Viña Ventisquero: 5ª posição no ranking de vinícolas chilenas no Brasil

Ventisquero

Exportações da vinícola para o Brasil cresceram 53% * 28 vinhos da Ventisquero conquistam mais de 90 pontos no guia assinado pelo especialista Patricio Tapia

Presente no Brasil há mais de uma década, a premiada Viña Ventisquero fechou 2014 ocupando a 5ª posição no ranking de vinícolas chilenas no nosso mercado, onde registrou aumento de 53% nas exportações. É o primeiro ano que o grupo ultrapassa o número de 100 mil caixas de vinhos exportadas para o país, o que representa mais de um milhão e duzentas mil garrafas.

O resultado demonstra a solidez e consistência dos rótulos Ventisquero, uma ampla variedade de produtos de alta qualidade, divididos entre as marcas Ventisquero, Ramirana e Tara, que cobrem diversas faixas de preços, com vinhos mais acessíveis e outros de alta gama, assinados pelo enólogo-chefe Felipe Tosso.

Os vinhos Ventisquero têm ênfase na excelência. Inovadores, diferenciados e “com caráter”, convidam a compartilhar e celebrar junto a rótulos top e exemplares para quem está começando a se aventurar no mundo do vinho. É o caso das linhas Reserva e Tantehue, com vinhos mais fáceis de apreciar e sabores e aromas frutados.

Ramirana nasce em um terroir com uma origem específica, de lotes selecionados. Não só o seu aroma e sabor são especiais, mas a sua vinificação e filtragem, que dão vida a vinhos elegantes e complexos.

Tara é uma linha de produção limitada que nasce no Deserto do Atacama, um lugar único no mundo. Três vinhos, dois tintos – um com base em Syrah e outro em Pinot Noir – e um branco com base em Chardonnay, que provêm de um mesmo vinhedo localizado a 16 quilômetros do mar no Vale de Huasco. Uma aventura em que as explicações não importam para abrir caminho a uma experiência de degustação incomparável, que levou estes vinhos aos melhores restaurantes do mundo.

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Acima de 90 pontos

As pontuações dos vinhos são expressivas e forma obtidas em respeitados concursos e veículos ao redor do mundo, que demonstram a evolução dos rótulos: Wine Advocate Robert Parker (93 pontos para Pangea 2006), Wine Spectator (92 pontos para o Enclave 2010, 90 pontos para o Vertice 2008 e para o Herú 2010 e 2011) e Decanter World Wine Awards (Medalha de Ouro para o Grey Pinot Noir 2012).

Na América Latina, a 17ª edição do Guia Descorchados conferiu, ainda, mais de 90 pontos a 28 rótulos do grupo. A publicação indica os melhores vinhos do Chile, Argentina, Uruguai e Brasil e é assinada pelo especialista Patrício Tapia, principal crítico de vinhos sul-americanos.

Os vinhos Tara foram os mais pontuados. Assinados pelo enólogo-chefe da vinícola, Felipe Tosso, os rótulos Tara White Wine 1, mescla com base em Chardonnay, e Tara Red Wine 2, base em Syrah, obtiveram 95 pontos na avaliação. O Pinot Noir Tara Red Wine 1 ficou com 92 pontos.

“Tara é produzido em meio à paisagem mais seca do mundo. Nestes solos calcários, apostamos na criação de vinhos de alta qualidade, com características únicas, e expandimos as fronteiras do mapa vitivinícola do Chile’”, explica Tosso.

Confira os vinhos da Ventisquero que receberam acima de 90 pontos no Guia:

Viña Ventisquero 

Tara White Wine 1 – 95 pontos

Tara Red Wine 2 – 95 pontos

Tara Red Wine 1 – 92 pontos

Grey GCM 2014 (Grenache/Carignan/Mataro) – 93 pontos

Grey Syrah 2012 – 93 pontos

Pangea 2011 (Syrah) – 93 pontos

Enclave 2012 (Cabernet Sauvignon) – 93 pontos

Herú 2013 (Pinot Noir) – 93 pontos

Grey Carmenère 2012 – 92 pontos

Grey Cabernet Sauvignon 2012 – 92 pontos

Grey Merlot 2012 – 91 pontos

Vertice 2011 (Carmenère/Syrah) – 91 pontos

Herú 2012 (Pinot Noir) – 91 pontos

Grey Chardonnay 2013 – 91 pontos

Queulat Syrah 2012 – 91 pontos

Queulat Sauvignon Blanc 2014 – 90 pontos

Queulat Carmenère 2012 – 90 pontos

Queulat Cabernet Sauvignon 2012 – 90 pontos

Ramirana 

Ramirana Gran Reserva Sauvignon Blanc 2014 – 93 pontos

Ramirana Trinidad Vineyard Syrah 2012 – 93 pontos

Ramirana Gran Reserva Syrah 2013 – 91 pontos

Ramirana Reserva Cabernet Sauvignon 2013 – 90 pontos

Em nossa viagem que se inicia amanhã, 13 de abril, estaremos conferindo estas premiações na vinícola e com certeza retornaremos com nossas impressões e mais novidades sobre o Chile, A Viña Ventisquero e o impressionante terroir.

Saúde!

 

Fantástico Chile e sua vinícola Miguel Torres – Viagem ao Chile parte I

Miguel torres 1

O Chile é um país de características muito próprias e particulares, tirando-se o fato de estar protegido em sua localização privilegiada, que impede que pragas comuns interfiram na condução das videiras, é um país singular, organizado bem acima da média, no que se refere aos vinhos e organização territorial.

A “passagem” que se forma de norte a sul, entre cordilheiras (Andes e costeira), nos leva a caminhos de extremos, do calor ao frio da Patagônia.

Chile paisagem

As paisagens impressionam, e nos conduzem a um sem fim de horizontes e paisagens, envoltas na diversidade de seus solos e “terroirs”, confirmando nos vinhos, toda a evolução adquirida ao longo dos anos, tanto em tecnologia, como na condução e ocupação territorial de seus parreirais.

Visitei na última oportunidade, três vinícolas bem diferentes e pude provar os vinhos produzidos em cada uma delas, evidenciando todo o esplendor e exuberância.

Miguel Torres capa

Miguel Torres foi uma delas. Convidados pela De Vinum, sua importadora oficial no Brasil, fomos magnificamente recepcionados, em um conjunto de vivência enogastronômica de tirar o fôlego de qualquer mortal.

A vinícola Miguel Torres foi a primeira empresa estrangeira a se estabelecer no Chile. Foi também a primeira a trazer o tanque de aço inox ao processo de vinificação chileno. Proveniente da Espanha, é uma empresa familiar que está na sua 5ª geração na condução e presidência dos negócios.

Fair

A vinícola recebeu a certificação “Fair Trade” nos vinhos Santa Digna. Indicativo de um cuidado no trabalho e manejo que inclui o meio ambiente, os trabalhadores e claro, a empresa, suas vinhas e seus vinhos. É um resultado de uma ação junto á comunidade, criando credibilidade e reconhecimento, incluindo a comunidade em todo o processo.

Além disso a vinícola tem certificação orgânica, o que garante ainda mais a qualidade de seus vinhos.

Miguel vinhos

Em suas linhas o Las Mulas (Ainda não presente no Brasil), o Dias de Verano (100% Moscatel), o Reserva de Pueblo (Da uva País), a linha Santa Digna já mencionada (Destaque para o Espumante Estelado, premiado em vários anos pelo Guia Descorchados como o melhor espumante do Chile), a linha Cordillera e seus vinhos ícones Manso de Velasco e Conde de Superunda. Finalizando com um pisco especial, o Pisco el Gobernador.

Manso

Mas tudo isto só se expressa quando podemos provar os vinhos. A magnitude, o cuidado, tudo isto se reflete nesta magia, nesta mágica de composição vitivinícola dos vinhos chilenos.

Me emocionei, me empolguei, me envolvi no processo, na prova das uvas, no vinhedo. Tudo enfim um encanto digno de ser vivido e vivenciado em sua plenitude.

Vinhedo

Poder visitar os vinhedos antigos, com parreiras que formam os vinhos Manso de Velasco e Superunda, é o sonho de todo visitante e apaixonado por vinhos. Vinhas que beiram 150/180 anos. Parreiras “robustas”, uvas doces, prontas ou quase prontas á colheita.

 

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Nem vou citar a fundo o restaurante Miguel Torres, os pratos, as harmonizações. Nada a comentar, apenas a recomendar que cada visitante possa desfrutar desta maravilhosa oportunidade de composição e harmonização sem igual!

Finalizando, recomendo a visita á vinícola e a degustação de toda a sua linha de vinhos!

Saúde!

 

 

 

 

 

 

Viñas de Colchagua requerem especial atenção!

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Por: Eduardo Morya e Almir Anjos

Em outubro foi realizada a “Avant-Première Viñas de Colchagua”, evento que contou com a assessoria da CH2A e que pela primeira vez aconteceu fora do Chile, com novas edições previstas para o Brasil segundo José Miguel Viu, presidente da associação.

É sabido da grande aceitação dos vinhos chilenos pelos brasileiros, prova disto é que o Chile fornece quase metade dos vinhos importados pelo Brasil, posição mantida há mais de dez anos.  O Brasil ocupa a quinta posição no ranking chileno de exportações de vinhos.

Segundo informações de 2010 (divulgadas em 2011) repassadas pela “Wines of Chile”, o Vale de Colchagua possuía 27.043 ha de vinhedos, sendo 86 % castas tintas e 14 % castas brancas.

A Associação Viñas de Colchagua foi criada em 1999 com objetivo de promover e difundir a D.O. Valle de Colchagua. No ano de 2011 adquire um novo conceito legal como Associação Gremial, atualmente conta com 13 produtores e é responsável pela “Ruta del Vino del Valle de Colchagua” (enoturismo).

O Vale de Colchagua dista 130 km ao sul de Santiago, possui limites oeste pelo Oceano Pacífico e leste pela Cordilheira dos Andes. A distância entre estes limites (120 km) e outras particularidades (Rio Tinguiririca; pequenos cerros com altitude inferiores a 500 m a.n.m.; correntes de ar; formação, tipo e profundidade do solo), fornecem inúmeras possibilidades ao setor vitivinícola, com novas áreas de produção sendo descobertas e implantadas com castas brancas e tintas, apesar de registros indicarem o cultivo de vinhas para produzir vinhos a partir de 1542, pelos missionários jesuítas, durante a Conquista Espanhola na América.

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As bodegas que fazem parte da Associação são: MontGras, Santa Rita, Santa Cruz, Bisquertt, Casa Silva, Lapostolle, Ventisquero, Los Vascos, Montes, Santa Helena, Siegel, Viu Manent e Luis Felipe Edwards.

Durante a avant-première, os produtores e enólogos esclareceram as inovações e propostas enológicas na Master Class “Colchagua e seus clássicos”, na Prova Aberta e nas ilhas temáticas “Herança: vinhos de vinhedos antigos”, “Uvas Mediterrâneas e não tradicionais” e “Carmenére de Colchagua”.

A apresentação de vinhos ícones e emblemáticos, com aromas e sabores marcantes, produtos da grande variação do terroir, da utilização de moderna tecnologia e do empenho dos produtores, foi determinante para afirmar: “Atenção para Viñas de Colchagua”.

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Dos vinhos que provamos (foram vários) destacamos três deles:

– Microterroir Carmenérè 2007: Um vinho que teve seu “terroir” mapeado de forma a garantir parcelas diferenciadas na produção. Produzido pela Casa Silva, é 100% Carmenérè, muito diferenciado desde os aromas como em boca. Apresenta delicadeza no nariz, com notas de fruta e café.

Em boca uma picância gostosa, final longo e marcante. Pimenta, pimentão e muita fruta.

– Montes Alpha “M” 2006: Um vinho 80% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc, 5% Merlot e 5% Petit Verdot. Sua produção é bem limitada. No nariz já apresenta evolução, toques da canela e cassis.

Em boca é potente, integrado e tânico. Um vinho de muito glamour.

– Clos Apalta 2009: 78% Carmenérè, 19% Cabernet Sauvignon e 3% Petit Verdot. Estagia 24 meses em barricas 100% novas de carvalho francês.

Um vinho não clarificado e não filtrado. É um vinho de grande estrutura, aveludado e com cor intensa. No nariz apresenta frutas como ameixas maduras e figos secos.

Em boca tem final longo. Um vinho muito bem integrado e harmonioso.

Para quem ainda não teve a oportunidade de provar, vale a observação nos rótulos e a viagem a Colchagua.

 

Evento Viñas de Colchagua é ótima oportunidade de aprendizado no mês de outubro

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Este mês de outubro será realizado um evento especial para profissionais.

Reunindo vinhos dos principais produtores do Chile, o Vinãs de Colchagua promete ótimas degustações e aprendizado.

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Viñas de Colchagua é a primeira associação regional de vinhedos no Chile, criado em Dezembro de 1999 com o objetivo principal de promover e difundir a Denominação de Origem Colchagua Valley.

Presença de vários enólogos de diversos produtores como: Bisquertt, Casa Silva, Lapostolle, Los Vascos, Luis Felipe Edwards, Montes, MontGras, Viña Santa Cruz, Santa Helena, Santa Rita, Viña Siegel, Viu Manent e Viña Ventisquero.

Além do Masterclass com vagas restritíssimas será possível degustar calmamente vinhos destes produtores e ainda ouvir boa música.

O evento acontece dia 14 de outubro no Hotel Tívoli – São Paulo, das 16 ás 19 horas.

Imperdível para profissionais!