Grand Cru promoveu Wine Dinner com vinhos da Pizzorno do Uruguai

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Jantar no Paparoto Cuisine reuniu convidados e jornalistas

Pizzorno

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Estive na sexta da semana passada no Paparoto para encontrar o Francisco Pizzorno, da Vinícola Pizzorno do Uruguai e provar alguns dos seus vinhos harmonizados com s pratos do Paparoto.

Em sala ampla e privada dentro do restaurante, fui recebido pelo pessoal da Grand Cru e pude provar logo na entrada, um rose maravilhoso que acompanhou em seguida as entradas e a salada.

A experiência foi completa, das entradas a sobremesa e o café.

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O primeiro vinho foi o Pizzorno Mayúsculas Rose, de Canelones, Uruguai. Vinho corte das uvas Pinot Noir e Malbec. Os vinhedos sofrem influência pela proximidade ao Rio da prata, o solo é limo-argiloso.

Vinho com coloração rosa pálido com reflexos salmão. No nariz notas de frutas vermelhas frescas, um toque cítrico e flores brancas. Em boca é refrescante, leve e com acidez bem equilibrada, bem seco é agradável e fácil de beber. Harmonizou com o presunto cru perfeitamente, que foi servido de entrada.

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Em seguida um branco, o Pizzorno Reserva Albariño, também de Canelones. Uvas provenientes do vinhedo Don José, vinhedo novo com condução de espaldeira. O vinho amadurece em barricas de carvalho francês novas, por 3 meses.

A coloração é de um amarelo-palha, com notas cítricas no nariz e um floral bastante expressivo. Em boca um toque salino, refrescante, vibrante mineral. Com boa acidez tem final longo e apresenta também uma maça verde, notas de lima, revelando toda a sua complexidade e untuosidade.

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Harmonizou com uma salada deliciosa com figos, nozes e queijo de cabra, deliciosa!

No meio da degustação uma surpresa, o vinho Pizzorno Tannat de maceração carbônica, um vinho desta uva “encorpada” mas feito de forma leve e descontraída.

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Por último o Pizzorno ReservaTannat,de Canelones. Proveniente de vinhedos de 23 anos, este vinho tem condução do vinhedo por Lyra. Amadurece por 12 meses em barricas de carvalho americano. De coloração vermelho-rubi com reflexos violáceos, apresenta no nariz notas de frutos de bosque, tabaco, charuto e especiarias.

Apresenta um volume de boca marcante e equilibrado. Os taninos são maduros e o final persistente.

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Harmonizou com a carne de cordeiro assada bem macia, escoltada por uma massa bem levinha e o molho do cozimento da carne.

No final do jantar um delicioso Creme Brülée com panettone e café.

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Sobre o produtor

Pizzorno Family Estates é um nome forte e emblemático desta conceituada Bodega do Uruguai. Em sua quarta geração, tem como seu líder, Carlos Pizzorno, pai do Francisco Pizzorno que nos recebeu. Uma propriedade de mais de um século de existência e histórias.

O respeito pela natureza e a busca constante por inovação, são os conceitos que orientam a família e sua adequação aos tempos atuais globalizados.

Sobre a Grand Cru

Fundada em 1998, a Grand Cru é a maior importador e varejista de vinhos finos da América Latina. Com mais de 1300 rótulos em seu portfólio, de diferentes terroirs do mundo. Se destaca pela curadoria criteriosa, alta qualidade dos seus produtos, oferecendo uma experiência única aos seus clientes, consumidores e amantes do vinho.

Wines of Uruguai: Tannat no coração, diversidade na taça

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Que a uva Tannat é a uva ícone do Uruguai isto todos sabem. Uva mais plantada no país (50% do território) e que se adaptou perfeitamente ao clima e cultura, é a casta emblemática mais utilizada, seja um varietal, sejam nos blends.

Porém hoje mais moderna, adaptada a uma diversidade de vinhos que evoluíram na elaboração, com profissionais preparados e tecnologia de ponta, desponta como uma promessa já consagrada de vinhos bem elaborados, provados e aprovados em cada degustação, em cada taça.

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Na verdade a Tannat não é mais a mesma. O estilo mudou e com ele veio maior complexidade, mais leveza, mais fruta e mais consumidores.

Aquela madeira pesada, os vinhos encorpados e que “amarravam”, vinhos duros, deram lugar a vinhos equilibrados, elegantes e de grande longevidade e guarda.

Outros mais frutados, leves e de consumo rápido vieram nos dar a fruta marcante (Um novo horizonte), a leveza e caíram no gosto popular.

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Mas em se tratando de Uruguai, a modernidade se expandiu ainda mais.

Vieram os blends com a Tannat, vieram os monocastas de uvas jamais pensadas. E entre brancos, rosés e espumantes o portfólio do país cresceu, encantou e continua surpreendendo, posso afirmar.

Não faltam exemplos em vinhos e produtores, cada um buscando seu estilo, o mercado internacional, caracterizados pelo seu terroir, sua história, suas origens preservadas com modernidade.

Basta ver alguns produtores, os desafios que assumiram, a bandeira que levantaram da diversidade, da procura, do risco de testar e acreditar no novo.

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E toda esta busca se reflete em números. Com um crescimento em 2017 de 30% no Brasil em relação a 2016, os recordes nas vendas continuam acontecendo, prova que o vinho uruguaio veio para ficar. Claro, a Tannat “moderna” é o carro chefe das exportações , mas rótulos com as uvas Merlot, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc, Chardonnay e tantas outras vêm crescendoe caindo no gosto popular.

Como profissional da área não posso deixar de mencionar os inúmeros contatos que tive com os produtores, tanto no dia do Masterclass e prova de vinhos, como no dia anterior em evento para influencers.

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Empresas como a Bracco Bosca, Garzón, Carrau, Pizzorno, Cerro Chapeu, Marichal, Finca Narbona, Pisano Família Deicas, De Lucca, Artesana, Bouza, Casa Grande Arte e Vinha, El Capricho, Viña Edén, Viña Progresso, nossa, são tantas que me desculpo por esquecer de alguém e com certeza em outra ocasião detalharei cada uma delas.

Mas o mais importante é pensar que o vinho uruguaio hoje é moderno, intenso e complexo, e o mais legal de tudo, inovador!

Saúde!

 

Narbona é a expressão de qualidade dos vinhos do Uruguai

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Já faz algum tempo que venho percebendo o ganho de qualidade nos vinhos do Uruguai. Mas quando se fala do produtor Narbona a coisa fica mais séria e muito interessante.

Bodega de grande importância no Uruguai, a Narbona é hoje referência quando se fala em vinhos deste país.

A evolução de seus experimentos com novas castas, blends e “terroir”, pode ser percebida em cada vinho, em cada taça, nos aromas e no paladar.

Neste caso, estive em almoço oferecido pela Importadora De Vinum, que reuniu os vinhos da bodega e a harmonização com pratos específicos especialmente elaborados para a ocasião no restaurante El Tranvia.

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Presentes Fabiana Bracco, gerente de exportação e Valéria Ciolá, enóloga da vinícola.

Provamos seis vinhos e abaixo descrevo alguns deles:

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– Puerto Carmelo  Sauvignon Blanc 2015: Um vinho com um caráter “francês”. Bem mineral, aromático e com uma diferenciação nos aromas que “puxa” para algo ligeiramente salgado e também toque de ervas. Boa acidez, elegante, jovem e fresco. 12,5% de álcool e na faixa de R$ 56,00.

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– Narbona Tannat Rosé 2013: Um rosé feito com 100% da uva Tannat que permanece 2 horas em contato com as cascas. Fermenta em barricas de carvalho francês e americano de segundo uso.

Cor vermelho/cereja. Nos aromas cerejas e framboesa com leve toque de madeira.

Em boca tem boa acidez, persistência e é muito agradável.

Bom para harmonizar com carnes leves. 13,5% de álcool e faixa de preço R$ 80,80.

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– Narbona Pinot Noir 2013: Um vinho fresco, sem amargor. Vinho que conheci o ano passado na degustação dos vinhos do Uruguai. É elegante, sem amargor final algum (coisa que encontro em muitos Pinots do novo mundo). Tem boa acidez, taninos leves e macios.

São produzidas 8000 garrafas/ano. Neste vinho são utilizados dois clones distintos, um deles para dar mais cor e o outro mais aromas e estrutura. Passa oito meses em barricas de carvalho, mas a sutileza do vinho é simplesmente incrível.

No nariz frutas vermelhas e também já revela toda o seu frescor. Em boca o final é persistente e intenso. Muito delicado!

Antes de citar os outros vinhos, no almoço e nas conversas tivemos a informação de novos projetos, envolvendo uvas como a Sangiovese, Syrah, Viognier e também um cruzamento de Chardonnay com Cabernet Franc. Esperamos novidades!

Seguimos com os outros vinhos:

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– Narbona Blend 001 2013: Com 13,5% de álcool, este vinho é sem dúvida uma das grandes surpresas da vinícola. O total de produção varia mais ou menos em torno de 7000/8000 garrafas ao ano.

Um vinho cujas castas não são reveladas, mas que comprovadamente sabemos ter Cabernet Franc, Tannat (obviamente), Syrah… e… não sabemos ao certo a quarta casta.

É um vinho completo e complexo. Tem ótima estrutura em boca, seus aromas remetem algo herbáceo, além da fruta e do toque de especiarias.

Preço referência: R$ 92,00

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– Luz de Luna Tannat 2011: Um vinho de intensidade e volume. Frutas vermelhas, taninos sedosos, paladar vibrante e com ótimo volume em boca. Faixa de preço R$ 246,00. Um vinho de guarda, sem dúvida!

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Para finalizar, provamos um vinho ainda sem rótulo, um experimento, um blend das safras 2010/11/12 com um toque no nariz de mentol e leve doçura em boca. Passagem por 19 meses em carvalho. Um show!

Temos que elogiar o empenho, dedicação e calorosa amizade das “meninas” da Narbona, Fabiana Bracco e Valéria. A alegria e o entusiasmo que têm para com os vinhos e o mercado. É de alegrar qualquer apaixonado por vinhos e pelo Uruguai e suas emblemáticas criações.

Saúde!