Almoço no Celeiro da Fazenda e o vinho Philosophia em degustação inédita de suas duas safras

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Não é sempre que temos a oportunidade de reunir um Chef e seus pratos especialíssimos com a inédita degustação de 2 safras do vinho Philosophia da Vinícola Góes.

No caso o Chef é o Arturo Salano, experiente na elaboração de seus pratos e apresentando um conceito de comida do interior no Restaurante Celeiro da Fazenda, localizado na zona norte de São Paulo, onde estive.

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O restaurante e os pratos elaborados, era tudo o que precisávamos para que a experiência de provar o vinho Philosophia em suas duas únicas safras fosse completa.

Já havia provado a primeira safra do vinho (2014), elaborado com 100% da uva Cabernet Franc. A ideia era provar as duas safras (2014 e 2016) harmonizando com comida variada.

Philosophia safra a ser lançada em 2018

Philosophia safra a ser lançada em 2018

Em visita a Vinícola Góes, eu e meu amigo jornalista Álvaro Cézar Galvão, fomos os únicos a provar a safra 2017 ainda em tanques de inox, safra a ser lançada no decorrer do ano de 2018. Um vinho que promete no nosso entendimento, ser o melhor de todas as safras anteriores, pelo potencial tânico e características apresentadas na prova pré evolução em barricas de carvalho. Ao menos este foi o nosso consenso de momento.

O que podemos dizer de toda esta experiência, é que o conceito de harmonizar vinho e comida, experimentar diversos pratos e opções, se torna completo justamente pela tentativa e erro.

No caso esta prova de safras do Philosophia envolveu pratos com carne vermelha, aves, suínos e entre saladas, risotos e linguiças, a cada gole, evidenciamos os sabores e aromas.

Antes porém a prova foi ás cegas e sem alimento, sem sabermos que safra era. Verificamos que a safra mais atrativa, em evolução e características de complexidade, ainda era a safra 2014. Claro, a safra 2016 tem potencial de evolução ainda não ocorrido, mas julgamos que a safra do 2014 revela nuances únicos e exclusivos.

No final o consenso de harmonização perfeita, se deu no vinho da safra 2014 com carne e do vinho 2016 gostei bastante com o frango assado.

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Mas voltando ao Chef Arturo, fomos recebidos com simpatia em sua casa, e pudemos provar todo o seu buffet e ainda alguns pratos feitos exclusivos para a ocasião, como o risoto de funghi com cebola roxa e o pernil de cordeiro assado no vinho tinto, regado ao molho de jabuticaba e acompanhado de mini legumes assados na manteiga de ervas. Um show!

Restaurante Celeiro da Fazenda

Unidade Santana: Rua Luiz Dumont Villares, 651

Fone: (11) 2950-6090

Funcionamento:

Seg à Sexta – 12h às 15h30 e das 18h às 23h

Sáb e Dom – 12h às 23h

 

Unidade Perdizes: Rua João Ramalho, 647

 

Fone: (11) 3862-0578

Fone 2: (11) 3675-2696

Funcionamento:

Seg à Sexta – 11h30 às 15h30

Sáb, Dom – 12h às 16h30

 

 

 

 

Toro! Toro! Toro! O vinho espanhol é uma realidade, para saborear, degustar e conhecer!

Estive no evento de vinhos espanhóis, da D.O. Toro, da Espanha, realizado no Espaço 011 Eventos, no último dia 13 de março. Um evento que além de ter passado por São Paulo, passou por Brasília e Rio de Janeiro.

Para quem ainda não conhece, a D.O. Toro tem seus vinhos emblemáticos e históricos. Está localizada entre 650 e 750m de altitude, banhada pelo Rio Duero e na sua grande maioria, formada por vinhas velhas.

A principal casta (uva) é a Tinta de Toro, ou mais conhecida entre nós pertencente a família da Tempranillo. Mas há outras uvas, como a Garnacha, a Verdejo e a Malvasía.

O clima na região é quente, o que proporciona o amadurecimento das uvas, conferindo um teor alcoólico elevado e equilibrado no conjunto, e na maioria dos vinhos.

Alguns vinhos tintos têm até uma doçura na boca, a cor se mostra intensa em função do contato com as cascas e a característica da própria uva. A fruta é intensa e bem perceptível.

Nos brancos, a predominância por vinhos da casta Malvasia e Verdejo, muito aromáticos, porém menos expressivos do que os tintos.

Provei uma infinidade deles, e é bem perceptível o toque que cada produtor dá ao seu vinho, a sua história.

Os vinhos jovens não estagiam em barricas de carvalho. Já os mais complexos e com maior estrutura, passam  maior ou menor tempo, proporcionando aromas terciários e toques sutis que vão da baunilha ao coco e chocolate.

Claro que um vinho é diferente do outro, mas no âmbito geral, é isto.

Tenho que destacar sem sombra de dúvidas, os vinhos do produtor Elias Mora SLU.

 

Catalina Madra, da Elias Mora

 

Provei todos os que estavam lá, e do início ao final, me encantei.

Provei deste produtor, os seguintes vinhos:

– Viñas Elias Mora 2009. Uva: Tinta de Toro. Estágio de seis meses em barricas de carvalho americano. 14% de teor alcoólico;

– Crianza Elias Mora 2008. Uva: Tinta de Toro. Estágio 6 meses em barricas e 14,5% de teor alcoólico;

– Gran Elias Mora 2007. Uva: Tinta de Toro. Estágio de dezessete meses em barricas de carvalho francesas novas. Teor alcoólico de 15%.

– 2V Premium 2008. Uva: Tinta de Toro. Estágio de dezessete meses em barricas de carvalho francesas novas, com fermentação maloláctica em barricas. Apenas 2000 garrafas.

– Dulce Bena Vides. Uva: Tinta de Toro. Este último, um tinto doce para o qual foram elaboradas apenas 3.000 garrafas. De coloração intensa. Muito complexo, um forte toque balsâmico no nariz e na boca. Passando três meses em barricas francesas.

Dulce Benavides: tinto doce elegante e aromático

Além de muitos outros vinhos, provei me chamou a atenção os vinhos trazidos pela B-Cubo importadora, do produtor Carmen Rodriguez Mendes, da Bodega Ramón Ramos e adorei os vinhos do produtor Monte la Reina Bodegas.

Linha Carodorum, trazidos pela B - Cubo

Monte La Reina Bodegas

Fica difícil não ser injusto quando se fala de uma degustação bem uniforme e alinhada como foi esta degustação, assim, meu conselho é o de que os vinhos da D.O. Toro foram imperdíveis e me agradaram em toda a sua vastidão de amostras. Parabéns aos organizadores!

Vinhos portugueses do DÃO, elegantes, saborosos e expressivos

 

Mais uma vez tivemos representantes de Portugal, mais precisamente da Região do DÃO em degustação promovida pela “Comissão Vitivinícola Regional do DÃO” e “Vinhos de Portugal”.

O DÃO é a região localizada ao centro de Portugal e a casta mais conhecida e difundida é a Touriga Nacional para os tintos e a Encruzado para os brancos.

O teor alcoólico na grande maioria dos vinhos se mostrou bem harmônico e equilibrado.

Entre um produtor e outro, o que ficou marcado foi a evolução que os vinhos portugueses têm alcançado nestes últimos anos. Tecnologia, foco, uvas especialíssimas e próprias de cada região enólogos ultra competentes, e divulgação.

Sem dúvida são fatores de sucesso para um aumento de consumo a médio, longo, prazo. O consumidor, e mesmo o profissional de vinhos tem tido acesso a exemplares jamais vistos e degustados, tornando o universo de vinhos portugueses mais acessíveis e conhecidos.

 

 

Forma-se assim um conceito, num esforço grande de gerar a experimentação, criando fatores de comparação, tanto com outros vinhos, como com outros países e outras castas.

Não há, a meu ver, uma maneira de se conquistar o consumidor, que não seja demonstrando, falando sobre ele e permitindo a degustação.

Mas vamos ao encontro do DÃO. Vinhos singulares e expressivos, que definem a região e o estilo de cada produtor.

Minha atenção foi para o produtor SEACAMPO, buscando importador, onde provei os seguintes vinhos:

– Pai Américo DOC Branco DÃO Reserva 2009: Casta 100% Encruzado, tendo fermentado em barricas de carvalho francês durante nove meses onde também se processou a “battonage”, dando maior estrutura e complexidade. Aromas de frutas frescas, notas de baunilha, macio, equilibrado e com boa persistência. Teor alcoólico de 13,5%.

– Américo Rose 2010: Castas Touriga Nacional, Jaen e Tinta Roriz. Teor alcoólico de 13,6%. Apresenta notas de framboesa e frutos silvestres. Na boca, equilibrado e elegante.

– Américo DOC Tinto DÃO 2008: Castas Touriga Nacional, Jaen, Tinta Roriz e Alfrocheiro. Teor alcoólico de 13%. As castas foram vinificadas separadamente, proporcionando uma cor rubi intensa, notas de frutos maduros. No aroma é complexo, ameixa preta. Aveludado na boca, e grande harmonia.

– Pai Américo DOC Tinto DÃO Reserva 2007: Castas Touriga Nacional e Afroucheiro. Teor alcoólico de 13,5%. Estagio de 12 meses  em barrica de carvalho francês e americano. No aroma sugere baunilha e fruta madura. Um vinho que se mostrou complexo na boca, com notas de chocolate e grande harmonia e persistência.

Aguardamos ansiosamente os próximos eventos de Portugal!

Salut!