O Olhar que Brota da Terra: Uma Celebração do Feminino e da Cultura Nordestina na Cerveja

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A Cervejaria Nacional apresenta sua nova Catharina Sour, criada por Karine Lins e Carla Daniele, em homenagem à riqueza cultural do Nordeste

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A Cervejaria Nacional apresenta a nova edição do projeto Musas do Verão. Em 2026, a criação é assinada por duas profissionais nordestinas que hoje atuam em São Paulo: Karine Lins, de Pernambuco, e Carla Daniele Silva, de Alagoas. Juntas, elas transformam trajetória, origem e deslocamento em uma cerveja que celebra identidade e diversidade brasileira. O Olhar que Brota da Terra: Uma Celebração do Feminino e da Cultura Nordestina na Cerveja Batizada de Sol de Araçá, a receita é uma Catharina Sour elaborada com polpa de araçá, fruta brasileira nativa da Mata Atlântica e presente em áreas de restinga, território de transição entre mar e mata.

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O nome araçá vem do Tupi-Guarani ara’sá, que significa “a fruta que tem olhos”. Presente nos quintais, nas festas, nas geleias e licores artesanais, o fruto atravessou séculos como fruta do mato, muitas vezes desvalorizada pelas hierarquias coloniais que exaltavam ingredientes importados como sinônimo de sofisticação. Pequeno, de acidez marcante e caráter intenso, o araçá sempre foi resistência silenciosa.

Assim como a fruta cresce em solos desafiadores, entre areia, vento e salinidade, milhões de nordestinos construíram suas trajetórias em São Paulo enfrentando desafios estruturais e culturais. A presença nordestina molda a cidade na gastronomia, na música, na construção civil, no comércio e na cultura cotidiana. Ainda assim, a história da migração interna no Brasil carrega episódios de estigmatização e preconceito. Sol de Araçá propõe um deslocamento simbólico: aquilo que esteve à margem ocupa o centro. Valorizar uma fruta brasileira historicamente associada ao quintal e à simplicidade é afirmar que pertencimento não depende de origem geográfica, mas de contribuição concreta. A acidez vibrante do araçá dialoga com o estilo Catharina Sour e reforça frescor, personalidade e autenticidade. Não é um sabor neutro. É direto, expressivo e marcante. Como as trajetórias que ajudaram a construir São Paulo.

Conheça as nossas musas nordestinas deste ano:

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Karine Lins iniciou sua jornada em 2012, no Recife, atuando com treinamentos para equipes de vendas e garçons. Especializada como sommelier de cervejas pela Doemens Akademie e Mestre Cervejeira pela Escola Superior de Cerveja e Malte, hoje desenvolve seu trabalho na produção cervejeira em São Paulo, unindo técnica, pesquisa de ingredientes nacionais e inovação. Também conduz degustações guiadas e harmonizações, ampliando o acesso à cultura cervejeira.

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Carla Daniele Silva é natural de Alagoas e reside em São Paulo desde 2018. Iniciou sua trajetória no universo cervejeiro com a formação em Tecnologia da Cerveja pela Escola Superior de Cerveja e Malte e posteriormente se especializou como sommelier de cerveja. Desde então, vem aprofundando conhecimentos técnicos e sensoriais, transformando a cerveja em sua principal área de atuação e paixão.

A participação de Karine e Carla no Musas do Verão 2026 reafirma o compromisso do projeto com o protagonismo feminino e com narrativas que conectam cultura, território e diversidade. Sol de Araçá nasce do encontro entre origem e futuro. É uma cerveja que reconhece que alimento é memória, e que sabor também é forma de resistência.

 

Cervejaria Nacional lança cerveja “A Lenda Tainá-Kan”

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Cerveja é inspirada em lenda indígena e homenageia e apoia os povos originários do Brasil

O lançamento da Cervejaria Nacional é inspirada na cultura Karajá, onde um guerreiro transmite ao povo o dom da agricultura.

A cerveja A Lenda Tainá-Kan foi produzida a partir de uma colaboração entre a Cervejaria Nacional, a Cruls Cervejaria e a CERROPS Lúpulos do Cerrado, com apoio da Agrária, da Bio4 e do Instituto LeftBank.

É uma cerveja do tipo Session IPA de coloração dourada intensa e límpida. Possui uma presença aromática forte, onde se destacam as características do lúpulo Comet do cerrado brasileiro. Sua composição leva apenas insumos nacionais, incluindo mandioca, em referência à alimentação tradicional dos Karajás.

Apresenta aromas de frutas amarelas como pêssego e herbal. Na boca, possui baixo corpo e amargor médio. É leve, refrescante e aromática, e pode ser muito bem harmonizada com tapioca com queijo coalho ou filé de peixe branco e caprese.

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Pude provar a cerveja e me deliciar com os aromas, o sabor e a origem da história do projeto: Inspirador!

“Tradição e inovação se encontram no copo de Tainá-Kan. Ficamos muito contentes com esse projeto proposto pela CERROPS. Faz parte da história da Nacional valorizar a pluralidade da cultura brasileira e trazer isso para o meio cervejeiro. Nesse projeto, conseguimos ao mesmo tempo contar uma lenda da cultura Karajá e trazer aos consumidores a experiência inovadora de experimentar um lúpulo fresco e nacional”, diz o Mestre Cervejeiro Marcos Braga, um dos responsáveis pela criação.

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Apoio ao povo Karajá

“Homenagear, valorizar e ajudar a manter viva a cultura indígena” é o principal objetivo do projeto A Lenda Tainá-Kan, que reuniu diversos parceiros para buscar apoio para a Associação da Aldeia Karajá de Aruanã – AAKA por meio de doações. Quem quiser apoiar a associação pode fazer a sua doação online no site tainakan.institutoleftbank.org.br.

Lenda como fonte de inspiração

Segundo a tradição Karajá, Imaeró, uma bela indígena, desejava a estrela Tainá-Kan, conhecida como estrela d’alva. Sua vontade se realizou, mas a estrela se materializou na forma de um velho homem, já enrugado. Imaeró, decepcionada por encontrar um ancião em vez de um jovem, o rejeitou.

No entanto, sua irmã, Denakê, se compadeceu de Tainá-Kan e decidiu que se casaria com ele. O velho homem prometeu cuidar de Denakê e alimentá-la, partindo para a mata. Denakê ouviu que deveria esperá-lo em casa, mas, com o passar das horas, decidiu ir ao seu encontro.

Denakê, então, se deparou com uma surpresa ao encontrá-lo preparando um roçado na mata: Tainá-Kan havia assumido a forma de um guerreiro Karajá, jovem e forte. Ele explica que não apareceu desta forma para Imaeró porque ela não foi capaz de enxergar além do que seus olhos podiam ver. “Seu amor não era por mim, mas sim por meu brilho”, disse.

Tainá-Kan foi muito feliz ao lado de Denakê e deu um grande presente ao povo Karajá: ensinou a eles o dom da agricultura.

Mais informações sobre o projeto: 

tainakan.institutoleftbank.org.br

Informações técnicas

NOME DA CERVEJA: A Lenda Tainá-Kan

LITRAGEM: 500L (delivery e on tap)

EMBALAGEM ESPECIAL: Latas de 473ml

INGREDIENTES: Água, malte, tapioca, lúpulo do cerrado e levedura

PREÇOS

Ifood e Rappi: R$ 52,00 (1 litro)

Delivery Direto: R$ 42,00 (1 litro)

Varejo: R$ 22,00 (Chope 330ml) / R$ 28,00 (Chope 570ml)

HARMONIZAÇÃO: Tapioca com queijo coalho; filé de peixe branco, caprese

AROMAS: Frutas amarelas e herbal intenso

COLORAÇÃO: Dourado intenso

FICHA TÉCNICA: Cor 7 SRM   –   Álcool 5% ABV   –   Amargor 25 IBU

TIPO DA CERVEJA: Session IPA

DATA DE LANÇAMENTO: 19/04/23 (Dia dos Povos Indígenas) no Boteco Cruls em Brasília e 25/04/23 na Cervejaria Nacional em São Paulo