Taylor’s Port Select Reserve foi tema de Winebar

 

Porto TaylorsUm bom vinho é sempre indispensável, mas um bom vinho do Porto é sempre uma oportunidade única de prazer no paladar e nos sentidos.

Com este Winebar promovido pela Qualimpor e trazendo vinhos do Porto da Taylor’s pudemos aprender um pouco mais sobre esta bebida tão antiga e interessante.

O programa contou com a presença do diretor Fernando Seixas e no nosso caso degustamos online o vinho Taylor’s Select Reserve Port.

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Nossa harmonização foi diferenciada, optamos por uma sobremesa a base de redução de vinho do Porto Taylor’s Select com pudim de baunilha e raspas de chocolate. Três sabores diferentes misturados ao vinho do Porto e que harmonizados com ele, levou-nos ao “paraíso” dos sabores em grande sinergia gustativa.

Abaixo algumas informações sobre o vinho e o produtor:

A Taylor’s existe desde 1692 e sua vocação é exclusivamente produzir vinhos do Porto.

Localizada no Douro, Portugal, a empresa é uma marca reconhecida mundialmente pela qualidade dos produtos e pela atuação no mercado sempre inovadora e buscando preservar suas origens e valores.

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Taylor’s Select Reserve Port:

Produzido na região do Baixo Corgo e Cima Corgo, é um vinho elaborado a partir de lotes de vinhos do Porto jovens, escolhidos a dedo.

Estagiam 3 anos em tonéis de carvalho. Sua cor é intensa, é frutado e no paladar extremamente agradável e fácil de beber.

Acompanha sobremesas (Foto), queijos e frutas secas.

Distribuído e importado pela Qualimpor.

 

 

 

 

Eu provei e chorei… 13 Vinhos do Porto. De 1998 á 1900. By “Andresen”

Todos os vinhos provados

Não, não estou brincando. Aconteceu ontem na Expovinis 2012, em degustação programada com o produtor Andresen, de Portugal. Tive a grata, a maravilhosa surpresa de poder provar 13 Vinhos do Porto, em degustação comentada e apresentada por Álvaro Van Zeller. Um privilégio!

Algo para ser lembrado e compartilhado a vida toda, coisa que só o vinho pode proporcionar.

Em cada safra, em cada gole, a mente viajava, imaginava os anos, o trabalho dedicado, a colheita, todo o processo e principalmente todas as pessoas envolvidas ao longo dos anos.

Algo que me toca a alma, os sentimentos, algo mágico e único, especial e verdadeiro.

Não tenho palavras que descrevam tudo o que se passou em minha mente, nas minhas memórias enraizadas ao longo dos anos, e na história da minha vida, das nossas vidas, do nosso mundo…

Eu sorri, eu chorei por dentro, como uma criança que recebe um carinho pela primeira vez… e se delicia.

Sensações que ainda ficarão presentes durante muitos anos.

Nem consigo chegar na parte mais técnica, porque ali estava a prova, de que o vinho é “vivo”, tem vida, evolui, se torna outro.

Ali puxei por toda a memória olfativa, mas também associada á vida como um todo.

Em maior ou menor grau, sei que boa parte destas sensações, foram percebidas por todos os presentes. É como se não acreditássemos no que estava acontecendo, não era real… mas era.

Fomos levados safra á safra, detalhe por detalhe, em cada vinho. Suas particularidades únicas, seu conceito, aquilo que eu chamaria pela primeira vez, de “espírito vivo”.

Deixo este meu pequeno depoimento, para que cada apreciador de vinhos possa saber, que tudo me pareceu muito maior do que é, do que era antes a minha idéia sobre vinhos. E ao mesmo tempo, no envolvimento, perceber que tudo na verdade é bem simples, algo que se consagra na ligação do homem com o homem, da mente com o espírito, do corpo com o palpável e palatável, em uma confluência sinérgica, única e para poucos.

Abaixo as safras provadas e algumas considerações:

– 1998: Não foi um ano Vintage, mas tem boa acidez, não é encorpado, e pelas informações passadas foi difícil chegar á temperatura certa. Aromas de frutos secos como amêndoas, avelãs e um frescor citrino, limão, casca de laranja.

– 1997: Não se percebe o álcool de 20°. Foi um ano bem quente, grande frescor, grande final de boca.

Obs: 1997 e 1995 possui um caráter mais “gordo”, alta qualidade, grande volume de boca.

– 1992: Achei sutilmente menos doce, embora na comparação com os outros, fosse quase idêntico. Elegante, fino e fresco.

– 1991: Colheita. Grande volume de boca, grande estrutura.

Obs: 1992 e 1991 não houve acordo sobre qual seria o melhor ano. Uma “briga”, no bom sentido da palavra.

– 1982: Um vinho de corpo e volume, “gordo”, aveludado.

– 1980: Belíssimo exemplar do vinho, Boa estrutura, complexo, elegante, robusto.

– 1975: Um “falso” Vintage, ou um Vintage “político”. Quase chegou lá. Sedoso, elegante, estruturado e equilibrado.

– 1968: Foi um ano difícil, mas é impossível não gostar.

– 1963: Um ano maravilhoso! Sensacional! Elegante, robusto, ótimo com charutos. Um dos grandes anos do vinho do porto.

– 1937: Um bom ano. O único da prova em garrafa original, (vide os sedimentos e borra na foto). Tem um “Off Flower” nos aromas. Elegante.

– 1910: O que foi isso! Fantástico, sem palavras! Inesquecível! Presente, vivo, elegante, estruturado, fino, robusto.

Safra: 1900

– 1900: Diante disto tudo, eu só posso me calar… Chorar e recordar. Simplesmente um vinho com corpo, alma e espírito!