Vinhos de baixo teor alcoólico estão mudando a forma de beber no Brasil

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Leves, refrescantes e versáteis, rótulos ganham espaço no calor e revelam uma mudança profunda no comportamento do consumidor brasileiro

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Enquanto o mundo discute saúde, bem-estar e novas formas de consumo, o Brasil começa a refletir essa transformação também na taça. Vinhos de baixo teor alcoólico, antes vistos como produtos de nicho, passam a ocupar um espaço cada vez mais relevante na rotina de consumo, especialmente em períodos de calor e em ocasiões sociais mais informais.

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A tendência acompanha um movimento global. Estudos recentes indicam que mais da metade dos consumidores reduziram a ingestão de álcool nos últimos anos, motivados por escolhas mais conscientes, qualidade de vida e busca por experiências mais equilibradas.

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Esse comportamento impulsiona a expansão da categoria conhecida como low & no alcohol, que cresce de forma consistente no mundo e começa a influenciar diretamente o mercado brasileiro de vinhos.

Segundo a consultoria internacional International Wine & Spirits Research (IWSR), o mercado global de bebidas com baixo ou nenhum teor alcoólico ultrapassou US$13 bilhões em 2023 e segue em trajetória de crescimento. No Brasil, embora o vinho tradicional ainda lidere as vendas, categorias mais leves, como espumantes suaves, vinhos adocicados e rótulos pensados para consumo refrescante ou em drinks, vêm ganhando protagonismo, sobretudo durante o verão.

Para o sommelier Tiago Locatelli da Decanter Vinhos, essa mudança vai além de uma preferência sazonal. “O calor brasileiro pede bebidas mais leves, mas o que estamos vendo é algo mais profundo. Existe uma mudança real na forma como as pessoas querem beber: com mais consciência, mais frequência e menos excesso”, afirma.

Leveza, frescor e versatilidade no copo

Na Decanter Blumenau, rótulos como Bossa Bellini e La Linda Sweets se tornaram exemplos claros dessa nova dinâmica de consumo. Ambos apresentam menor graduação alcoólica, perfil aromático e versatilidade, características que dialogam diretamente com o comportamento do consumidor atual. “O Bellini é um coquetel suave e aromático, ideal para climas quentes, brunches e drinks misturados com frutas frescas. Já o La Linda Sweet é um vinho leve, frutado e com menor graduação alcoólica, que funciona muito bem tanto puro quanto em coquetéis leves”, explica Locatelli.

Segundo Locatelli, esses vinhos não são apenas opções pontuais para o verão. “Eles representam uma mudança cultural. Durante muito tempo, o vinho esteve associado a ocasiões formais e a um teor alcoólico mais elevado. Hoje, o consumidor quer leveza, frescor e liberdade para consumir o vinho de outras formas, sem abrir mão do prazer”.

Essa nova relação com o álcool também amplia o papel do vinho em momentos sociais. “Esses rótulos se encaixam melhor no dia a dia, em encontros ao ar livre, happy hours e até como base para drinks. O vinho deixa de ser exceção e passa a integrar a rotina”, completa o sommelier.

 

Concurso Brasileiro de Cervejas ultrapassa 2,7 mil rótulos inscritos em 175 estilos

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O julgamento da 14ª edição acontece a partir de 28 de fevereiro em Blumenau (SC)

A maior e mais tradicional avaliação técnica de cervejas do mercado brasileiro vai começar.

A premiação acontece no dia 3 de março, data que antecede a abertura do Festival Brasileiro da Cerveja e do Degusta Cervejas do Brasil, eventos com diferentes modelos de consumo que acontecem no Parque Vila Germânica.

Em relação a 2025, o Concurso Brasileiro de Cervejas teve 7,5% a mais de rótulos inscritos. A diversidade também cresceu: aumentou 5,14% o número de estilos contemplados. A ordem dos estilos com maior número de inscritos se manteve em 2025 e 2026. O maior número de cervejas avaliadas será de American IPA, seguida de Catharina Sour, Session IPA e American Lager.

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Três estilos chamam a atenção pelo especial aumento de concorrentes. O número de cervejas inscritas na categoria Gluten Free cresceu 700% entre a 13ª e a 14ª edição. Entre os rótulos competindo pelo destaque em Sem Álcool, houve um crescimento de 9,3%. Outro destaque é para as inscrições em cervejas com maturação em madeiras brasileiras, que cresceram 55%.

Carlo Bressiani, fundador da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) e um dos organizadores do Concurso Brasileiro de Cervejas, comenta que tanto o crescimento no número de estilos quanto os aumentos mais acentuados em categorias específicas são reflexos do mercado em mudança e valorização de terroir e criações.

O corpo de jurados, selecionado pelo Conselho Consultivo é formado por mais de 70 nomes com experiência atestada pelo mercado e qualificação a altura do desafio que é destacar alguns desses rótulos.

A lista com os vencedores das 13 edições anteriores do evento está disponível no site https://bit.ly/concursobrasileirodecervejas-vencedores, na área Galeria dos Campeões. Por lá, é possível conferir os premiados por cervejaria e estilo, além de consultar as melhores cervejarias de cada ano e as melhores cervejas eleitas pelo júri.

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Parceria com o WBA e novo estilo 

Para 2026, o Concurso Brasileiro de Cervejas tem duas novidades. A primeira é a ampliação da parceria com o mais importante concurso global de bebidas, o World Beer Awards (WBA). O número de inscrições com descontos para as cervejas premiadas foi ampliado.

A outra novidade é a inclusão do estilo Manipueira Selvagem entre as avaliadas pelo Concurso. Esta é mais uma inovação do mercado nacional: uma cerveja fermentada a partir da mandioca que, desde 2025, consta nas possibilidades de registro de produto do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Onde provar boa parte das cervejas campeãs

No dia 4 de março, logo depois da premiação do Concurso Brasileiro de Cervejas, a Capital Brasileira da Cerveja recebe dois eventos dedicados aos consumidores da bebida.

O Festival Brasileiro da Cerveja chega à 17º edição, com uma programação que reúne cerca de 40 cervejarias, música e gastronomia. Entre as novidades deste ano está o menu desenvolvido a partir de inspirações internacionais que representam as escolas cervejeiras. Nesta programação, o visitante paga o ingresso e o que for consumir. Mais informações sobre o evento estão nas redes sociais em @festivalbrasileirodacerveja.

Já o Degusta Cervejas do Brasil é focado na diversidade cervejeira nacional: são cerca de 200 cervejarias de todas as regiões do país, cada uma delas com dois estilos servidos simultaneamente. No evento, o valor do ingresso dá direito à degustação livre das 19h às 23h de quais e quantos rótulos quiser. Mais informações estão nas redes sociais em @degusta_cervejasdobrasil.

 

Vinícola abre safra 2026 de vinhos com colheita fora do calendário tradicional no Brasil

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Vinícola Essenza inicia processo de colheita no fim do mês de fevereiro no vinhedo mais alto do mundo, com projeção de até 25 mil litros de vinho e integração entre produção, terroir e enoturismo em Minas Gerais e São Paulo

A Vinícola Essenza inicia, no final deste mês, a colheita de verão que dará origem à safra 2026 de seus vinhos. Realizado em condições específicas de clima e altitude, o processo ocorre em vinhedos com áreas entre 1.200 m e 1.910 metros de altitude, sendo reconhecido como o mais alto do mundo, e integra um modelo adotado por poucas vinícolas no Brasil, que exige planejamento técnico, manejo rigoroso e acompanhamento permanente do ciclo produtivo.

A colheita de verão se diferencia por antecipar etapas do calendário vitivinícola tradicional, concentrado no inverno. Na Vinícola Essenza, esse modelo permite maior controle sobre a maturação das uvas e favorece a preservação das características naturais da fruta. “A colheita de verão exige atenção em todas as fases, porque o clima impõe desafios que só podem ser superados com método e disciplina”, afirma Herbert Sales, produtor e proprietário da vinícola.

A produção da vinícola está distribuída em dois terroirs localizados na Serra da Mantiqueira. No Refúgio Tuiuva, em Maria da Fé (MG), estão concentrados o olival e o vinhedo e, é por lá, que também acontece boa parte do manejo. Instalada a 14 quilômetros de Santo Antonio do Pinhal (SP), funciona a sede da Vinícola Essenza, onde também há áreas de cultivo das uvas além de receber visitantes para experiências que revelam o percurso entre produção e a degustação.

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A combinação entre altitude, amplitude térmica, relevo e manejo influencia diretamente o perfil dos vinhos. “Essa divisão territorial permite diversificar microclimas, solos e regimes de insolação ao longo do ano. O terroir não é apenas um fator geográfico, ele define a identidade do produto e orienta nosso trabalho no campo e na adega”, explica Sales.

A propriedade ocupa cerca de 51 hectares e cultiva as variedades Alvarinho, Sauvignon Blanc, Shiraz, Merlot, Cabernet Franc, Pinot Noir e Chardonnay. As parreiras têm, em média, cinco anos de idade, fase considerada estratégica para o equilíbrio entre produtividade e estrutura dos vinhos. “Estamos em um momento em que os vinhedos começam a expressar com mais clareza o perfil que buscamos”, observa o produtor.

Na safra anterior, a produção da vinícola alcançou aproximadamente 18 mil litros. Para este ciclo, a projeção é acima de 25 mil litros, impulsionada pela expansão das áreas produtivas e pela consolidação dos protocolos de manejo. “Esse crescimento reflete planejamento técnico, investimento em campo e amadurecimento da operação”, afirma Sales.

O desempenho da produção ocorre em um cenário de estabilidade do consumo de vinho no Brasil em 2025, após oscilações registradas nos anos anteriores. Segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o consumo per capita de vinho no Brasil permaneceu próximo de 2 litros por habitante em 2025, ainda abaixo de mercados tradicionais, mas com tendência de recuperação gradual após o pico registrado no período pandêmico.

Para 2026, a expectativa do setor é de retomada moderada, sustentada pelo avanço do enoturismo, pela ampliação da oferta nacional e pelo interesse crescente do consumidor por vinhos de origem identificada.

O processo produtivo da safra 2026 envolve colheita manual, seleção criteriosa dos cachos e vinificação adaptada às características de cada variedade. Os tempos de fermentação e maturação são definidos conforme o perfil pretendido para cada rótulo. “Cada vinho nasce de uma decisão técnica, não de improviso”, ressalta o produtor.

A integração entre produção e turismo também faz parte da estratégia da Vinícola Essenza. No dia 1º de março, a vinícola realizará a Vindima Essenza, evento fechado que permitirá ao público participar da colheita durante uma experiência imersiva, acompanhando etapas do processo no campo e na vinícola.

Ao longo de todo o ciclo produtivo, a Vinícola Essenza estrutura sua atuação a partir da relação entre território, técnica e identidade. A condução dos vinhedos nos dois terroirs da Serra da Mantiqueira, o manejo adaptado à colheita de verão e a valorização das condições naturais da região orientam as decisões estratégicas da propriedade. Esse modelo busca estabelecer uma conexão direta entre o ambiente de produção e o perfil dos vinhos entregues ao mercado, reforçando a proposta de origem controlada e rastreabilidade.

“A colheita de verão, o trabalho nos dois terroirs e o respeito às condições naturais da Mantiqueira formam a base do que entregamos em cada garrafa, porque nosso compromisso é transformar esse território em identidade, não apenas em volume”, conclui Herbert Sales.

Vinhos Premiados
Os vinhos da Vinícola Essenza também conquistaram reconhecimento em competições nacionais e internacionais. Entre as premiações destacadas está o Shiraz Rosé, que recebeu medalhas como Duplo Ouro no Wine of Brasil Awards e outras honrarias em concursos como o International Wine & Spirit Competition e o Decanter World Wine Awards. O rótulo Alvarinho Mantikir foi premiado em eventos como o International Wine Challenge em Londres.

Rotas do Vinho de SP
O espaço integra as Rotas do Vinho de São Paulo – que reúne 66 vinícolas em todo o estado, e se destaca pela estrutura que conecta o público à origem dos produtos, combinando visita técnica, menu harmonizado e loja de produtos regionais.

 

Lidio Carraro eleva o padrão com rebranding da linha Faces

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Novos rótulos trazem elegância e sofisticação para os produtos

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A Lidio Carraro Vinhos Puristas lançou recentemente o rebranding completo da linha Faces, com novo design e reposicionamento estratégico alinhado à evolução institucional da marca.

A atualização reforça a presença do nome Lidio Carraro de forma mais evidente, preservando integralmente a essência, o rigor técnico e a assinatura purista que definem a vinícola.

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A proposta é ampliar e qualificar a presença do vinho brasileiro em múltiplos contextos de consumo e experiências sociais, especialmente em momentos de celebração e descontração. A linha foi pensada para dialogar com o estilo de vida contemporâneo, aproximando o vinho de momentos informais, reforçando a credibilidade e excelência que caracterizam a marca.

Os rótulos entregam identidade com consistência qualitativa e são apropriados para serem apreciados em encontros despretensiosos e celebrações informais, como em um churrasco entre amigos, uma confraternização após o trabalho, um momento a sós ou em boa companhia na piscina ou na beira da praia.

A linha Faces carrega um histórico marcante. Durante a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, foi eleita pela FIFA como o vinho oficial do mundial. Na ocasião, pude provar os rótulos da Lidio Carraro, no estande da marca na feira Expovinis daquele ano. Os vinhos também foram apreciados por delegações de diversos países, reforçando o posicionamento da vinícola boutique como uma das principais referências do vinho no Brasil e nos principais mercados internacionais.

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Agora, doze anos depois e novamente em um ano de Copa do Mundo, a Lidio Carraro aposta em resgatar esse legado, reposicionando a linha Faces como um vinho versátil e conectado a momentos de celebração. A ideia é que o rótulo volte a simbolizar encontros, conquistas e experiências compartilhadas, dentro e fora do universo do futebol.

Desde o início do mês, a campanha de rebranding da linha tem investido em narrativas visuais e personagens que exploram o consumo do vinho em situações da vida real, sob uma perspectiva aspiracional. Entre os exemplos estão cenas de lazer, encontros ao ar livre, momentos de descanso, sempre com autenticidade e acompanhados por espumantes e vinhos da linha Faces.

A proposta dos rótulos Faces também passa por um convite a pausa e reafirma um princípio da marca – de que a melhor expressão é ser você. A ideia é observar a vida por outro ângulo ao abrir um vinho e servir uma taça, desacelerar a rotina, sair do automático, deixar a correria de lado e reconectar-se consigo mesmo.

A nova linha Faces está disponível nos rótulos Chardonnay, Pinot Noir Rosé, Merlot, Brut Rosé, Brut e Moscatel, à venda nos melhores empórios e restaurantes do Brasil e no e-commerce oficial da vinícola, em https://loja.lidiocarraro.com