. Disponíveis na loja do Empório Frei Caneca.

Dos participantes estavam:

Adega Alentejana, Baccardi/Martini, Barrinhas, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Cave Geisse, Decanter, Devinum, Don Guerino, Épice, Grand Cru, Inovini, Interfood, Italiamais, La Pastina, Miolo, Moët Henessy (Champagne Veuve Clicquot e espumante Chandon), Pernod Ricard (Champagne Perrier Jouet), Puklavec, Qualimpor/Freixenet, Ricex, Salton, Vinícola Aurora e Winebrands.

Mais uma vez a organização foi impecável! Fazendo do evento/degustação um momento de descontração onde pude experimentar as novidades e também os rótulos que eu não conhecia.

Claro que tenho meus destaques pessoais que encantaram e sobre eles falarei um pouco mais abaixo.

Mas o que valeu mesmo foi a oportunidade de provar espumantes de diversos países e tipos em um único espaço. Show!

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– O Cava Muga Conde de Haro Extra Brut, importado pela Épice e na faixa de R$ 99,00 no dia do evento.

Um  espumante único! De Rioja, Espanha. Corte das uvas Viura (90%) e Malvasia (10%), com 12,5% de teor alcoólico.

Com primeira fermentação em depósito de madeira de mil litros. A segunda fermentação se dá na garrafa em método tradicional. Tem excelente estrutura, perlage fino e abundante, predominam as frutas, flores e notas de mel e baunilha. Bastante complexo e elegante.

Um dos que mais apreciei na prova.

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– O Espumante Bocelli Brut Rosé foi outro que me inspirou. Importado pela Itália Mais.

Na composição 50% Chardonnay, 35% Prosecco e 15% Pinot Noir. Passa três meses em garrafa. É delicioso, fino, com ótima acidez e ao mesmo tempo é seco.

Tem no final de boca uma sensação de doce de goiaba, ou goiaba mesmo.

Sensacional! Faixa de preço no dia do evento de R$ 112,00.

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– Outro que me encantou e encanta, sendo uma ótimo custo x benefício é o Espumante Casa Valduga Sur Lie, claro, da Casa Valduga, Brasil, Vale dos Vinhedos.

Na composição 80% Chardonnay e 20% Pinot Noir.

Passa por maturação mínima de 30 meses em cave + evolução até abertura da garrafa e maturação parcial (10%) em barricas de carvalho francês

Na faixa de R$ 69,00.

Se apresenta em sua forma mais bruta, sem dégorgement e consequentemente, sem dosagem pós-dégorgement de licor de expedição.

Por não passar por este afinamento, a autólise das leveduras ocorre enquanto a garrafa mantem-se fechada. Esse é o grande diferencial deste exemplar, ele continua envelhecendo por tempo indeterminado e a decisão de interromper esse processo é única e exclusiva sua, que decidirá o tempo de maturação da bebida, para aprecia-la conforme sua preferência.

Mais alguns outros que me encantaram:

Espumante Casa Valduga 130 Blanc De Noir, os Líricas da Decanter, os Champagnes Taittinger Brut Reserve Blanc e Prestigie Rosé e o Champagne Deutz Brut Classic.

Para harmonizar tivemos um buffet especial composto por risoto de funghi chileno, ceviche, terrine, dadinho de tapioca, polenta em cubos, mini tartar de salmão, homus, caponata, castanhas, queijos, frios, frutas, pães, patês, azeitonas, canapés, espetos mistos, voulevant de creme com frutas, mini cookies e frutas secas.

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Outro evento destes agora? Ah! Só no ano que vem!

Saúde!

Vertical de Don Miguel Escorihuela Gascón Malbec reúne oito safras

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Produtor argentino apresentou seu vinho ícone em degustação inédita

A bodega Escorihuela Gascón fundada em 1884 é referência quando se fala de vinhos argentinos. Integrante do portfólio de produtos da Grand Cru, a marca reconhecida mundialmente apresentou à jornalistas uma vertical inédita dos vinhos Don Miguel.

Inédita por nunca antes ter sido realizada com uma gama tão representativa destas vinhos.

O vinho Don Miguel é o vinho ícone da vinícola. Na ocasião foram apresentados oito amostras de várias safras, iniciando com a de 2006 e finalizando com a 2015.

Vinho 100% da uva Malbec, cultivada no Vale de Uco, tem como característica atual a busca pelo equilíbrio entre a fruta e o estágio em barricas de carvalho.

Ao longo dos anos foi sofrendo atualizações e adaptações à tecnologia e também tornando-se um vinho orgânico (Safra 2008) e biodinâmico (À partir da safra 2014).

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Foram apresentadas as seguintes safras:

– Safra 2006: De cor violeta vivo com reflexos rubi, já é um vinho que tem 12 anos e nem por isso perdeu todo o seu esplendor e potencial. Os aromas remetem frutas negras e em boca uva passa com presença da fruta e da madeira.

Se percebe um álcool presente porém em equilíbrio com o conjunto. Vinho muito vivo e de grande persistência em boca.

– Safra 2008: Um dos vinhos que mais apreciei na degustação. Gosto da presença da barrica como uma característica marcante. Tem os mesmos traços da safra 2006, mas é ainda novo , seco e persistente.

– Safra 2009: Esta safra apresenta aromas de mentol e anisete, assim percebi. Em boca um toque mais herbáceo, verde, menos maduro.

– Safra 2011: Os aromas marcantes de frutas negras maduras e aromas de compota. Também com um toque herbáceo, vegetal.

– Safra 2012: Os aromas presentes são de frutas maduras. Também com um toque herbáceo, vegetal.

– Safra 2013: O vinho apresenta uma sensação de doçura no nariz. Em boca é seco, prolongado com um retrogosto intenso.

– Safra 2014: Neste vinho some o mentol. É um vinho de grande elegância e muito sedoso, Nariz e boca muito marcantes.

– Safra 2015: para esta safra podemos ter mais informações sobre o vinho, pois é a que atualmente está no mercado.

A característica é de muita fruta, apesar dos quinze meses em barricas de carvalho de 400 litros por 16 meses.

A degustação foi memorável. Desde o primeiro vinho até o último onde pude sentir as diferenças entre safras, clima de cada ano e também o uso da madeira. Surpreendente.

Sobre a Grand Cru
A Grand Cru é uma importadora e também é a maior rede de lojas especializada em vinhos do Brasil. Em 2017 completou 15 anos e um faturamento de R$200 mi. A empresa tem mais de 53 pontos de venda de Manaus a Porto Alegre, entre franquias e operações próprias. Além disso, também trabalha com e-commerce, clube de vinhos, venda direta e vendas para os melhores restaurantes, hotéis e empórios.
O portfólio é composto por 1900 rótulos de alta qualidade dos mais diversos países do mundo, selecionados com critérios muito exigentes pela equipe de sommeliers.

A Grand Cru é reconhecida como sinônimo de qualidade em vinhos no Brasil, tanto em termos de produtos como também serviços.

 

 

 

 

Wine Lounge Vino Mundi, elegância em evento e vinhos

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Terceira edição reuniu  oitenta rótulos do mais alto nível

O ambiente descontraído e elegante proporcionou a prova de vários vinhos de diversos países, produtores e importadoras.

Mais uma vez a Vino Mundi demonstrou que o bom trabalho resulta em resultados. Na degustação em seu Wine Lounge, apresentou vinhos de alta gama, sem poupar esforços para oferecer o melhor a cada cliente, amigo e degustador.

Já é um evento marcante e consolidado no circuito do vinho em São Paulo, sendo também uma referência para aqueles que se deslocam de outros estados pra ter a oportunidade de provar, conversar e falar sobre vinhos e experiências, em alguns casos diretamente com o produtor e importador.

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Na parte gastronômico, um primor impecável nas mesas e no conjunto de “comidinhas” oferecido. De fazer “salivar” a cada petisco!

Mas vamos ao que nos interessa, ou seja, o ponto alto nos vinhos degustados.

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Não posso deixar de mencionar o vinho que elegi como o melhor branco do evento, o Spier 21 Gables Chenin Blanc 2015 da África do Sul. Sim amigos da uva emblemática daquele país!

Um vinho que me conquistou de cara. Amarelo vibrante com toques dourados e esverdeados. No nariz notas de damasco seco, baunilha, frutas tropicais maduras. Em boca é exuberante com notas de pêssego, amêndoas e uma mineralidade e acidez pronunciadas. O final é longo e persistente com um retro nasal marcante.

Complexo e de grande longevidade é um vinho meditativo para se apreciar em silêncio absorvendo cada nuance de aroma e sabor. Um néctar imperdível ao conhecedor!

Vinho na faixa de R$ 264,00 mas que vale cada centavo investido. Importado pela Wine & Co e presente para venda na Loja Vino Mundi.

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Outro vinho que também sempre me surpreende , ainda falando de brancos, é o T.H. Chardonnay West Limari 2014 da Undurraga, Chile. Vinho de uma elegância que apresenta notas aromáticas de frutas como pêssego, abacaxi e limão e notas florais e minerais. Em boca é untuoso, equilibrado, com toques tostados e grande frescor. Passa 10 meses sur-lie em barricas de carvalho francês. Importado pela Inovini.

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Sobre os tintos me chamou atenção o vinho Angélica Zapata Cabernet Franc 2013. Claro que o nome já diz muito o que se pode esperar e a confirmação da qualidade veio nos aromas e na taça. Vinho que lembra frutas vermelhas no nariz, bem como baunilha. Em boca é sedoso, toques de pimenta preta e eucaliptos, final longo e persistente. Na faixa de R$ 200,00. Importado pela Mistral.

Na faixa de R$ 199,00

Só para encerrar não posso deixar de citar os vinhos Planalto Branco da Casa Ferreirinha do Douro, o Castillo de Jumilla Crianza importado pela Wine Lovers, o Lírica Espumante Crua, espumante brasileiro de alta gama na minha concepção. O Las Moras Intocables Malbec, minha paixão! E toda a linha Garzon do Uruguai, sempre surpreendente.

Finalizando, devo mencionar o caderno de degustação. Muito bem feito, é uma aula à parte. Com informações ao participante de como proceder em uma degustação, o que analisar em todos os aspectos visuais, aromáticos e gustativos, além de falar sobre taças e adequação, um show de cuidado e elaboração!

Saúde e até o próximo!