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	<title>Vinho dos Anjos &#187; vinícolas brasileiras</title>
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	<description>&#34;Uma maneira diferente de ver e tratar os vinhos&#34;.</description>
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		<title>Colheita de inverno 2026 começa em vinícolas brasileiras e confirma expansão da vitivinicultura fora do eixo tradicional</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 22:21:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[60 vinícolas da Anprovin somam 500 hectares de vinhedos e projetam crescimento de 15% na safra deste ano Começa agora, no inverno, a colheita de uvas em vinícolas de regiões brasileiras fora do eixo tradicional de produção. O período marca o ápice de um calendário agrícola construído ao longo de duas décadas a partir da [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Logo-colheita-de-inverno.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-10369" src="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Logo-colheita-de-inverno.png" alt="Logo colheita de inverno" width="100" height="100" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>60 vinícolas da Anprovin somam 500 hectares de vinhedos e projetam crescimento de 15% na safra deste ano</em></p>
<p><a href="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-6309.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10370" src="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-6309-300x200.jpg" alt="IMG-6309" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Começa agora, no inverno, a colheita de uvas em vinícolas de regiões brasileiras fora do eixo tradicional de produção. O período marca o ápice de um calendário agrícola construído ao longo de duas décadas a partir da técnica da Dupla Poda, hoje empregada por 60 vinícolas associadas à Anprovin, Associação Nacional de Produtores de Vinho de Inverno, nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do país. A previsão é de 15% de crescimento na safra deste ano devido ao aumento das áreas de plantio.</p>
<p>A colheita já começou na Chapada Diamantina, na Bahia, onde os produtores trabalham com Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. No Centro-Oeste, em Goiás e no Distrito Federal, a colheita se estende de julho a agosto, com destaque para vinícolas associadas à Vinícola Brasília, que cultivam variedades como Viognier, Sauvignon Blanc, Merlot, Cabernet Franc, Syrah, Chardonnay, Assyrtiko, Vermentino, Grenache, Sangiovese, Nebbiolo, Marselan, Tempranillo, Malbec e Pinot Noir. No Sudeste, que reúne São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, a colheita acontece entre junho e julho, com castas como Syrah, Sauvignon Blanc, Cabernet Franc, Pinot Noir e Malbec, responsáveis por rótulos que já alcançaram notas superiores a 90 pontos em guias especializados.</p>
<p>A Dupla Poda, cuja pesquisa pioneira teve início em 2000 com o pesquisador mineiro Murilo Regina, inverte o ciclo vegetativo da videira por meio de duas podas anuais, concentrando a colheita no período de inverno seco, quando a maior insolação e o menor índice pluviométrico favorecem a sanidade das uvas e a maturação fenólica plena. É esse conjunto de condições que agora entra em curso nos vinhedos do país e sustenta a qualidade dos vinhos de alta gama que chegam ao mercado nos meses seguintes.</p>
<p>O setor é majoritariamente composto por propriedades familiares, que representam 90% das vinícolas associadas. Essa configuração favorece a diversificação de culturas em áreas historicamente dedicadas a café, grãos e pecuária leiteira, e integra a vitivinicultura de precisão como alternativa rentável e estratégica para a sustentabilidade e a sucessão familiar no campo.</p>
<p>A qualidade da uva que começa a ser colhida é respaldada por investimentos em infraestrutura e por processos rigorosos de controle. O Centro de Análises e Pesquisa da Anprovin/ABDI, inaugurado em Brasília com aporte de R$ 3,4 milhões, é responsável pela padronização e certificação dos produtos. O selo exclusivo da Anprovin atesta a altitude, o lote e a origem de cada colheita, assegurando a procedência e a qualidade do vinho de inverno nacional.</p>
<p>Além dos atuais 60 associados da Anprovin, com área de 500 hectares e 1.500.000 garrafas produzidas em 2025, estima-se mais uma centena de projetos vitivinícolas que se estendem por essas novas regiões do país. Os números gerais alcançam um universo que ultrapassa 1.000 hectares e projetam aumento da produção para os próximos três anos. Os produtores da Anprovin projetam dobrar a sua capacidade até 2030. “Os números de consumo de vinho no Brasil ajudam a motivar a cadeia como um todo e incentivam a ampliação de novos investimentos no setor”, garante Claudio Góes, presidente da Anprovin. O início da colheita deste ano acompanha o reconhecimento global crescente do vinho de inverno brasileiro, consolidado por sua qualidade e por seu diferencial tecnológico.</p>
<p>Aos produtores rurais em regiões com altitude favorável, solo bem drenado e inverno seco, o início desta safra reforça que a vitivinicultura de inverno já é uma oportunidade consolidada, com suporte técnico, certificação e resultados comprovados como alternativa de alta rentabilidade e diversificação para o agronegócio e, principalmente, o enoturismo, excelente ferramenta de desenvolvimento regional em pequenas cidades do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Gastronomia, vinhos, espumantes brasileiros e um pouco de história</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2013 19:50:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vinho dos Anjos]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2013/02/img_1825.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2996" alt="IMG_1825" src="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2013/02/img_1825.jpg" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Em 1870, o governo do Rio Grande do Sul criou colônias no alto das serras a fim de receber imigrantes alemães, que viriam para completar a lacuna de mão de obra barata que o Brasil precisava com o fim da escravatura, além de ocupar regiões remotas do Estado. Porém, com as más notícias que corriam na Alemanha, relatando as dificuldades dos colonizadores, o número de colonos alemães diminuiu drasticamente. Isso obrigou o governo a procurar uma nova fonte de imigrantes: os italianos.</p>
<p>Se aproveitando das péssimas condições que se encontravam os europeus, graças à Revolução Industrial e ao êxodo rural, o Brasil fez promessas sobre uma terra de fartura, oportunidades e felicidade.</p>
<p>Á partir de 1875 chegaram os primeiros grupos de italianos no Rio Grande do Sul, vindos de Piemonte e Lombardia, e depois do Vêneto, se instalando na região da Serra Gaúcha.</p>
<p>A maioria dos italianos no entanto, encontrou dificuldades em função das promessas não cumpridas por parte do governo brasileiro e pensavam em ir embora. Mas a falta do dinheiro os prendia aqui.</p>
<p>A produção de vinho, que era feito em pequenas quantidades apenas para a população das colônias, logo começou a ganhar mercado, com a força do trabalho dos italianos, dando origem às primeiras cantinas.</p>
<p>Introduziram na culinária gaúcha pratos derivados de sua cultura, como as polentas, massas como os tortéis com recheio de moranga e o galeto ao primo canto.</p>
<p>A introdução do cultivo de vinho na região tornou a vinicultura a principal economia dos colonos italianos e posteriormente muito importante do Rio Grande do Sul, também influenciando a culinária gaúcha.</p>
<div id="attachment_2998" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2013/02/img_1653.jpg"><img class=" wp-image-2998" alt="IMG_1653" src="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2013/02/img_1653.jpg" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Galeteria italiana</p></div>
<div id="attachment_2990" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2013/02/img_1652.jpg"><img class=" wp-image-2990" alt="IMG_1652" src="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2013/02/img_1652.jpg" width="400" height="533" /></a><p class="wp-caption-text">Galeto ao Primo Canto</p></div>
<div id="attachment_2997" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2013/02/img_1665.jpg"><img class=" wp-image-2997" alt="IMG_1665" src="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2013/02/img_1665.jpg" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Sagu. Típico!</p></div>
<p>O Galeto ao Primo Canto teve sua origem na região de Caxias do Sul. É um prato tradicional da culinária gaúcha. Chega a ser considerado um dos três principais pratos do Rio Grande do Sul.</p>
<p>Acredita-se que a origem deste prato remonta aos hábitos alimentares dos colonizadores, que costumavam preparar passarinhadas nos dias de festa. Com a proibição da caça aos passarinhos, o galeto foi adotado como alternativa de consumo e preparo.</p>
<p>O primeiro restaurante a comercializar este prato foi a Galeteria Peccini, fundada em fevereiro de 1931 em função da primeira Festa da Uva. Desde então, diversos restaurantes, as chamadas galeterias, com o sucesso do prato, se espalharam pelo estado do Rio Grande do Sul.</p>
<p>O Galeto ao Primo Canto é o frango jovem, com aproximadamente 25 dias, assado sobre a brasa e na maioria das vezes servido com muitos outros complementos, como a polenta frita, salada de radiche e espaguete com vários molhos.</p>
<p>Acredita-se que a “comilança e fartura” italiana talvez sejam o fruto de uma época de restrições e dificuldades vividas pelos imigrantes, quando da colonização em terras brasileiras, sendo uma forma de suprir seu lado psicológico da falta de alimento e restrições.</p>
<div id="attachment_3000" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2013/02/img_1839.jpg"><img class=" wp-image-3000" alt="IMG_1839" src="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2013/02/img_1839.jpg" width="400" height="533" /></a><p class="wp-caption-text">Espumante: Sucesso nacional e no exterior</p></div>
<p><b>Caxias do Sul</b></p>
<p>Caxias do Sul é a maior cidade da Serra Gaúcha e conhecida pela alta qualidade de suas vinícolas. A tradicional Festa da Uva ocorre bienalmente em fevereiro, nos Pavilhões da Festa da Uva. O evento retrata a colonização italiana através de desfiles e espetáculos regionais, além de contar com exposições de uvas e vinhos, cursos de degustação e demais atividades festivas.</p>
<p>Mantém até hoje as origens e tradições trazidas pelos imigrantes italianos, sendo um local muito propício para apreciar massas, galeto e outras delícias da culinária e para apreciar bons vinhos, produzidos na cidade e na região.</p>
<p>Os passeios guiados ás vinícolas são a grande diversão e aprendizado, oferecem degustações além de mostrarem como é a produção dos vinhos, espumantes e metodologia de trabalho. É possível visitar desde o parreiral até o processo de elaboração e harmonização de vinhos com a gastronomia.</p>
<p><b>Bento Gonçalves</b></p>
<p>Bento Gonçalves está entre as 10 maiores economias do Rio Grande do Sul. A cidade destaca-se por ser considerada a Capital Brasileira do Vinho. As diversas vinícolas da cidade e os eventos ligados à bebida, como a Fenavinho e a Feavin atraem milhares de turistas por ano.</p>
<p>Durante a Fenavinho os visitantes podem provar e comprar vinhos, participar de jantares harmonizados e temáticos conduzidos por renomados chefs, participar de cursos de degustação e assistir aos espetáculos culturais. Já a Feavin é mais voltada para o público empresarial, reunindo empresários, negócios e troca de experiências do ramo, divulgando novidades do setor.</p>
<p>Em Bento, a boa culinária é também herança dos imigrantes italianos. Vinícolas, galeterias e casas de massas estão espalhadas por toda região. O Vale dos Vinhedos, que fica no perímetro rural da cidade, é uma mistura de vinícolas, paisagens exuberantes e gastronomia. Mesmo nas pequenas propriedades rurais é possível encontrar vinhos de personalidade e que nos últimos anos conquistaram destaque nacional e internacional pela qualidade e seus produtos diferenciados.</p>
<p><b>Garibaldi</b></p>
<p>Apesar da colonização italiana, Garibaldi também teve forte influência da cultura francesa, transmitida pelas congregações religiosas de origem francesa, responsáveis pela educação dos habitantes durante décadas.</p>
<p>Hoje Garibaldi é conhecida como a capital nacional do champanha, sendo o maior produtor da bebida no Brasil. A família Peterlongo em 1913 elaborou o primeiro champanha brasileiro, em Garibaldi.</p>
<p>Durante quatro décadas, o Brasil conheceu um único champanha elaborado aqui. Família de italianos que chegaram do Tirol, o champanha Peterlongo conquistou definitivamente o mercado brasileiro a partir de 1930. Foi a bebida servida pelo Presidente Getúlio Vargas na ocasião da visita da Rainha Elizabeth e seus convidados ao Brasil.</p>
<p>Engenheiro e agrimensor, Manoel Peterlongo vindo com sua família de Trento, no Tirol italiano, ajudou a fazer o traçado da cidade de Garibaldi, produziu o primeiro champanha do Brasil. O produto era obtido por meio de misturas de vinhos e submetido a uma fermentação em garrafas e era o sonho maior deste técnico, que desejava produzir em Garibaldi um vinho que tivesse a mesma qualidade daquele que estava habituado a beber na Europa.</p>
<p>O sonho de Peterlongo começou a criar suas próprias raízes em 1913. Utilizando-se de um processo natural de fermentação (champenoise), criado pelo abade francês Don Pérignon, onde o vinho-base era colocado nas garrafas, juntamente com a adição de licor de tirage e leveduras selecionadas, produziu o primeiro champanha brasileiro. No mesmo ano, a qualidade do novo produto já era reconhecida publicamente, ao ganhar a Medalha de Ouro na Exposição de Uvas, na qual foi gravado: &#8220;Bendita a terra a que este sangue aquece&#8221;.</p>
<div id="attachment_2999" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2013/02/img_1938.jpg"><img class=" wp-image-2999 " alt="IMG_1938" src="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2013/02/img_1938.jpg" width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">As uvas e as paisagens exuberantes</p></div>
<p>As paisagens na região são exuberantes, o clima agradável e o ar limpo.</p>
<p>Além da cultura do vinho, é possível conhecer os hábitos, a religião, a gastronomia, as manifestações culturais, que caracterizam a formação da região e os colonizadores, bem como experimentar a magia em cada taça, em cada brinde em cada prato saboreado.</p>
<p>E viva a gastronomia italiana, os colonizadores e os bons vinhos. Saúde!</p>
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