Entrevista: Almir dos Anjos, sommelier. Beba da sabedoria deste guru dos vinhos

“Almir dos Anjos, sommelier: Beba da sabedoria deste guru dos vinhos”

Quem preferir ler a revista na íntegra, só acessar:

 https://issuu.com/publicacoeseditoranovorumo/docs/revista_espl_ndida_edi__o_7

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DuVale Vinhos e Eventos promove cursos e muito mais em 2019

 

 

 

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Fique atento a programação anual de cursos!

Se você assim como eu é um apaixonado por vinhos e está em busca de aprendizado, a DuVale Vinhos e Eventos elabora cursos itinerantes sobre vários temas.

Alguns deles falam sobre harmonizações entre queijos e vinhos, cursos sobre barricas, países entre outros, também para iniciantes.

Tudo muito bem elaborado e detalhado para que o aprendizado seja gostoso e claro, sempre acompanhado de degustações de vinhos pra lá de agradáveis e vez por outra em harmonizações de acordo com o tema.

Os cursos são ministrados pelo Ivan Ribeiro, sommelier e que possui nível WSET2.

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Ivan, assim como eu, é um apaixonado por vinhos e grande conhecedor do assunto. Sua base é Salvador, o que não impede de atravessar fronteiras e ministrar seus cursos em outros estados.

Muitos destes cursos acontecem em São Paulo, com boa antecedência para a inscrição pois são divulgados nas redes sociais.

Estive em um deles, no de queijos e vinhos e posso garantir que o conteúdo é interessante e o aprendizado efetivo. Além de poder desfrutar de vinhos em ótimas companhias e em ambiente descontraído e sem frescura.

Curso queijos e vinhos

Curso queijos e vinhos

A temática é atual e embasada em coisas da atualidade, onde os vinhos estão sempre em constante mudança, seja na tecnologia, seja na descoberta de novos terroirs.

Ivan junto a DuVale ainda promove e organiza eventos e confrarias, além de comercializar alguns bons vinhos que vai encontrando pelo caminho e incorporando ao seu negócio e recomendações.

Além de São Paulo e Rio de Janeiro, há previsão para cursos em Maceió, João Pessoa e claro, Salvador.

Próximos cursos:

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Para maiores informações seguem os contatos:

Tel.: (77) 99194-2908 com Ivan

@duvalevinhoseeventos no Instagram

 

 

 

Vinhos: O que foi o ano de 2018 e perspectivas para o ano de 2019

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Eventos e degustações marcaram o ano como nenhum outro

O ano de 2018 foi um ano agitado no mundo dos vinhos. Muita coisa acontecendo e uma virada na forma de abordagem junto ao consumidor, nas redes sociais e também no surgimento de sites de venda de vinhos.

Aos que ainda não perceberam, a abordagem “chata” continua sendo o e-mail marketing desenfreado e sem medidas nos envios. O mundo virtual mudou, os jovens de hoje pouco abrem seus e-mails. Estão mais conectados às redes, incluindo uma enxurrada de stories no Instagram que deixou para trás o obsoleto Facebook, ainda ferramenta de compartilhamento, mas sem dúvida menos dinâmica.

E os que como eu têm mais idade, buscam acompanhar o ritmo das coisas e inovar sempre.

A velocidade em que as coisas acontecem é a de um “tiro”. Nunca se assistiu tantos vídeos curtos e a cabeça busca fixar em velocidade impressionante todas as informações e imagens de forma resumida, ou seja, filtrando o que é importante para cada um.

Vimos um grande player do mercado se “atrapalhar” em suas programações de compras e previsões, mostrando que o negócio do vinho vai além de preço e baixa qualidade. Algo a se pensar em termos de marcas solidificadas e construídas ao longo do tempo, em investimentos de dinheiro, empenho e dedicação, desenvolvidos por produtores sérios e competentes já estabelecidos.

E mesmo os pequenos e médios produtores, que seguem a risca suas tradições, mantendo a qualidade e buscando seu espaço, estes sim, têm grande mérito e possibilidade de sucesso.

O ano for marcado por grandes degustações, dentre elas o Gambero Rosso, o evento de vinhos de Chianti, degustações específicas e focados de importadoras como a Decanter, Mistral, Vinci, De Vinum, entre outras e mesmo degustações dirigidas desenvolvidas pelas comissões dos Vinhos de Portugal, Vinhos Verdes, Alentejo, Tejo, produtores independentes e eventos de degustações do setor, que foram muitos.

Também tivemos muita procura por cursos de vinhos, em todos os níveis, o que mostra um interesse pelo vinho e sua cultura, jamais visto em outros tempos.

Tudo isto na minha visão implicará no médio prazo, até mesmo no próximo ano, em aumento do consumo caso nossa política e economia permaneçam ao menos estabilizadas.

Quanto à presença de mais sites de venda de vinhos, uma quantidade enorme de sites surgiu. E para quem ainda buscar se aventurar na internet, vai um conselho de quem já atuou com site próprio e também desenvolveu um dos grandes players do mercado de vinhos:

Internet é investimento, planejamento, foco e inovação. Em tudo isto ainda há a adaptação às redes sociais e sua dinâmica, e a necessidade de um intenso trabalho de marca, diferenciais de mercado, suor e muita dedicação.

È preciso “ser visto”, “ser lembrado” para poder atuar neste segmento, e mais, um dos grandes gargalos são os preços, daí a necessidade de importações próprias. Há também a logística, fator que derruba todo e qualquer site mais bem planejado.

A logística é o grande “buraco negro” de se operar no Brasil com vinhos, visto que é mercadoria sujeita a quebras, além é claro dos valores de frete.

Obviamente o fator qualidade de produto e preços justos são as necessidades primárias do negócio.

Acredito que no ano de 2019 teremos surpresas. O otimismo mesmo não sendo 100% verdadeiro contagia e alimenta a continuidade dos negócios.

Fez surgir vários eventos no setor de vinhos durante o ano e o mercado não estagnou.

As perspectivas são boas em relação aos anos anteriores (2017/2018), o que por si só já é uma boa notícia para o setor.

Bem, desejo saúde e muitos vinhos e degustações neste próximo ano.

2019

Sucesso!

 

 

 

 

 

Casa Scalecci apresenta vinhos excepcionais da Sicília

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Empresa familiar existe a mais de um século

Os vinhos da Casa Scalecci chegam ao mercado brasileiro vindos da Sicília, Sul da Itália, lugar de solo e clima favoráveis para a produção de uvas de qualidade. O sol intenso do mediterrâneo auxilia o plantio e colheita no seu ponto exato onde o solo é fertilizado e atingido pelos ventos vindos do Norte da África, na costa meridional da ilha.

A produção é controlada acima de tudo pela qualidade e não pelo volume. Uma rica combinação entre um solo calcário com a mineralidade pétrea das vinhas plantadas em solos graníticos permite que a água deslize com facilidade, alcançando resultados impressionantes na qualidade final dos vinhos. O que pode ser comprovado na taça.

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Estive na apresentação oficial dos vinhos no Banana Café em São Paulo. Mas mesmo antes disso pude provar e comprovar a qualidade dos produtos em feira realizada em São Paulo e com muitas risadas e um grande bate papo com o proprietário, pude conhecer um pouco deste produtor e seus vinhos que me agradaram de pronto!

Os vinhos realmente impressionam pela qualidade apresentada. Os brancos têm estrutura e frescor, apresentando uma exuberância em suas notas aromáticas e gustativas. São elegantes, intensos e marcantes.

Os tintos são de uma complexidade que pouco vi nos vinhos da Sicília, trazem intensidade nos aromas e nos sabores e enchem a boca em agradável sensação de fruta e vigor nos vinhos.

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A degustação se deu com frios e queijos especialíssimos do Banana Café.

HISTÓRIA

Em 1920 o avô do atual proprietário, Rosario Assennato, comprou o “Feudo Scalecci” de uma princesa siciliana junto com alguns irmãos. Desde então o solo da região vem surpreendendo, mostrando-se cada vez mais apto a cultivar uvas de qualidade. Durante a guerra, a Casa sobreviveu vendendo sua produção em forma de mosto aos franceses, que buscavam na Sicília boas uvas para seus próprios vinhos. Na época foi construído um canal para transportar o vinho diretamente ao Porto de Marzamemi, cidade costeira próxima a Pachino. O atual proprietário da Casa Scalecci, Rosario Assennato, ampliou os planos de seus antepassados e aumentou ainda mais a capacidade de produção da vinícola.

OS VINHOS

 

Rocío – Uvas Sauvignon Blanc e Grillo, cor amarela clara com reflexos verdes. Possui aroma que remete a flores como o jasmim e frutas como cerejas e castanhas. Aromático, equilibrado e consistente, ao mesmo tempo em que mantém o frescor.

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Chardonnay – Gostei muito desse vinho. Talvez por ser um amante da casta Chardonnay, mas também pelo equilíbrio apresentado na taça e em todas as suas variáveis.

Elegante e frutado mostra uma tonalidade amarelo brilhante com reflexos dourados. Seu aroma remete a frutas como pêssego e na boca traz notas de abacaxi e banana. Mostra equilíbrio entre refrescante e ácido.

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Massasaro – Uvas Nero D’Ávola e Cabernet Sauvignon. Notas de grama e groselha, frutas vermelhas e especiarias. Na boca é abundante e rico, com sabor frutado, picante e persistente. O tom vermelho rubi reflete forte característica da mineralidade do solo. Perfeito para harmonizar com carnes vermelhas.

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Cierzo – Uvas Sauvignon Blanc (50%) e Chardonnay (50%). Aroma de frutas e ervas e um sabor que remete a frutas tropicais, mel, pera e pêssego. Acompanha pratos de peixe e frutos do mar.

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Sauvignon Blanc – Monovarietal que se caracteriza por uma cor amarelo claro com reflexos verdes e dourados. Aromas herbáceos, frutas tropicais, mel, pera e nectarina. Na boca é doce e ácido, com notas cítricas e ótimo frescor.

Provei outros tintos também, mas esses ainda não estão no Brasil!

http://www.casascalecci.com