Degustação abflug: Vinhos impressionantes da Viña Pérez Cruz

Nesta última quarta feira (30/03) estivemos presentes na degustação promovida pela jovem, porém competente, importadora abflug.

A degustação foi no Restaurante Pobre Juan e contou com a participação do enólogo Germán Lyon e também com o embaixador da marca Pablo Aguilera.

Nos impressionou muito a qualidade dos vinhos, e embora o produtor esteja no mercado apenas a nove anos, se mostra extremamente competente.

Foi apresentada a linha que compõe os vinhos da Viña Pérez Cruz e foram degustados os seguintes vinhos:

– Quelen – Petit Verdot / Carmenére / Cot (Malbec): Vinho de expressão, único, que segue em sua composição parte das uvas que compõem o corte bordalês. Uvas selecionadas dos melhores vinhedos, que são fermentados em carvalho francês e lá permanecem por cerca de 14 meses. Aromas elegantes, complexos, com notas de frutas vermelhas e toques de tabaco. Muito equilibrado e com final leve e prolongado. vinho eleito como o melhor tinto do Novo Mundo pela Revista Decanter/2010.

– Liguai – Syrah / Carmenére / Cabernet Sauvignon: Utilizando vinhedos com baixa produção, concentra a concentração das frutas. Sua segunda fermentação se dá em carvalho francês, onde permanece por 18 meses. Com notas de pimenta e chocolate, com ligeiro tostado proporcionado pelo carvalho. Final longo e persistente.

– Syrah Limited Edition – Syrah: Colheita manual provinda de videiras de baixa produção, concentrando tudo o que o fruto pode proporcionar. No nariz, aromas de pimenta com toques de fumo. Na boca concentrado e equilibrado. Um vinho especial e único.

– Cot Limited Edition – Cot (Malbec): Envelhecido entre 12 e 16 meses em barricas de carvalho francês. Apresenta cor vermelha, com leves tons violáceos. Notas florais e especiarias, sendo mutio frutado no paladar.

– Carmenére Limited Edition – Carmenére: Envelhecido entre 14 e 16 meses em barricas de carvalho francês. Aromas de frutas vermelhas, pimenta e café, conferidos pelo uso da barrica. Final fino e prolongado.

– Cabernet Sauvignon Reserva – Cabernet Sauvignon: Envelhecido 65% em carvalho americano e 35% em carvalho francês. Vinho estruturado, com toques de baunilha e frutas secas. Taninos maduros e final fino e prolongado.

Gérman(Winemaker),Marcelo(abflug), Pablo(Brand Ambassador)

Parabéns mais uma vez a abflug!

Você encontra todos estes vinhos em promoção na Vinnobile. Aproveite e confira:

http://vinnobile.wordpress.com/2011/03/31/perez-cruz-e-seus-maravilhosos-vinhos/

Debate: O Vinho no Brasil – Obstáculos e Oportunidades

Reunindo produtores, importadores e especialistas no setor ligado aos vinhos, a Fecomércio promove debate sobre os Obstáculos e Oportunidades de um segmento em franca expansão.

O debate visa encontrar caminhos e inscursionar no mundo atual de consumo de vinhos, buscando soluções e direcionamentos.

As inscrições são gratuítas e as vagas limitadas.

Data: 26/04 das 9h ás 12h – Credenciamento à partir das 8h

Para maiores informações e reservas:

vinho@cardseventos.com.br ou pelo telefone (11) 3078-7592

Fecomércio: Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 1º andar – São Paulo – SP com estacionamento no local.

Vinhos de expressão no 5º Encontro do Somellier da Grand Cru.

Estivemos ausentes estes dias, pois fomos conferir de perto o 5º Encontro do Sommelier da Grand Cru.

Neste início de ano, são muitas as novidades apresentadas, sendo que o catálogo novo da importadora estará em nossas mãos daqui a um mês, mais ou menos.

Mesclando profissionais que trabalham, nos mais diferentes setores ligados ao mundo dos vinhos, a Grand Cru promoveu este encontro, nos brindando com vinhos de excelente qualidade e custo X benefício.

Inicialmente tivemos uma pequena apresentação do Mariano, proprietário da importadora, e também várias informações à respeito dos vinhos e dos produtores, feita pelo Fabiano, sommelier da Grand Cru.

Com algumas baixas de preços representativas e destaque para os vinhos ícones da empresa, chamou-nos a atenção o produtor Viña Koyle, do Chile, que trabalha com vinhos biodinâmicos.

Cristóbal Undurra, da Viña Koyle

Este produtor é focado nos vinhos “Premium” e tem como diferenças substanciais, a ênfase no terroir, o manejo orgânico e biodinâmico que neste caso é de 100%, conservando os aromas e características naturais da fruta, e também sua tradição familiar na produção dos vinhos.

Ele efetua análise do solo, das pedras e busca a mineralidade e expressão de origem, dando um toque especial e particular aos vinhos.

Como é um produtor biodinâmico, claro que mantém a harmonia entre os animais, os insetos, as flores e ervas que crescem na vinha. Seu manejo é limpo, acentuando os aromas e cores com uma pureza única, para que o vinho “fale” por si mesmo.

Biodinâmicos na essência

Degustamos o Tabali Reserva Especial Syrah do Chile e salientamos os bons custos benefícios do produtor. Destaque no portfólio para os vinhos de Bordeaux, que tem seu preço inicial na faixa de R$ 39,00.

Também no portfólio, aquele que é considerado o melhor Moscato Dásti da Itália, na faixa de R$ 65,00. Sobre este produto, estaremos oportunamente falando mais à respeito.

Temos novidades em vinhos portugueses, como o Quinta de Nossa Senhora do Carmo.

No total foram degustados 27 vinhos, de produtores como Allegrini, Pulenta, Bodega Matarromera, Romaneira, Viña Koyle e alguns outros vinhos de produtores diferentes.

Allegrini

Um dos vinhos degustados - produtor Pulenta Estate

Linha de vinhos - Bodega Matarromera

Grande destaque para os vinhos Quinta de Nova / Maria Mansa 2004 e Mas Marinet  / Menut 2006, vinhos muito aromáticos e na faixa de R$ 59,00. E também com esplendido custo X benefício e qualidade marcante, o vinho San Polo / Rubio 2009 do produtor Allegrini, também na faixa de R$ 59,00.

Veja como foi o evento:

Almir, da Vinnobile e Khatia, da Wine.com

Degustamos outros vinhos de grande qualidade e marcantes, mas ficaria inviável falarmos de todos neste momento.

Desejamos a Grand Cru, sucesso no seu novo portfólio. Parabéns pelo encontro!

Pesquisa nos EUA: Consumo de vinhos por ocasião.

Pesquisa revela que consumidores com alta freqüência de consumo de vinhos, não necessitam de alimento como acompanhamento. 

Napa Valley, Califórnia, Estados Unidos – Um novo levantamento dos consumidores de vinhos contradiz as afirmações da indústria que dizia que mais se bebe vinho com comida.

O estudo que engloba consumidores que tomam vinhos com maior freqüência, relata que enquanto uma média de 41% do vinho é consumido juntamente ás refeições, a maioria, ou seja, 59% não o é, pelo menos entre os bebedores mais ávidos.

Na média os entrevistados informaram beber um quarto (26%) do vinho que consomem sem alimentos. Eles também bebem uma quantidade significativa enquanto preparam uma refeição (14%) ou com aperitivos ou snacks (19%). Assim, (em média), a maioria dos vinhos é consumida fora da mesa.

O gráfico acima mostra a distribuição dos entrevistados e o percentual do vinho que consomem sem qualquer tipo de alimento.

Nas diversas faixas etárias, ou nas diferentes gerações, os entrevistados mais velhos bebem a maior parte do vinho com uma refeição (65 anos de idade e mais velhos em média 50%), com cada segmento mais jovem bebendo um pouco mais sem alimentos.

A proporção de vinho bebido sem comida foi a maior entre as mulheres (29% X 25% dos homens) e os entrevistados mais jovens (31% da geração Y).

Como seria de esperar, o vinho é mais bebido nos finais de semana do que durante a semana, com cerca de metade do consumo na sexta-feira e sábado (24% e 28%). Apenas um terço do vinho é consumido de segunda a quinta-feira. Se consome menos vinho no domingo (16%), embora esse ainda seja o dobro da média da semana.

Durante o fim de semana, a maior parte do vinho (42%) é consumida nos fins de semana com um jantar. Um quarto adicional é bebido tanto antes do jantar (24%) e depois do jantar (23%). Muito pouco de vinho é consumido durante o brunch de fim de semana / almoços (4%) ou à tarde (7%).

A pesquisa também traduziu perguntas sobre o local de consumo. O maior consumo foi com a refeição (58%), 19% quando sentado antes de uma refeição, seguido por “quando espera no bar / lounge” (12%), e “depois de uma refeição” (11%).

A sensação de que certos vinhos não são bons sem alimento aumentou com a idade.
O vinho branco foi considerado como o tipo preferido para aperitivo ou “cocktail” e afins, apenas 25% afirmaram que preferem o vinho branco ao vinho tinto sem alimentos.

O relatório baseou-se em cerca de 800 respostas de 5500 pessoas participantes de um painel de consumidores de vinho.
De acordo com o Conselho do Mercado do Vinho, na  pesquisa nacional de consumidores de vinho realizada em 2010, 9% dos bebedores de vinho dos EUA bebem vinhos diariamente e 29% bebem vinhos em média, várias vezes por semana.

As opiniões sobre os vinhos levantadas no painel, foram extraídas entre recrutados do grupo, que responde por mais de 82% das vendas de vinho nos EUA.

O estudo confirma que há uma tendência de queda do comércio de vinhos caros, o que veio ocorrendo em 2010, mantendo a faixa de preços em vinhos de US$ 20 e US$ 30.

Um número substancial grandes consumidores mantém suas compras em torno de vinhos na faixa de US$ 30, especialmente os clássicos, como Napa Valley, Cabernets e Bordeaux. No entanto, alguns consumidores estão voltando a essas categorias, e há forte tendência positiva de consumo para os vinhos do Oregon, Washington e América do Sul, bem como para a Zinfandel, Sauvignon Blanc e Pinot Noir.

Obviamente a realidade americana de consumo, difere do consumidor brasileiro, em anos luz, ainda mais agora que os Estados Unidos ultrapassaram a França no consumo de vinhos. Mas o parâmetro da pesquisa indica um direcionamento para o Brasil, a medida que o país se solidifica como um grande mercado potencial.

Fonte: Wine Opinions