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	<title>Vinho dos Anjos &#187; spice route</title>
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	<description>&#34;Uma maneira diferente de ver e tratar os vinhos&#34;.</description>
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		<title>Um “spice” esperado, um encontro marcado. A Syrah em evolução&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2016 22:42:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Vinho dos Anjos]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Degustações]]></category>
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		<description><![CDATA[Por: Almir e Gilberto Anjos Na mesa, o vinho “Spice Route”, sul-africano, da uva “Syrah”, safra 2007. Um queijo gorgonzola saboroso ao som de “Emilie-Claire Barlow” pelo spotfy, clima descontraído e, ao mesmo tempo sagrado. Vinho adquirido e guardado há mais de quatro anos, em tempos difíceis, aguardava em silêncio o momento propício para se [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por: Almir e Gilberto Anjos</em></p>
<p><a href="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2016/10/20161009_112050-e1476744106250.jpg"><img class="  wp-image-5323 aligncenter" src="http://vinhodosanjos.com.br/wp-content/uploads/2016/10/20161009_112050-e1476744106250-169x300.jpg" alt="20161009_112050" width="199" height="353" /></a></p>
<p>Na mesa, o vinho “Spice Route”, sul-africano, da uva “Syrah”, safra 2007. Um queijo gorgonzola saboroso ao som de “Emilie-Claire Barlow” pelo spotfy, clima descontraído e, ao mesmo tempo sagrado.</p>
<p>Vinho adquirido e guardado há mais de quatro anos, em tempos difíceis, aguardava em silêncio o momento propício para se apresentar a nós, nesse encontro único. Como de preparação despretensiosa para um ritual realizado em momentos especiais e de encontro. Encontro entre irmãos: de sangue e de gerações ancestrais em movimento do tempo.</p>
<p>Após aberto o vinho descansou por instantes atemporais, enquanto organizávamos a mesa, em simplicidade ímpar, mas repleta de expectativas, àquelas em que se esvazia a mente, aguardando o que o tesouro aberto, o vinho, vai nos trazer, surpreender e proporcionar.</p>
<p>Distribuído entre duas taças como de costume, enquanto conversávamos sobre coisas corriqueiras do cotidiano, coisas simples da vida, nossos hábitos, nossos anseios e crenças, o vinho vivo estava presente, aparecia entre nós, sem dizer palavra, só aromas, só desejos.</p>
<p>Pegamos as taças, brindamos e, moto-continuo, erguemos nossas mãos aproximando o nariz da borda rubi do vinho para a percepção dos aromas, nossa dimensão.</p>
<p>Habituados com o aroma frutado da uva neste contexto, percebemos na cor viva e exuberante, certa jovialidade distante.</p>
<p>A primeira surpresa: do rubi violáceo, encontramos uma cor tendendo ao vermelho atijolado, ainda no início, dizendo-nos, pela cor, que o vinho estava maduro e em seu auge de existência.</p>
<p>O glicerol presente e evidente escorrendo lentamente após a agitação das taças, dos seus quinze graus de teor alcoólico, também indicava essa maturidade e sua complexidade.</p>
<p>Então veio o aroma, escondido, quase recluso. Aos poucos mostrava-se como “estrebaria”, couro, algo animal talvez&#8230;</p>
<p>Um pouco fechado ainda, pedia mais tempo&#8230; como num percurso onírico em seu vai e vem&#8230;</p>
<p>Entramos mais a fundo. O cheiro discreto do couro velho do sofá da sala, quebradiço pelo tempo, a penumbra da noite clareada pela chama de poucas velas, misturado com o cheiro das compotas de frutas vermelhas, cozidas e esquecidas no tempo, durante anos, cozidas em fogo muito, muito baixo, sem ser sufocante, muito pelo contrário, ainda trazia o ambiente fresco e agradável da primavera, renovada.</p>
<p>Unia-se presente e passado em conjunto, no silêncio vívido do fogo, da chama que não se apaga.</p>
<p>E, ali, permanecemos em nossos pensamentos, degustando o vinho durante um bom tempo.  Indefinido e infinito , parcela do tempo entre os dois mundos, vívidos em nós, vividos por nós, em momento único se consagração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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