Suzuki le: Da culinária familiar japonesa para a cozinha contemporânea, muito além do sushi

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Com nova seção de iguarias e menu executivo, restaurante na Aclimação amplia a experiência em torno de uma cozinha japonesa afetiva, sazonal e autoral

O Suzuki Ie começou como um espaço enxuto, inspirado na atmosfera dos izakayas japoneses (tradicionais botecos ou “oubs” japoneses), e rapidamente se transformou em um dos endereços mais autênticos da culinária japonesa em São Paulo. Impulsionado pelo sucesso e pela crescente demanda, o restaurante localizado na Aclimação foi ampliado, marcando uma nova fase da casa sem abrir mão de sua essência intimista, afetiva e familiar.

“Em uma cidade como São Paulo, onde a culinária nipônica ainda é amplamente associada a sushis e rodízios, nossa proposta é construir uma nova relação com a cultura e o paladar do país dos meus antepassados. Além da ampliação da casa para atender a uma demanda crescente, outra novidade é o lançamento da nossa seção de iguarias, com o intuito de ampliar o repertório do público e destacar a essência da cozinha japonesa tradicional, que tem como características intrínsecas a sazonalidade e uma profunda conexão com a memória”, explica o chef Suzuki.

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A nova seção traz ao menu uma curadoria de cortes e preparos mais raros e valorizados, como o niguiri de unagui, preparado com enguia, o gunkan de ikura, feito com ovas de salmão, além do otoro, uma das partes mais nobres e macias do atum, e do iwashi, peixe tradicionalmente apreciado na culinária japonesa. As iguarias reforçam a proposta de uma cozinha que valoriza a matéria-prima, a técnica e a memória, aproximando o público de sabores menos óbvios dentro do repertório japonês.

Outra novidade recente é o lançamento do menu executivo do Suzuki Ie, apresentado na última semana. Com valor convidativo de R$ 49,90, a opção amplia o acesso à experiência da casa durante o almoço, mantendo a proposta de pratos completos, bem executados e conectados à identidade do restaurante.

As novidades se somam a preparos que já se tornaram favoritos do público, como os domburis de pancetta no kimchi e de anchova grelhada, que podem acompanhar missoshiro, tempurá e salada, além das porções, combinados e demais opções que traduzem a diversidade do cardápio.

Mais do que uma ampliação de espaço ou de menu, a nova fase do Suzuki Ie fortalece a assinatura do chef e a identidade da casa. O restaurante ocupa uma antiga residência da família, transformando o ambiente em uma extensão simbólica da proposta: uma casa que acolhe, compartilha histórias e celebra a tradição japonesa a partir de uma leitura contemporânea.

À frente da casa está o casal de sócios Gláucia Bollella, que continua como chef do ArtFusão, e o chef Suzuki, que imprime uma presença capaz de romper estereótipos associados à culinária japonesa tradicional. Coberto por tatuagens e com uma trajetória de vida repleta de aventuras, sua personalidade se reflete diretamente na cozinha. Sua abordagem combina intensidade, disciplina e espiritualidade, resultando em pratos que equilibram técnica apurada e expressão pessoal. Longe da figura clássica do itamae silencioso (Designa o chef de cozinha ou sushiman, significando literalmente “em frente à tábua” – de corte), ele transforma sua essência em linguagem gastronômica, trazendo autenticidade e uma assinatura única a cada criação do menu.

No Suzuki Ie, essa assinatura aparece em uma cozinha que respeita a tradição, mas não se limita a ela. A memória familiar, a sazonalidade dos ingredientes e a liberdade autoral se encontram em uma experiência que aproxima o público de uma culinária japonesa menos óbvia, mais íntima e profundamente conectada à história da casa.

“O Suzuki Ie dialoga com um público crescente que busca autenticidade, curadoria e conexão emocional com a comida, uma tendência clara na evolução da gastronomia contemporânea”, conta Gláucia.

SERVIÇO

Suzuki Ie
Rua Paulo Orozimbo, 1.121, Aclimação, São Paulo
Quarta a sábado: 12h às 15h30 e 19h às 22h
Domingo: 12h às 16h
Não há reservas, o atendimento é por ordem de chegada.

 

Degustação de vinhos Chono do Chile, promovida pela Importadora Wine Brands

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Apresentados rótulos da linha Reserva e linha Single Vineyard

Estive em um dos parceiros da Importadora Wine Brands, na Fatto Delicatessen, localizada na Vila Nova Conceição para degustação de seis vinhos desta vinícola do Chile.

Reunindo jornalistas e formadores de opinião, a degustação descontraída trouxe também comidinhas, embutidos e pães para harmonizar.

A vinícola Chono é um projeto que nasceu em 2004, responsabilidade do enólogo chileno Álvaro Espinoza que destaca a origem e a qualidade dos vinhos, buscando um terroir de excelência que permita elaborar vinhos especiais e de qualidade.

Chono é o nome de um povo que vivia no arquipélago de mesmo nome, nos fiordes da Patagônia chilena.

Os vinhos provados foram os seguintes:

– Chono Dalca Estate Series Chardonnay 2024. Um branco de cor amarelo brilhante com reflexos dourados. No nariz aromas de abacaxi e pêssego com leve toque floral. Em boca é refrescante com acidez equilibrada. Faixa de preço R$ 76,00. Teor alcoólico 13%. Um dos vinhos que mais gostei da degustação com excelente custo X benefício.

– Chono Nomades Estate Reserva Carmenérè 2023. Um vinho de coloração rubi com reflexos violáceos. No nariz cereja e morango maduros. Em boca é frutado com notas de especiarias.Faixa de preço R$ 97,00. Teor alcoólico de 14%.

– Chono Nomades Estate Reserva Cabernet Sauvignon 2024. Do Valle de Colchagua. Um vinho de coloração vermelho intensa e profunda. Nos aromas de morango e mirtilo. Em boca tem corpo médio, integrado e sedoso. Faixa de preço R$ 97,00. Teor alcoólico de 13,5%.

– Chono Single Vineyard Carmenéré 2022. Um vinho de coloração vermelho intenso e profundo. No nariz frutas vermelhas frescas como ameixa, morango e amoras. Um toque de pimentão verde e especiarias. Em boca boa estrutura e equilíbrio. Preço sugerido de R$ 143,00. Teor alcoólico de 14,5%,

Chono Single Vineyard Cabernet Sauvignon 2021. Um vinho de coloração rubi. Notas aromáticas de cereja, ameixa e um toque de alcaçuz. Em boca revela mais estrutura tânica e corpo. Preço sugerido de R$ 143,00. Teor alcoólico de 14%.

Chono Single Vineyard Syrah 2021. Um vinho de coloração vermelho intenso. No nariz toques florais, frutas negras com toque picante e defumado. Em boca é aveludado, complexo e persistente. Vinho que estagiou por 12 meses em barricas de carvalho.

Foi o vinho que mais gostei na linha dos tintos. Preço sugerido de R$ 143,00. Teor alcoólico de 13,5%.

As comidinhas foram deliciosas e complementaram a experiência.

Wine Brands

Maiores informações: https://sites.winebrands.com.br/chono-wines/

 

Produção de Scotch Whisky: conheça a diferença entre o envelhecimento em duas e quatro etapas

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Da transformação do destilado na madeira às técnicas avançadas de maturação, como o método de envelhecimento define a complexidade e a suavidade do Scotch whisky

O mês de maio é o mês em que se comemora o mês do whisky, um destilado complexo e cheio de tradição. O envelhecimento (ou maturação) de um whisky é o processo onde o destilado sem sabor, conhecido como “new make spirit”, interage quimicamente com a madeira do barril.

É por meio dessa troca que a bebida adquire cor, aromas, suavidade e complexidade. Ao sair do alambique, o destilado é transparente e ríspido, tornando-se whisky apenas após anos de descanso na madeira.

Na indústria, diferentes marcas e tradições estabelecem seus diferenciais precisamente nessa etapa. Essas assinaturas exclusivas podem ser determinadas pelo tipo de grão utilizado no blend, pela escolha do barril ou pelos processos de destilação e filtragem.

No segmento de Scotch whiskies, a destilaria Dewar’s se destaca por aplicar processos de maturação especializados em seu portfólio, utilizando o envelhecimento em múltiplas etapas como seu principal diferencial.

O envelhecimento em duas etapas

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Segundo explica a Master Blender, Stephanie Macleod, esta técnica visa o aprimoramento do conjunto após a mistura inicial.

Os whiskies passam pelo período inicial de envelhecimento e, na sequência, são misturados (blended). Após essa combinação, o líquido não vai direto para a garrafa, como tradicionalmente acontece: ele é devolvido à barris de carvalho para passar por uma maturação adicional. Esse segundo estágio na madeira é realizado com o propósito específico de alcançar uma integração mais profunda entre os whiskies que compõem o lote.

O envelhecimento em quatro etapas

Considerado um processo pioneiro e o primeiro de seu tipo na indústria do whisky, este método é restrito à linha de alto padrão da destilaria, a Double Double Collection (que engloba whiskies Dewar’s com 21, 27, 32 anos e acima).

O sistema também foi desenvolvido por Stephanie Macleod e funciona de forma segmentada em quatro fases distintas:

  • As fases iniciais:Os whiskies de malte (single malts) e os whiskies de grãos são envelhecidos separadamente em seus respectivos barris.
  • Mistura por tipo: Os whiskies são retirados e misturados estritamente por categoria (maltes com maltes, grãos com grãos) e retornam ao barril para uma nova etapa de maturação.
  • Unificação do Blended Scotch: Os dois grupos são finalmente combinados, gerando o Blended Scotch, que é colocado novamente em repouso.
  • Finalização expressiva: O lote passa por um acabamento final em barris cuidadosamente selecionados, utilizando madeiras que antes armazenavam vinhos Oloroso, Pedro Ximénez ou Madeira.

Conforme destaca a especialista, a finalidade dessa engenharia de quatro etapas é criar um produto final com níveis excepcionais de integração, equilíbrio e complexidade de sabores.

A construção do legado de blending

O desenvolvimento dessas técnicas acompanha a expansão histórica da marca. John Alexander Dewar, filho do fundador John Dewar, absorveu a arte de misturar whiskies diretamente com o pai. Atualmente, a responsabilidade técnica está com Stephanie Macleod, que assumiu como sétima Master Blender da marca em 2006. Eleita seis vezes a Melhor Master Blender do Mundo, ela supervisiona desde os whiskies com duplo envelhecimento até edições limitadas focadas em novas finalizações de barris e técnicas de maturação.

Sobre a Dewar’s

Fundada em 1846 na Escócia, a Dewar’s cresceu de uma pequena loja de vinhos e destilados para se tornar uma das maiores marcas de whisky escocês do mundo. Reconhecida como o whisky escocês blended mais premiado globalmente, a marca faz parte do portfólio da Bacardi Limited. Seu portfólio inclui rótulos das linhas premium e de luxo, com expressões como Dewar’s 12, 15 e 18 anos, e raridades como Dewar’s 21 e 38 anos. A Dewar’s é conhecida por sua técnica exclusiva de duplo envelhecimento, que garante suavidade e complexidade ao sabor.

Sobre o Grupo Bacardi

Fundada por Don Facundo Bacardí Massó, em Santiago de Cuba no ano de 1862, a Bacardi está na sua sétima geração da família a comandar a empresa. Com presença em mais de 170 países, o portfólio da Bacardi reúne mais de 200 marcas e rótulos, incluindo o rum BACARDÍ®, a tequila PATRÓN®, a vodka GREY GOOSE®, o blended whisky escocês DEWAR’S®, o gin BOMBAY SAPPHIRE® e os vermutes e espumantes MARTINI®.

 

Homenagem Rosé 2024 Costa Boal é uma interpretação emocional e um vinho único em cada safra

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Vinho rosé do Douro é elaborado com identidade própria em seu DNA

António Costa Boal elaborou este rosé sob a batuta do enólogo Paulo Nunes.Homenagem Rosé 2024 foi definido com um rótulo “que não se repete”, chega ao mercado em versão 750 ml, trazendo, além das peculiaridades de sua safra, formato diferente em relação à sua primeira edição, de colheita 2023, lançada em tamanho Magnum (1,5L).A elaboração do vinho não segue uma lógica de produção anual, o Homenagem Rosé é elaborado apenas em anos em que se observam condições ideais para se chegar ao perfil de acidez, frescor e equilíbrio pensado e idealizado para este vinho.

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Na safra 2024, ele foi produzido a partir de uvas de uma única parcela no Douro. António Boal destaca que cada edição deste rótulo resulta de uma leitura muito precisa da vindima.

“Na colheita de dois anos atrás identificamos uma conjugação única de elementos, capaz dar origem a um rosé que pretende ir além da expressão mais imediata da categoria, apostando em uma identidade própria e um perfil mais estruturado”, resume o produtor.

O enólogo Paulo Nunes define o novo Homenagem Rosé como “o melhor rosé já produzido pela Costa Boal”, sublinhando a evolução deste projeto único, cuja próxima edição é uma incógnita.

O rótulo conta com estágio de 6 meses em barricas de carvalho francês. No paladar é sútil e elegante, traz boa acidez, notas de madeira bem incorporada, além de final de intenso e longo, o que o torna bastante gastronômico.

Com tradição que remonta a 1857, a Costa Boal Family Estates extrai o melhor das montanhas escarpadas do Douro, da genuína região de Trás-os-Montes e do Alentejo de Estremoz, para elaborar vinhos excepcionais.

Atualmente liderada por António Boal, herdeiro de uma família de pequenos produtores estabelecidos no Douro há mais de 150 anos, a marca é detentora de vinhas únicas em três das mais importantes regiões vitivinícolas de Portugal.

No Brasil, a importação é da Rota do Azeite e Vinhos (11 2957.2768 e 11 99904.4480).

www.costaboal.com | @costaboalfamilyestates