Vinhos de Portugal: Grandes vinhos com surpresas e descobertas em cada taça!

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Produtores conhecidos e vinhos emblemáticos superam todas as expectativas no evento

Não é tarefa fácil conseguir provar a totalidade dos vinhos oferecidos no evento Vinhos de Portugal. Na verdade, é algo impossível.

E como tudo o que se faz bem feito, busquei os ícones e novidades que sempre são trazidas e surpreendem.

Outro fator é o fato de querer conversar com os proprietários, enólogos e as autoridades do vinho, em cada vinícola representada na degustação, o que inviabiliza ter mais tempo para as provas, mas aumenta nosso conhecimento nas mesas de degustação.

E mais, é um evento em que todo o mercado de vinhos se faz presente e a cada passo encontramos amigos e profissionais do vinho, sempre gerando uma boa conversa e risadas, tornando ainda mais agradável a oportunidade de estar presente neste grande evento.

Mas vamos aos vinhos provados aos quais dou destaque, e me entendam, não que os que aqui não estiverem mencionados não tenho importância ou relevância, mas por uma questão de resumo, realmente fica complicado falar de 700 vinhos presentes e oferecidos no evento.

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Logo ao entrar me deparo com Dona Laura Regueiro, proprietária da Quinta da Casa Amarela @quintadacasaamarela

Ainda sinto o gosto do vinho em minha mente, provado no ano passado, neste mesmo evento. E como eu não poderia deixar de provar, provei o Casa Amarela Grande Reserva 2024, vinho da Região do Douro. O vinho é algo realmente marcante, corte das uvas Viozinho, Rabigato e Gouveio. Vinho elaborado em lagares de granito com pisa pé. Tem coloração amarelo palha com toque dourados. No aroma notas cítricas, maça, com uma intensidade aromática marcada pelo uso de madeira, concedendo notas de baunilha. Em boca revela um agradável frescor, frutas brancas como a goiaba e certa mineralidade que dá ainda mais complexidade ao vinho. O final é longo e marcante. Sem dúvida um vinho inesquecível, em qualquer degustação, que espero provar a nova safra no ano que vem.

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Caminhando um pouco mais, parei para provar os brancos da Importadora Mistral @mistralvinhos o primeiro foi do produtor Symgton Family Estates, do Douro, o vinho Pequeno Dilema 2023, corte das uvas Arinto (35%), Viosinho (20%), Códega do Larinho (20%), Rabigato (20%), Alvarinho (5%). Um vinho que eu ainda não havia provado e que me surpreendeu muito, pela delicadeza, maciez e pela complexidade envolvente em todo o vinho. No nariz flores brancas se misturam aos aromas cítricos intensos e vibrantes. Em boca é equilibrado em todo o conjunto do vinho e traz um toque defumado único e especial. Vinho imperdível! Que demonstra que realmente é possível se produzir grandes vinhos brancos no Douro!

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Logo ali, na mesma Mistral, porém de outro grande e icônico produtor, os vinhos do produtor Quinta do Soalheiro. Não vou detalhar estes três brancos, mas são vinhos que eu gostaria de ter sempre em casa. São eles três vinhos das uvas Alvarinho:  Soalheiro Granit 2024, o Soalheiro Primeiras Vinhas 2023 e o Soalheiro Reserva 2023.

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Também fico sempre “sem palavras” para descrever a regularidade e qualidade dos vinhos do gênio e grande produtor Luis Pato, com destaque ao vinho Vinha Barrosa 2014, Bairrada D.O. Um vinho 100% da uva Baga, proveniente de vinhedos com mais de 90 anos. Elegante, complexo e estruturado. Maturação em pipas usada e novas de carvalho Allier por 1 ano, vale cada gota provada!

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Da Casa Cadaval, provei os vinhos importados pela Importadora Via Vini @viavinivinhos, o Casa Cadaval Pinot Noir 2023 é um tinto da região do Tejo, bem diferenciado. Sim, é um Pinot de terras portuguesas com 12,5% de teor alcoólico. Passa por amadurecimento por 6 meses. É proveniente de vinhas de 40 anos. Vinho elegante que apresenta coloração rubi límpida e brilhante. No nariz, frutas vermelhas frescas como amora, cerejas e cassis, bem como notas florais. Em boca é macio, elegante, frutado e sedoso. Um pinot de Portugal interessante e expressivo.

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Ainda da Via Vini e da Casa Cadaval, o vinho Marquesa de Cadaval 2016 é sem dúvida um vinho de grande complexidade aromática e em boca. Um vinho de guarda, que já apresenta notas evolutivas. Vinho português clássico da região do Tejo, é um blend encorpado e estruturado de Touriga Nacional, Trincadeira e Alicante Bouschet, envelhecido por 12 meses em barricas. Nos aromas frutas negras maduras, tabaco e especiarias. Em boca tem textura sedosa e aveludada, frutas maduras negras. É equilibrado, boa estrutura e acidez. Persistência em boca. Um dos tintos mais complexos que provei no evento e que me encantou pela estrutura e pelos taninos equilibrados.

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Seguimos para o produtor Rola Wines @rola_wines, do Douro, com a querida enóloga Ana Rola a quem já conheço tem algum tempo. Dentre os vinhos degustados, destaque para o Grande Reserva Sousão 2021. Vinho coloração rubi muito intensa e profunda. Nos aromas frutas negras maduras, cereja, ameixa e toques florais delicados de violeta. Em boca é estruturado, com acidez equilibrada e taninos firmes e potentes.

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Chegando no produtor Anselmo Mendes, um mestre quando se trata de vinhos brancos diferenciados e de alta qualidade, principalmente quando se trata da uva Alvarinho. Vinhos importados pela Importadora Decanter @decanter_vinhos

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Eu não poderia deixar de mencionar dois vinhos brancos especialíssimos, da região de Monção, Melgaço e Minho, produzidos por ele: O Curtimenta Alvarinho 2023 o Parcela Ú nica Alvarinho 2022. Dois vinhos que traduzem expressões diferentes sobre a mesma uva. O primeiro com toques minerais e frutas como maça verde e toranja, o segundo com toques cítricos e florais, ervas, além da mineralidade. Vinhos que venho provando ao longo dos anos e que desejo continuar provando, sempre atualizando quanto ás novidades.

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Do grande produtor Quinta da Bacalhôa provei vários vinhos e destaco um branco da Bairrada, o Bacalhôa Bical 2022 Vinhas Velhas 1931 vinho que 60% fermentou e estagiou 12 meses em barricas novas e de 1 ano de carvalho francês e 40% em inox.

Aqui uma ressalva importante: Todos os vinhos da Bacalhôa são de uma regularidade na produção que é bem difícil encontrar defeitos ou “saltos” na qualidade e produção. São corretos e muito bem elaborados.

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Da Menin Wine Company @menindouroestates provei o vinho Menin Grande Reserva Douro 2020. Um tinto proveniente de vinhedos de vinhas velhas misturadas (Field Blend). Os solos da região são de xisto e a altitude varia entre 80 e 350 metros. Coloração vermelho profundo. Nos aromas frutas vermelhas e negras como amora, frutas do bosque, e notas balsâmicas. Em boca é intenso e estruturado, com boa acidez, equilíbrio e elegância.

Finalizando, da Importadora Adega Alentejana @adegaalentejana o vinho do produtor Lavradores de Feitoria @lavradoresdefeitoria

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Provei o branco Meruge Douro Branco 2022 elaborado principalmente com a casta Viosinho, estagia em barricas de carvalho, resultando em um vinho elegante, complexo e com excelente potencial de guarda e o Meruge Douro Tinto 2021. Corte de uvas tradicionais do Douro coma Tinta Roriz, a Touriga Franca e Touriga Nacional.Teor Alcoólico de 14% e maturação por 12 meses em barricas de carvalho francês. Vinho muito fresco e elegante.

Minha vontade seria de continuar escrevendo e descrevendo sobre os vinhos provados, tantos mais, mas não faltará ocasião já que Portugal e Vinhos de Portugal @vinhosdeportugalbr_ já fazem parte da nossa cultura do vinho, presentes em muitos eventos de parceiros, lojistas e importadoras de vinhos.

Até a próxima! Saúde!

 

 

 

 

 

 

 

 

Homenagem Rosé 2024 Costa Boal é uma interpretação emocional e um vinho único em cada safra

logo costa boal

Vinho rosé do Douro é elaborado com identidade própria em seu DNA

António Costa Boal elaborou este rosé sob a batuta do enólogo Paulo Nunes.Homenagem Rosé 2024 foi definido com um rótulo “que não se repete”, chega ao mercado em versão 750 ml, trazendo, além das peculiaridades de sua safra, formato diferente em relação à sua primeira edição, de colheita 2023, lançada em tamanho Magnum (1,5L).A elaboração do vinho não segue uma lógica de produção anual, o Homenagem Rosé é elaborado apenas em anos em que se observam condições ideais para se chegar ao perfil de acidez, frescor e equilíbrio pensado e idealizado para este vinho.

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Na safra 2024, ele foi produzido a partir de uvas de uma única parcela no Douro. António Boal destaca que cada edição deste rótulo resulta de uma leitura muito precisa da vindima.

“Na colheita de dois anos atrás identificamos uma conjugação única de elementos, capaz dar origem a um rosé que pretende ir além da expressão mais imediata da categoria, apostando em uma identidade própria e um perfil mais estruturado”, resume o produtor.

O enólogo Paulo Nunes define o novo Homenagem Rosé como “o melhor rosé já produzido pela Costa Boal”, sublinhando a evolução deste projeto único, cuja próxima edição é uma incógnita.

O rótulo conta com estágio de 6 meses em barricas de carvalho francês. No paladar é sútil e elegante, traz boa acidez, notas de madeira bem incorporada, além de final de intenso e longo, o que o torna bastante gastronômico.

Com tradição que remonta a 1857, a Costa Boal Family Estates extrai o melhor das montanhas escarpadas do Douro, da genuína região de Trás-os-Montes e do Alentejo de Estremoz, para elaborar vinhos excepcionais.

Atualmente liderada por António Boal, herdeiro de uma família de pequenos produtores estabelecidos no Douro há mais de 150 anos, a marca é detentora de vinhas únicas em três das mais importantes regiões vitivinícolas de Portugal.

No Brasil, a importação é da Rota do Azeite e Vinhos (11 2957.2768 e 11 99904.4480).

www.costaboal.com | @costaboalfamilyestates

 

Vinho Crasto Douro harmonizado com hambúrguer caseiro

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Já pensou em harmonizar um belo hambúrguer com vinho tinto?

Nós fizemos isso e ficou sensacional. Claro que demos nosso toque e buscamos ressaltar toda a complexidade do vinho bem como da comida.

O vinho que escolhemos foi o Crasto Douro 2018 da conhecida vinícola portuguesa Quinta do Crasto, do Douro em Portugal.

Já conhecemos toda a linha de vinhos deste produtor e a cada safra nos surpreendemos com a qualidade, cuidado e uniformidade nos produtos.

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Este vinho é um corte das uvas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca o resultado é um belo blend destas castas tão enigmáticas e conhecidas por quem aprecia os vinhos portugueses.

Quanto ao hambúrguer, ele foi feito de forma caseira em um blend de carnes que incluíram fraldinha e acém. Colocamos também um pouco de ervas finas e deixamos o sal para o momento da grelha.

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Após grelhar os dois lados, colocamos duas fatias de queijo Emmental e abafamos. Pronto! Junto com as batatas bravas que também elaboramos ainda fizemos um molho de gorgonzola com requeijão e também tomate cereja e uma folhinha de manjericão. Ficou show!

Mas o melhor de tudo foi o sabor entre um e outro, vinho e hambúrguer. Um composto “dos deuses” eu diria.

O vinho com seu tanino e teor alcoólico combinou com a gordura do queijo e da carne, bem como as ervas com os aromas e sabor do vinho em composição harmônica, deliciosa e sutil!

O hambúrguer é receita nossa, mas o vinho pode ser encontrado nos empórios e mercados e é importado pela Qualipor (www.qualimpor.com.br)

Experimente e seja ousado! Vale a pena!

Saúde!

Ferreira Porto: Referência em qualidade e história

Porto Ferreira

Não há como falar da história da evolução da região Demarcada do Douro sem mencionar o nome da mulher que revolucionou sua época e ajudou a construir uma marca que é referência mundial no mundo dos vinhos.

No dia 26 de março (sábado) fará 120 anos da morte de uma mulher forte, de espirito empreendedor e que amava o que fazia.

Por trás da região do Douro e dos vinhos do Porto, ícones da identidade portuguesa, está

Antónia Adelaide Ferreira – a famosa Dona Antónia. Ferreirinha, como era chamada carinhosamente, que herdou os negócios da família em 1844, aos 33 anos de idade. Mulher de fibra, não se limitou a gerir a herança e fez uso de sua energia e personalidade para expandir os negócios, sempre mantendo o seu carisma natural e a preocupação com o bem-estar dos seus funcionários.

Onde o machismo predominava, Dona Antónia construiu uma das mais colossais fortunas do seu tempo. Fez frente aos ingleses que dominavam o vinho do Porto, recusou títulos, enfrentou pragas naturais devastadoras, construiu e melhorou dezenas de quintas e foi durante anos a maior exportadora do vinho do Porto e sua reputação ficou tanto pelo seu caráter de empresária, como também a de protetora dos mais necessitados, sendo responsável pela construção do Hospital da Régua, sua região natal, e por outras importantes obras sociais.

Em 1988, os seus descendentes decidiram criar o Premio Dona Antónia Adelaide Ferreira que, anualmente, reconhece mulheres portuguesas que, por seu empreendedorismo e habilidades humanas, tenham se destacado por replicar o exemplo de Ferreirinha nos dias atuais, em especial contribuindo para o desenvolvimento econômico, social e cultural de Portugal.

Prêmios Ferreira Porto

 

www.inovini.com.br