Wine Lovers apresenta d`Alessandro, produtor de expressão da Sicília

Estas últimas duas semanas foram bem corridas e agitadas. O mês de abril tem tido uma sequência grande de degustações e eventos, e para os próximos dez dias não será diferente

Na terça feira, (09/04) a Wine Lovers promoveu encontro com o produtor dos vinhos Giacomo d`Alessandro no Inomminato Osteria. Presentes pessoas ligadas ao mundo dos vinhos, jornalistas, blogueiros e representantes de entidades ligadas ao mundo dos vinhos.

Giacomo d’Alessandro é o fundador e proprietário da d`Alessandro Winery, localizada perto de Agrigento, na Sicília. Apesar das terras, da vinícola e dos vinhedos estarem na família desde 1820, só em 2006 é que Giacomo abriu a sua adega familiar.

Seu mais recente empreendimento empresarial é d’Alessandro Vinhos, uma adega tecnologicamente avançada, que mescla a história da família e da ligação à terra com modernas práticas ecológicas ao fazer vinhos de uvas autóctones da Sicília.

Giacomo vive em Roma, mas viaja frequentemente para a casa da família em Agrigento para supervisionar o desenvolvimento e expansão da vinícola. Quando não está na Sicília ou em Roma, Giacomo pode ser encontrado viajando pelo mundo promovendo Vinhos D’Alessandro., como neste caso, no Brasil, junto a Wine Lovers.

Foram apresentados e degustados cinco vinhos, sendo três brancos e dois tintos, que seguiram harmonizados com cada prato, reforçando a identidade de cada um e valorizando suas características.

A D`Alessandro é a única vinícola em Agrigento, sendo suas terras voltadas  para o mar.

Trabalha exclusivamente com uvas indígenas e usa muito pouco, barricas de carvalho. Na verdade, só as usa no vinho Nero d’Avola Syrah, que na primeira safra já ganhou vários prêmios, buscando  com isso toda a expressão da fruta, e obtendo resultados.

Abaixo os vinhos degustados na noite:

– d´Alessandro Inzolia Sicilia 2010: Uva 100% Inzolia, com teor alcoólico de 12%. Muito fresco e mineral, não é barricado, possui boa acidez e leveza. Bom para acompanhar peixes, grelhados e sushis. Faixa de preço R$ 39,00.

– d´Alessandro Catarratto Sicilia 2010: Uva 100% Catarrato, com teor alcoólico de 13%. Médio corpo, sem barrica. Mais complexo que o anterior. Faixa de preço R$ 69,00.

– d´Alessandro Grillo Sicilia 2010: Uva 100% Grillo, com teor alcoólico de 13%. Aromas de defumado, tabaco, mineralidade, mesmo sem ter barrica. Harmoniza muito bem com peixes e mariscos. Faixa de preço R$ 69,00.

– d´Alessandro Nero D´Avola Sicilia 2009: Uva 100% Nero D`Avola. Teor alcoólico de 13%. Não é filtrado, bons aromas e boa complexidade. Na boca ameixa preta, uva passa e “doçura”. Não passa por madeira. Faixa de preço R$ 39,00.

 

– d´Alessandro Nero D´Avola Syrah Sicilia 2008: Uvas 35% Syrah e 65% Nero D`Avola. Com teor alcoólico de 14%. Vinho que passa 6 meses em barricas de carvalho francesas. Aromas de mato cortado, na boca grande complexidade e sensação de uvas passas. Na faixa de R$ 75,00.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Chianti bem feito e como deve ser feito: Badia a Coltibuono

A Mistral mais uma vez brindou nosso paladar oferecendo degustação do produtor Badia a Coltbuono no Cantaloup, nesta terça feira última, 26/07.

Além de um passeio virtual pelas terras da região, conduzido pelas palavras de Emanuela Stucchi Prinetti, proprietária, pudemos provar alguns vinhos muito bem elaborados e com a característica clássica, que torna o Chianti, um dos mais elegantes e refinados da Itália.

A propriedade foi fundada em 1051 e adquirida em 1846 pela família. De lá para cá, os vinhos vêm sendo elaborados buscando sempre extrair o melhor, em cada safra e em cada exemplar. Infelizmente, só há amostras á partir do ano de 1947, em função da guerra, onde os vinhos foram “tomados” pelos alemães.

A família

Mesmo assim, consegue-se perceber a evolução do vinho e das formas como são elaborados.

Hoje, com toda a experiência de Emanuela e sua família, se consegue encontrar um equilíbrio entre o passado, o presente e uma visão de futuro muito focada.

Os vinhos começaram a ser produzidos de forma orgânica, á partir do ano 2000. Seus Chiantis Clássicos são envelhecidos em grandes tonéis de madeira, o que confere a característica própria e particular.

O que pode realmente ser ressaltado, é a qualidade dos seus vinhos, a elegância e até mesmo a leveza. Vinhos gastronômicos, muito fáceis de beber.

As uvas são pré-selecionadas manualmente e toda a produção é altamente controlada.

Os vinhos

Abaixo os vinhos que foram degustados:

– Sangiovese Cancelli 2009: 70% Sangiovese e 30% Syrah. Um vinho de excelente custo X benefício (na faixa de R$ 49,50). Leve nos aromas e no paladar. Ideal para uma pizza. Boa acidez e um pequeno aroma de “couro”. 12,5% de álcool.

– Chianti Cetamura 2009: 90% Sangiovese e 10% Canaiolo. Mais complexo que o vinho anterior, com um leve aroma “doce”. Preço aproximado R$ 58,50. Elaborado com uvas de diversas regiões de Chianti. 12,5% de álcool.

– Chianti Classico Badia a Coltibuono 2008: 90% Sangiovese e 10% Canaiolo. Um vinho ícone da região. Agricultura biológica (orgânica), aroma leve de uva passa (adocicado), elegante, bom equilíbrio na fruta e nos aromas, 14% de álcool, e segundo as palavras da Emanuela: “Tipicamente clássico”. Faixa de preço: R$ 91,00.

– Chianti Classico Riserva 2006: 100% Sangiovese. Na minha opinião, o melhor vinho degustado, talvez por ser feito exclusivamente de Sangiovese, uma das minhas uvas preferidas. Permanece dois anos em tonéis de carvalho austríaco o que confere grande complexidade. Equilibrado, grande persistência e acidez, aromas finos e delicados. Na boca um vinho “vivo” e elegante. Faixa de preço: R$ 143,00. Graduação alcoólica de 14,5% nada percebida.

– Vin Santo 2004: Elaborado com 50% de uvas Trebbiano e 50% de Malvasia. Um vinho “passificado” como é a sua característica. Com 16,5% de teor alcoólico. Sofisticado, não tão doce como alguns que se encontra no mercado. Recomenda-se a harmonização com doces com menor grau de doçura, para não sacrificar seus aromas e o paladar. Faixa de preço: R$ 159,00.

 Link do produtor: http://www.coltibuono.com/

Salame, embutidos e vinhos: Paixões italianas

Hoje vou falar um pouco de duas grandes paixões italianas: Vinhos e Salame.

Juntos resultam em um dos mais autênticos e inovadores produtos da antiguidade e do mundo atual.

Experimentar um Chianti, um Pinot Grigio ou um rosé com um salame, é poder se deliciar com a profusão de aromas, gostos e segredos inconfundíveis desta inusitada combinação. Que também pode vir acompanhada de um leve queijo fresco e torradas.

O salame é um embutido de origem italiana, o nome é derivado do verbo italiano: salare, que significa salgar.

Historicamente, o salame está associado aos camponeses italianos, como um produto de carne que podia ser armazenado à temperatura ambiente, por períodos de até um ano, constituindo um suplemento ao fornecimento escasso ou inconstante de carne fresca, em épocas mais remotas. 

Um salame tradicional é feito de uma mistura de ingredientes que pode incluir os seguintes:

– Carne de bovino ou de suíno cortada em pedaços; as versões industriais podem incluir carne de frango ou corações de bovino

Vinho

Sal

– Ervas aromáticas e especiarias diversas

A mistura crua fermenta durante um dia, para depois ser introduzida numa tripa comestível ou artificial, de papel, e pendurada para ser curada.

Embutidos

Na Itália, existem diversas variedades de salames. Em outros países, existem também outras variações. Em Portugal, existe inclusivamente o salame de chocolate.

Nos últimos anos, é crescente o número de produtos alimentícios com a denominação DOP (Denominação de Origem Protegida), em vez da DOC (Denominação de Origem Controlada). A DOP é conferida pela União Européia, no entando, a DOC se mantém como uma certificação válida.

Se buscarmos ao redor da Itália, veremos que cada região apresenta seus “embutidos” de maneira peculiar e própria, concedendo a tipicidade local, e formando apreciadores em todo o mundo.

E claro, com os vinhos não poderia ser diferente. Encontramos, por exemplo, vinhos com características bem definidas em solos diversificados, como os vinhos das encostas do Vesúvio, ou na Sicília. As temperaturas oscilam de local para local, a névoa recobre os vales, a altitude da um toque de frescor aos vinhos, que deixam suas marcas, principalmente nas típicas castas italianas e conjunção com as francesas.

Vinhos...

Falar de um Valpolicella, de um Chianti, de um Amarone ou dos Proseccos, é mergulhar em um vasto mundo de aromas e sensações intermináveis na profusão de regiões consagradas produtoras de vinhos da Itália.

Itália, ou “Enotria”, “Terra do vinho”…